Saiba Para Quê Você se Sente Culpada - Carlos Veiga JR.
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você se sente culpada

Saiba Para Quê Você se Sente Culpada

A culpa é o sentimento mais limitante e corrosivo que um ser humano pode sentir, a culpa gera vergonha, dor, sofrimento, enfermidades, ressentimento, rancor, raiva, solidão e medo, no entanto nos sentimos muito inclinados a continuar sentindo culpa, é como um vício, um hábito, poderíamos dizer sem medo de errar que se transformou em uma obsessão, algo sem o qual não é possível viver, e isto não é verdade.

Para que possamos ir mais além deste hábito perverso de culpar e sentir culpa, vamos examinar mais profundamente as razões do “para que” isto segue sendo assim?

Aqui não entraremos no conceito de culpa arquetípica, que há, por certo, apenas vamos olhar para a culpa que surge do inconsciente individual, familiar e social.

A culpa é um sentimento escondido nos lugares mais escuros da mente, não se pode vê-la de forma natural, a maioria das vezes sequer percebemos que estamos nos sentindo culpados, não reconhecemos que estamos sendo movidos pela culpa e ao não reconhecer, não podemos curá-la.
A culpa é um mecanismo inconsciente, porém, fulminante que utilizamos para destruir nossa paz, é a sustentação de uma das maiores ilusões deste mundo, a irrealidade do pecado.

Este é o primeiro obstáculo que encontramos para nos sentir em paz, um obstáculo que construímos com dedicação dia após dia e nem sequer somos conscientes disso, não sabemos como se originou, nem como foi gravado em nossas mentes, não sabemos quem participou na sua elaboração, nem conhecemos a sua fonte, por estas razões não temos nenhuma ideia de como nos desfazer da culpa.

O sentimento de culpa vai se formando na mente das crianças desde a infância com coisas que aparentemente são “normais” como por exemplo quando começamos a ouvir dos nossos pais a palavra castigo.

Obviamente nossos pais não são culpados por isso, porque passaram pelo mesmo processo.

Nossos pais não fazem isto por mal, sequer observam que estão repetindo os seus, mas as crianças percebem tudo e recebem sem filtros estas poderosas informações que vão se acumulando nos locais mais profundos da mente.

Estas mensagens familiares se misturam com as mensagens sociais, culturais e religiosas e é assim que algumas ideias muito complicadas como o “pecado original” e outras aparentemente inofensivas como: “vc é mais inquieto que seu irmão” vão aos poucos construindo o sentimento de culpa no ser humano.

O sentimento de culpa vai se construindo na mente de uma personalidade em construção sem que esta criança se de conta disso, e sem que saiba de onde surge o sentimento que está experimentando.

Sempre com boas intenções, vamos construindo na mente ainda vazia de nossos filhos uma ideia de que a culpa exige castigo, nos encontramos muitas vezes encaminhando a nossos filhos à um lugar que chamamos de castigo, que pode ser uma cadeira, um quarto ou qualquer outro lugar onde a criança saiba que cometeu um erro, um erro que deve se punido por uma pessoa, por ela mesma, por alguém da família, pela sociedade ou por Deus.

Com isto não estou dizendo que não devemos educar nossos filhos, por favor não me entendam mal, só estou colocando ideias sobre a mesa para que possamos observá-las desde um prisma neutro.

Frases e atitudes que escutamos de nossos pais foram dando forma ao sentimento de culpa que sentimos hoje, são informações hipnóticas que sem nenhuma má intensão e da mesma maneira, vamos transmitindo aos nossos descendentes.

Esta cascata de culpa que parece interminável pode encontrar um fim no momento em que despertamos desta hipnose e nos tornamos conscientes de que somos os responsáveis diretos da decisão de modificar estas informações.

Quando descobrimos que já estamos neste momento passamos a nos render diante do que acontece, sem questionar o que acontece, pelo simples fato de que já está acontecendo, e então, aceitamos com confiança que não há culpa nem culpados, que não há vítimas inocentes nem carrascos no mundo, que tudo que vemos não passa de uma ilusão que nós mesmos escolhemos para experimentar o mundo das formas de forma intensa como se fosse real.

