Aprenda a ler a mensagem dos sintomas do seu corpo - Carlos Veiga JR.
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Aprenda a ler a mensagem dos sintomas do seu corpo

Olá, eu sou o sintoma. Também tenho muitos outros nomes: dor de joelho, abscesso, dor de estômago, reumatismo, asma, mucosidade, gripe, dor nas costas, ciática, câncer, depressão, enxaqueca, tosse, dor de garganta, insuficiência renal, diabetes, hemorróidas e a lista continua. Ofereci-me como voluntário para o pior trabalho: ser o portador de notícias pouco agradáveis para você.

Você não entende, ninguém me compreende. Você acha que eu quero lhe incomodar, estragar os seus planos de vida, todo mundo pensa que desejo atrapalhar, fazer o mal, limitar vocês, e não é assim, isso seria um absurdo. Eu, o sintoma, simplesmente estou tentando lhe falar numa linguagem que você entenda.

Em geral você me odeia, reclama de mim para todas as pessoas, reclama de mim no seu corpo, mas não para um minuto para pensar, raciocinar e tentar compreender o motivo de minha presença.

Apenas escuto você dizer: “Cala-se”, “vá embora”, “te odeio”, “maldita a hora em que você apareceu”, e muitas outras frases que me tornam impotente para lhe fazer entender, mas devo me manter firme e constante, porque devo lhe fazer entender a mensagem.

O que você faz? Manda-me dormir com remédios. Manda-me calar com sedativos, me suplica para desaparecer com anti-inflamatórios, quer me apagar com quimioterapia. Tenta dia após dia me calar. Eu me surpreendo de ver que por vezes até prefere consultar bruxas e adivinhos para de forma “mágica” me fazer sumir do seu corpo.

A minha única intenção é lhe passar uma mensagem, mesmo assim, você me ignora totalmente.

Imagine que sou a sirene do Titanic, aquela que tenta de mil maneiras avisar que tem um iceberg na sua frente, que você vai bater e afundar. Toco e toco durante horas, semanas, meses, durante anos, tentando salvar sua vida, e você reclama que não deixo você dormir, que não deixo você caminhar, que não deixo você trabalhar, ainda assim continua sem me ouvir…

Está compreendendo?

Para você, eu, o sintoma, sou “A doença”. Que absurdo! Não confunda as coisas. Aí você vai ao médico e paga por tantas consultas. Gasta um dinheiro que não tem em medicamentos apenas para me calar.

Eu não sou a doença, sou o sintoma. Por que me cala, quando sou o único alarme que está tentando lhe salvar?

A doença “é você”, “o seu estilo de vida”, “suas emoções contidas”, a doença é isso, e isso, nenhum médico ou remédio sabe como combater, a única coisa que eles fazem é me atacar, ou seja, combater o sintoma, me calar, me silenciar, me fazer desaparecer. Tornar-me invisível para você não me enxergar.

É bom se você se sentir incomodado por estar lendo isso, deve ser algo assim como um “golpe na sua inteligência”, mas eu posso conduzir o teu processo muito bem e o entendo. De fato, isso faz parte do meu trabalho, não precisa se preocupar. A boa notícia é que depende de você não precisar mais de mim, depende totalmente de você analisar o que tento lhe dizer e o que tento prevenir.

Quando eu, “o sintoma”, apareço na sua vida, não é para lhe atrapalhar, é para lhe avisar que há uma emoção contida no seu corpo, que deve ser analisada e resolvida para que você não adoeça. Você deveria se perguntar: “Para quê apareceu esse sintoma na minha vida?”, “O que pretende me alertar?”, “O que devo mudar em mim?”

Se você deixar essas perguntas apenas para sua mente consciente, as respostas não vão levar você além do que você já sabe, ou presume. Para encontrar as verdadeiras respostas você deve perguntar também à mente inconsciente, ao coração e às emoções. A mente consciente cria justificativas para te confundir. Eu te conto a história por trás da história, os traumas, ressentimentos, aflições, abandonos, vergonhas, violências e desamores, seus e de sua família.

Por favor, quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um médico para me adormecer, analise o que tento lhe dizer. Eu gostaria que o meu excelente trabalho fosse reconhecido, e quanto mais rápido você tomar consciência do para quê do meu aparecimento, mais rápido irei embora.

Aos poucos descobrirá que quanto mais e melhor você analisar suas crenças ocultas e vigiar seus pensamentos repetitivos, menos lhe visitarei. Garanto a você que chegará o dia em que não me verá nem me sentirá. Quanto antes atingir esse equilíbrio e perfeição como observador neutro de sua vida, de suas emoções, de suas reações e de sua coerência, não precisará mais dos meus préstimos.

Por favor, me deixe sem trabalho.

Convido você para refletir sobre o motivo das minhas visitas, cada vez que eu apareça. Deixe de me mostrar para os seus amigos e sua família como se eu fosse um troféu.

Estou farto que você diga:

“Então, continuo com diabetes” ou “sou diabético”.
“Não suporto mais a dor no joelho, não consigo caminhar”.
“Esta enxaqueca me persegue”.

Você acha que eu sou um tesouro do qual não pretende se desapegar jamais. Meu trabalho é vergonhoso e você deveria sentir vergonha de tanto me elogiar na frente dos outros. Toda vez que isso acontece você na verdade, está dizendo:

“Olhem que fraco sou, não consigo analisar, nem compreender o meu próprio corpo, as minhas emoções, não vivo coerentemente, reparem, reparem!”.

Por favor, tome consciência, reflita e aja. Quanto antes o fizer, mais cedo partirei de sua vida!

Atenciosamente,

O sintoma

Autor desconhecido
Fonte: antroposofy

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