Sinusite: as questões emocionais por trás do sintoma - Carlos Veiga JR.
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Sinusite: as questões emocionais por trás do sintoma

Neste artigo, vamos falar do sintoma físico da sinusite. Nós sabemos que os sintomas físicos são multifatoriais. A vida é muito corrida. Nós temos muitas coisas a fazer, nos empenhamos em muitos projetos.

Temos que cuidar da nossa casa, temos que trabalhar, cuidar do nossos filhos, muitas vezes temos que cuidar dos nossos pais, temos que conversar com nossos amigos, entre outras coisas.

E muitas vezes não sobra tempo para investigar coisas pessoais ou sintomas físicos.  No entanto, é essencial que olhemos com calma para as causas da sinusite, porque ela não ocorre por uma única razão.

Existem alguns fatores que influenciam o seu aparecimento. Vamos abordar a origem emocional do sintoma físico da sinusite, o que não quer dizer que não tenha outras raízes, mas nós sabemos que as questões emocionais têm um peso bastante significativo.

Como surge o sintoma físico da sinusite

Podemos dizer que os sintomas físicos se originam de um desequilíbrio emocional, uma crença conflitante. Todo sintoma físico que experimentamos surge de uma sensação de inadequação.

Estou vivendo um momento de inadequação, alguém está fazendo algo que eu não quero, eu gostaria que algo fosse diferente.

Significa que as coisas não estão saindo do meu jeito, como eu gostaria. Isso me toca profundamente, nas minhas necessidades básicas, não porque aquela circunstância em especial esteja me causando uma sensação de falta.

O que ocorre é que a circunstância me remete a uma semente, uma informação, que eu plantei lá no passado, na minha infância, ou que a minha mãe plantou intra-útero, e que agora está tendo ressonância com a circunstância que eu estou vivendo.

Para que o sintoma físico se desenvol, é necessário que tenha havido um drama anterior. Sabemos que para uma árvore crescer e ficar gigante, sua semente tem que ser plantada em solo fértil, onde ela encontrou o momento propício para germinar.

Mas a semente em si mesma já continha a informação da árvore gigante, só estava esperando o momento certo para germinar.

Com nossos sintomas físicos se passa exatamente a mesma coisa. Nós temos uma informação plantada lá atrás, e essa informação, em algum momento da nossa vida, ganha um solo fértil, uma uma ressonância, entra um conflito e essa informação pode se manifestar.

Então, vamos investigar um sintoma físico que muitas pessoas sofrem, ou possuem um familiar que sofre.

A sinusite é uma inflamação bacteriana que afeta os seios da face e acontece uma secreção densa, que no começo é amarelada e no final ela vai se tornando mais espessa e mais esverdeada.

Normalmente, causa cefaleia, ou dor de cabeça, porque porque todos os seios estão comprometidos, uns mais do que os outros, e é por isso que tem gente que sente mais a dor no topo da cabeça, ou uma pressão nas laterais.

Qual conflito emocional está relacionado com a sinusite

Vamos pensar em termos biológicos, pois é isso que o Gerenciamento BioEmocional faz, nós saímos da esfera do psicológico e vamos em busca das pistas biológicas por trás do sintoma.

A sinusite começa a fazer uma microferida na mucosa nasal, uma pequena erosão. Isso ocorre em consequência de estar vivendo uma circunstância que “naõ está me cheirando bem”.
Sabe quando você vê algo que não parece muito correto e pensa: isso não está me cheirando bem.

Por exemplo, você está em um congestionamento e, de repente, os carros começam a dar ré, ou meu filho começa a ter febre alta e uma dor no ventre, e eu penso, não estou gostando disso, não está me cheirando bem.

É uma expressão que usamos devido o olfato ser o único dos sentidos que não passa pelo neocórtex, a parte racional do cérebro. Ele está ligado diretamente ao cérebro emocional.

Por isso, quando eu vejo algo que considero estranho de alguma forma, eu penso que não está cheirando bem. E, inconscientemente, eu quero sentir melhor o cheiro disso, para conhecer melhor aquela situação e poder me defender.

Nosso inconsciente não julga, apenas encaminha a solução de forma biológica. Por isso, ele decide te ajudar a sentir melhor esse cheiro, sentir esse cheiro mais de longe, porque quanto antes você entender a situação, melhor poderá se antecipar e se prevenir.