Na medida em que um ser humanos se sinta culpado e siga escolhendo sentir-se assim, estará automaticamente demandando castigo, primeiro porque esta é uma Lei universal de equilíbrio e para equilibrar uma vítima nada melhor do que um carrasco e segundo porque esta é uma crença enraizada na nossa mente, a crença de que a culpa merece castigo e muitas vezes recebemos a informação de que este castigo vem de Deus.

Entretanto quando escolhemos sair deste labirinto de ideias falsas e optamos por usar o perdão genuíno, as crenças de medo vão se desvanecendo aos poucos e com elas a culpa vai perdendo a força inconsciente que tem em nossa mente.

A culpa é o tijolo com o qual o ego constrói sua igrejinha para depois ir morar lá dentro e de lá atacar aos demais com sua frustração.

Você se sente culpada porque a culpa é o alimento do ego

Quando uma pessoa se sente tão culpada a ponto de não suportar tanta culpa, o que faz é imediatamente projetar ao exterior uma parte desta culpa em forma de agressão que se manifesta de várias formas, a maioria delas justificada e imperceptível como as críticas por exemplo.

É como uma válvula de pressão, terceirizamos a culpa por não sermos capazes de conviver o tempo todo com esta carga tão pesada.

Quando uma pessoa crítica ou julga, consciente ou inconscientemente, inevitavelmente em sua mente ocorre um pensamento de que pode ser contra atacada, isto gera de forma automática outros sentimentos intimamente relacionados com a culpa que são a solidão, a separação e o sofrimento.

Este estranho sentimento de culpa que confronta os seres humanos sempre é assunto de máxima importância porque se associa a como cada um vê a si mesmo e como se sente em sua relação com a Divindade. Em outras palavras se confiamos em um Pai amoroso e protetor ou colocamos nossa fé em um Pai rancoroso, ciumento, e vingativo, a maioria de nós foi condicionada a pensar que Deus castiga.

Podemos descrever a culpa de várias formas porém, as sensações que a culpa gera sempre são de dúvida a respeito de nós mesmo, são os sentimentos de inferioridade, insegurança, insatisfação, isolamento, solidão, desamparo, doença e morte, tudo isto por fim não é mais do que a crença ilusória de separação que nos afasta da verdade imortal de quem somos, seres eternos e indestrutíveis, porque ao ser sem forma não estamos vulneráveis a nenhuma ameaça já que só se pode destruir o que tem forma.

Desfazer o sentimento de culpa depende em primeiro lugar de reconhecer que a culpa está gravada na mente de todos os seres humanos, na minha, na sua e na de qualquer pessoa, são pensamentos ligados ao certo/errado que movem o mundo da ilusão.

Pode ser muito doloroso no início investigar estes porões da mente onde se esconde a culpa, porém, ao final resultará no reencontro com a liberdade onde a angústia e a dor desaparecem e somos capazes de experimentar as sensações de paz e felicidade.

A culpa ou falsa ideia de pecado na realidade não é outra coisa que uma ausência de perdão genuíno, ou ausência da compreensão de que não há nada a perdoar, que tudo tem uma lógica, tudo está em equilíbrio no universo, tudo tem um para que, tudo está orquestrado por uma suprema inteligência, e tudo que parece imperfeito no mundo das formas tem sua perfeição garantida em um reino sem forma onde quem cria não julga sua própria criação.

A culpa é uma ideia falsa da mente ego, o falso eu que se ocupa de esconder sua intensão maliciosa de manter o sofrimento, fingindo que esta ideia não existe, negando que se alimenta da culpa.

Esta certamente é uma maneira pouco adequada de lidar com a culpa porque ao negá-la ela será levada imediatamente ao mais inconsciente da mente, o que Jung chamou de sombra, de onde irá se projetar em forma de circunstâncias externas que chamamos de mundo real ou realidade.

