Como vencer o medo? - Carlos Veiga JR.
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Como vencer o medo?

Por que somos tão viciados em medo? Por que ele é tão presente em nossas vidas? Por que não somos capazes de pensar à parte do medo? Podemos resumir todas essas questões em uma só: como vencer o medo.

O medo é inerente à nossa personalidade e, como tal, ele usa diversas estratégias para nos dominar. Muitas vezes caímos nas suas armadilhas e nos paralisamos, deixando de fazer aquilo que realmente desejamos.

Neste artigo vamos falar um pouco sobre as estratégias que o medo usa para nos manipular e atrapalhar nossa vida e por que isso acontece.

Como vencer o medo e não ficar paralisada

A resposta pode estar muito mais perto do que imaginamos, pode estar na nossa própria evolução biológica.

Somos sondas biológicas de Seres sem forma, todavia, quando decidimos experimentar o mundo das formas, escolhemos veículos físicos que chamamos de corpo.

Um corpo é um conjunto de células que forma um indivíduo, e há indivíduos de muitas raças diferentes.

Segundo a ciência, nós somos os primatas de primeira ordem, e como primatas, somos mamíferos e estes, apareceram na Terra há cerca de 200 milhões de anos atrás, com um cérebro diferente dos répteis, um cérebro emocional, também chamado cérebro límbico, ou giro cingulado.

Todos os mamíferos são movidos a emoções, e elas são apenas 5: alegria, tristeza, raiva, asco e medo.

Todas estas emoções são absolutamente necessárias para a sobrevivência.

Sem raiva não seríamos capazes de reagir em caso de necessidade, sem tristeza não completaríamos um luto, sem asco comeríamos alimentos envenenados, sem alegria não sentiríamos recompensa, e sem medo seríamos incapazes de defender a nós e às nossas crias.

O medo, portanto, é biológico, porém, apenas quando se trata do medo real, ou seja, medo de algo que está acontecendo. Todos os outros mamíferos, com exceção dos humanos, não sentem medo quando não estão frente a uma ameaça real à sua integridade física, ou de suas crias, os humanos sim.

Desenvolvemos uma capacidade psicológica de sentir medo.

Imaginar, supor, conjecturar, antecipar, especular, inventar, e principalmente difundir medo nos demais, muitas vezes com a justificativa de que é para aumentar a segurança, mesmo sabendo que qualquer segurança é relativa e, que nunca fomos capazes de controlar absolutamente nada, se avaliarmos honestamente nossa história de vida.

Por desenvolver este tipo de medo (psicológico), passamos a acreditar nele, e ele se tornou real para nós, não porque ele seja real, mas apenas porque acreditamos que seja, e a inteligência universal jamais nos impediria de experimentar algo em que acreditamos, porque esta inteligência é amor, e o amor não controla nem impede nada.

É como se montássemos uma armadilha para nós mesmos, e isto não foi por acaso, sem este tipo de pensamento, sem a crença no medo não seria possível a experiência humana.

A armadilha do medo

Inconscientemente, o medo projeta várias armadilhas para manter seu controle sobre nossa vida. Uma das principais armadilhas é a seguinte:

Por estar imersos em uma bolha de medo, que é a base do nosso sistema de pensamento, pensamos o tempo todo em estratégias de defesa, uma tentativa óbvia de escapar dos perigos e ameaças do mundo hostil que nos cerca.

Alguém calculou que nos ocorre algo entre 60 e 70 mil pensamentos/dia, todos eles, com raríssimas exceções são estratégias de defesa.

Quando pensamos em uma estratégia de defesa, estamos criando mentalmente justamente as coisas que não queremos que nos aconteçam.

É fácil de perceber isto quando se presta atenção aos pensamentos. O que se passa é que estamos tão identificados com os pensamentos que não avaliamos nenhum deles, simplesmente acatamos todos eles como verdades, apenas porque foram pensados.

Uma estratégia de defesa por certo é a mente se imaginando frente ao que não deseja, criando uma realidade com requintes nos mínimos detalhes, exatamente como poderíamos fazer em relação ao que queremos.

Quando estamos com medo de algo ou de alguém imaginamos as cenas, os diálogos, as possíveis consequências de cada fala, as possíveis reações dos demais, as saídas para cada reação, e cada detalhe minucioso, exatamente como um advogado prepara uma defesa.

O processo de materialização da mente na realidade é justamente este, visualização, foco, atenção, detalhes e tempo de dedicação ao pensamento. Desta forma criamos exatamente as situações e circunstâncias que não desejamos.

É importante reconhecer o que há de estratégia de defesa em cada pensamento, e sempre há.

Para sair da armadilha, é só abandonar qualquer pensamento que ocorra, qualquer um que trate de uma estratégia de defesa.

Certamente foi um pensamento gerado por um medo e este medo não fala do que está acontecendo, fala do futuro, com base no passado. Basta retirar a atenção dos pensamentos que falam de defesa, abrir mão deles e substituí-los por pensamentos que contemplem o que está se passando.

Assim, estaremos criando uma realidade mais em conformidade com nossos desejos e anseios, mais de acordo com uma vida alegre, mais amorosa, feliz e pacífica.

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