Assim, ele aumenta a sensibilidade nos seios da face para que você possa cheirar melhor essa situação, surgindo as microlesões nessa área.

Sua mente cria perigos imaginários

É importante observar que a maior parte das vezes em que eu penso e digo para mim mesmo, isso não me cheira bem, isso que eu penso que não me cheira bem acaba não acontecendo.

Ou seja, nós inventamos um perigo que não é real.

Por exemplo, estou namorando há 15 dias e já fazem 3 dias que minha namorada não me telefona e eu começo a pensar se ela parou de gostar de mim, ou será que já está com outro.

Eu começo a levantar hipóteses e a criar conflitos psicológicos. O problema é que o inconsciente não consegue diferenciar um conflito psicológico de um conflito real, ele vai apenas encaminha a solução.

Para ele tudo é real. Se eu estou preocupado, então, para o inconsciente isso é real. Só que na imensa maioria das vezes esses conflitos não são reais.

Mas eu vivo o drama como se acontecesse, principalmente, porque eu já tenho a informação desse drama, uma semente que pode ter sido plantada quando eu estava ainda no útero da minha mãe, na primeira infância ou na adolescência.

Eu já tenho um conflito relacionado com isso. Eu vi meu pai e minha mãe passando por isso, vi minha mãe passando por isso com a mãe dela, vi meu pai passando por isso no trabalho, vi meu pai perdendo o emprego, vi meu pai batendo na minha mãe.

Eu já passei por isso e quando a situação atual me remete a essa informação inconsciente, eu crio um conflito psicológico para me defender.

Eu não paro para entender o real motivo da circunstância, eu simplesmente começo a interpretar, quando eu sinto que algo não está me cheirando bem.

É quando o inconsciente entra em cena, tentando nos ajudar dando soluções nada racionais.

Então, quando você estiver diante de circunstâncias que não estão saindo do jeito que você queria, que parecem que algo não está cheirando bem, você vai querer “cheirar mais adiante” para se preparar e se defender, porque não quer passar pela mesma situação que seu pai ou sua mãe passaram no passado.

É fundamental entender como funciona esse mecanismo do nosso inconsciente.

O medo do que vem do futuro

Outro aspecto importante a ser considerado na sinusite é que ela representa um medo frontal, um medo do que vem pela frente, vem do futuro.

Frequentemente, esse medo acontece e eu tenho uma impressão de que quando isso chegar, esse algo que vem vindo do futuro e que não me cheira bem, eu não vou ser competente o suficiente para lidar com isso.

Por exemplo, eu sinto que meu marido está se distanciando de mim, e cada dia eu sinto meu marido mais distante. Ele já não fala mais comigo como falava, já não me faz mais carinho como fazia, já não me toca como me tocava antigamente.

A relação parece que está esfriando e eu não estou gostando do cheiro disso.

E quando meu marido me der a notícia de que não quer mais estar comigo, eu não vou saber lidar com isso, eu não vou ser capaz de lidar com isso.

Eu me sinto impotente em relação ao conflito que está no futuro e, quando ele chegar, eu não vou dar conta.

Essa sensação de impotência é algo que agrava o sintoma, porque traz a sensação de não conseguir cheirar, não estou conseguindo antecipar o que está acontecendo, mas eu imagino que está acontecendo e o que vai acontecer e imagino que, quando isso acontecer, eu não vou ser capaz de lidar com isso.

É uma incapacidade de reagir frente a algo que vai acontecer.

É muito comum nossa mente criar essas ameaças imaginárias ou, então, criar inimigos imaginários. Por exemplo, o meu marido não traz mais flores, não me chama mais de meu amor, não me beija mais na boca, e eu começo a ver o meu marido como o inimigo, uma pessoa que está querendo se distanciar de mim.

Na verdade, nada disso está ocorrendo, é a minha interpretação. Eu estou projetando alguém que está se distanciando de mim e, quando eu faço isso, eu tenho que olhar para mim e perceber como é que eu estou me distanciando dessa situação.

O que está fora é um reflexo do que está dentro. Não é possível corrigir essa distorção mudando o outro.