No entanto se prestarmos atenção a este truque da mente de camuflar a culpa negando-a, perceberemos que o resultado desta camuflagem é a busca constante de encontrar externamente a fonte da nossa frustração, uma busca neurótica pelos culpados por aquilo que estamos sentindo.

Este truque da mente ego perpetua o jogo da vítima e do carrasco e não nos permite ver a verdadeira causa interna e oculta que está gerando as situações. São coisas que foram gravadas a ferro e fogo nos primórdios da formação do nosso intelecto, tudo que era muito intenso em nós e que foi reprimido porque incomodava nossos pais, nossos professores e nossa sociedade.

Quando transferimos a culpa a outra pessoa ou a uma situação em concreto, absolutamente não estamos nos desfazendo dela, muito pelo contrário, estamos apenas reforçando a culpa ao desferir ataques mentais, agora orientados àqueles que entendemos como sendo os responsáveis externos dos nossos incômodos.

Isto imediatamente ativa um ciclo vicioso de ataque-culpa, negação-projeção em uma cadeia de eventos que se torna interminável.

Ao projetar a culpa “fora” acabamos caindo em outra armadilha ainda mais perigosa que é reforçar a crença de que estamos separados uns dos outros e que por esta razão, nossos ataques mentais, críticas e julgamentos, estão justificados. Este é um mecanismo do ego para nos fazer sentir diferentes dos nossos irmãos, nos faz parecer melhores sempre nos comparando com os piores.

Mas o que ocorreria se todos fossemos o mesmo?

Que ocorreria se a ideia de que estamos separados fosse tão sem sentido como a ideia que tínhamos até pouco tempo de que a terra era plana?

O que ocorreria se não tivéssemos com quem nos comparar?

O ego usa a comparação para reforçar a ideia de que é bom, para isto tem que criar os conceitos do que é ser mau e atribuir estes conceitos aos que considera portadores dessa qualidades, afinal o ego não aceita ser normal, tem que ser bom e não é possível ser bom, se não houver os maus.

A culpa sempre representa uma carga pesada, é uma auto imposição que destrói a felicidade, oculta a verdade de quem somos, seres impecáveis, espíritos eternos em estado de graça para sempre. Se não for investigada pela própria pessoa, a culpa se torna um costume e seguirá comandando nossas vidas sem que tenhamos consciência disso.

Quando não somos conscientes da culpa ela seguirá mantendo em nós uma sensação de que toda dor e sofrimento vem de algo externo e por esta razão está fora da nossa esfera de atuação o que nos torna impotentes frente as situações que enfrentamos.

Esta sensação de impotência faz com que nor tornemos irresponsáveis pela nossa própria experiência de vida e nos impede de descobrir a beleza do nosso verdadeiro Ser, um Ser que é plenamente feliz porque só se conhece feliz, e quando se encontra triste em uma circunstância, abraça a tristeza como parte de sua integridade e não deixa de ser feliz por isso.

Quando estamos dispostos a transformar a forma como percebemos o mundo e nos abrimos a experimentar o que nos ocorre da forma como ocorre, sem julgar o que ocorre como bom ou mau, nos damos permissão para deixar de buscar fora os culpados pela nossa frustração e já podemos ir mais além do que entendemos como sendo a felicidade, soltamos nossas crenças a respeito do que é ser feliz e compreendemos que já somos o que estamos buscando.
O falso conceito de pecado e castigo vai se anulando pouco a pouco na mente, e o perdão genuíno aparece como transformador de cada momento.

Cada dia se transforma em uma multiplicidade de oportunidades de tomar novas decisões que nos permitam desfazer a culpa que sentimos e a culpa que projetamos.

Um Curso Em Milagres diz que só poderemos ver nossa impecabilidade quando pudermos ver a impecabilidade de nossos irmãos.

Quando nos tornamos os observadores compassivos e compreensivos das nossa crenças de medo podemos retirar os obstáculos que nós mesmos construímos para não sentir a paz que habita em cada coração humano.

 

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