Se o seu marido está se distanciando de mim, se o meu chefe está ameaçando me mandar embora, e eu não estou gostando do cheiro disso, eu tenho que olhar para mim e me perguntar o que estou fazendo para perpetuar essa situação.

Que responsabilidade eu tenho nesse distanciamento, nesse resfriamento na relação?

Como eu estou contribuindo para que esse medo do futuro continue aqui?

Por quê você fica querendo mudar o outro?

Tem sempre alguma coisa em nós que podemos mudar, porque, na verdade, só podemos mudar a nós mesmos. Não é possível mudar meu patrão, nem minha mulher, nem meu marido, nem meu pai, nem minha mãe.

Não é possível mudar o outro, mas nós prosseguimos tentando e falhando nessa tentativa, porque o que eu quero mudar no outro é o espelho daquilo que não consigo mudar em mim mesmo que me incomoda muito.

Por isso, eu me irrito com a atitude do outro, porque isso está prejulgado em mim.

Então, você precisa se perguntar o que está fazendo, realmente, para perpetuar esse estado de coisas?

É necessário inverter essa situação, se tornando consciente que isso só pode ser solucionado por você, em você e com você. Isso não pode ser solucionado no outro, com o outro e pelo outro.

Eu sempre tenho que trazer para mim, porque toda vez que se apresenta o sintoma físico, estamos tratando de uma condenação, sempre existe uma conotação condenatória, é uma reclamação.

Ninguém fica doente se não estiver reclamando. Reclamar é clamar novamente e clamar é pedir, ou seja, estou pedindo novamente que seja do meu jeito, estou reclamando que seja do meu jeito.

Então, eu critico, eu acuso, eu julgo, eu sentencio.

Toda vez que aparece o sintoma físico é porque estou clamando novamente para que seja do meu jeito, para que saia da minha maneira, porque é o que eu quero, que o mundo se adapte ao que eu gostaria que fosse.

Eu quero que meu marido se adapte ao meu jeito, que a minha filha se adapte a minha vontade, então, nós estamos reclamando o tempo todo sem perceber.

O que criticamos fora é aquilo que não resolvemos dentro

Por exemplo, quando eu percebo que meu filho está mentindo para mim e começo a criticar meu filho por conta disso. Eu começo a sentir um cheiro, eu não estou gostando do cheiro disso, meu filho não tem idade para estar mentindo para mim.

Eu estou querendo que o meu filho não minta para mim, mas eu não percebo que eu minto para mim, que eu minto para os outros.

Minto com intenções positivas. Todos nós mentimos com intenções positivas: para não danificar nossas relações pessoais, para não destruir a família, para não ser mandado embora do emprego.

Quando eu vou a um lugar que eu não quero ir, estou mentindo para mim. Quando eu digo sim querendo dizer não, isso é uma mentira.

Então, como vou corrigir isso no meu filho, se eu não corrigi em mim mesmo?

Portanto, sempre existe uma condenação por trás do sintoma físico, causada porque queremos que os outros façam as coisas do nosso jeito, queremos que o mundo seja do nosso jeito, mas nada disso acontece.

Mas, podemos mudar isso com nosso estado emocional, mudando a maneira como percebemos essas coisas.

Quando algo não estiver me cheirando bem, posso me perguntar do que tenho medo? O que eu vi na minha infância, vi acontecendo com meus pais, ou com outro familiar, que desencadeia um medo de algo que, na maioria das vezes nem acontece?

No fundo, você tem medo do que pode dar errado. Mas, o Universo é demasiadamente perfeito para estar errado. Você não vai conseguir se proteger de todas as coisas que podem acontecer fora do seu jeito.

Você precisa confiar na vida, onde tudo é instável, exceto a Consciência que testemunha a experiência. Existe um Eu imutável que testemunha tudo o que acontece e que vivenciou tudo o que passamos sem sofrer um arranhão.

Mas, quando você confia na mente, você sofre, porque ela é instável, ela é feita de pensamentos e sentimentos que vem e vão.

Portanto, não quer ter conflitos, não quer ter sinusite, se desligue dessas ameaças imaginárias que sua mente vivencia e que não vão acontecer. Assim, você terá paz interior e, consequentemente, mais saúde física e mental.

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