Descubra como ser um bom pai - Carlos Veiga JR.
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como ser um bom pai

Descubra como ser um bom pai

Ser um bom pai é um grande desafio que começa muito antes do nascimento de um filho. Começa quando ainda somos crianças. Parece ilógico que os meninos já estejam se preparando para acertar ou falhar como pais, não é mesmo?!

Neste artigo vamos entender por quê.

Como ser um bom pai

Nossos pais são os primeiros homens que conhecemos, seja ele presente ou ausente, biológico ou adotivo, o arquétipo “pai” é uma informação que irá nos acompanhar pelo resto das nossas vidas

Para desempenhar o papel de pai é fundamental que um homem se torne emocionalmente independente de seus pais, caso contrário, inconscientemente seguirá sendo filho, ainda que venha a ter os seus.

O processo de tornar-se independente não é apenas uma escolha pessoal, depende em grande parte da informação familiar que o indivíduo recebe, individualizar-se não é tão simples como parece, existem muitos laços inconscientes com os familiares que impedem um menino de emancipar-se emocionalmente de seus pais, principalmente de sua mãe.

Segundo Carl G. Jung os bebês quando nascem não são como uma folha em branco, já vem com neuroses, conflitos e dramas para solucionar. São questões familiares que não foram resolvidas como, falta de assistência, abandono, vergonhas, dores emocionais, rancores, falências, traições, etc.

São heranças comportamentais sem as quais não seria possível evoluir. Teríamos que começar do zero a cada nova vida que surge na Terra e isto não faz sentido.

No útero materno, todo bebê vive intensamente os sentimentos e emoções que sua mãe experimenta, este ambiente emocional condiciona toda vida adulta deste jovem indivíduo.

A ciência que demonstra como herdamos comportamentos

Segundo o Dr Brian Dias, do Departamento de Psiquiatria da Emory University, Atlanta, “as experiências dos pais, inclusive antes de conceber, influem marcadamente tanto na estrutura como na função do sistema nervoso das gerações posteriores”.

É a Epigenética, ciência que estuda como herdamos comportamentos dos nossos antepassados.

O comportamento dos parceiros influencia decisivamente no ambiente emocional das mulheres que estão gravidas e, nem se trata exatamente do que o homem faz, mas de como a futura mãe interpreta tudo isto. Que sentimentos estão sendo experimentados por ela?

Se ela acha que está sendo traída, seu inconsciente entende como real e reage, ainda que isto esteja longe de estar acontecendo.

Além das cargas emocionais dos antepassados e da vida intra uterina, os futuros pais também começam a ser moldados por seus pais desde o primeiro dia de vida.

Os pais influenciam o comportamento dos meninos na infância, seguem moldando este comportamento na adolescência e finalmente formam um adulto que quando construir sua própria família, poderá estar dividido entre a nova família que criou com sua mulher, e a antiga família.

Quando um pai pensa que comete erros e se sente culpado, se desvaloriza, sem imaginar que suas informações inconscientes e seus condicionamentos mentais é que estão determinando sua forma de agir e pensar, não está tomando decisões, está sendo tomado por elas, cumprindo ordens hipnóticas que recebeu em um automatismo sem nenhuma chance de escape.

Estas circunstâncias acabam fazendo com que ser um bom pai nem sempre dependa apenas da vontade consciente de fazê-lo.

Você pode errar inconscientemente como pai

Nossas “falhas” são em grande parte condutas herdadas de nossos antepassados que repetimos justamente para nos dar as oportunidades de fazer diferente deles.

Por não ter esta informação acabamos repetindo estes padrões de comportamento que acabam gerando dor e sofrimento, deixando de aproveitar as oportunidades que a vida nos trás de corrigir tais distorções.

Mas isto não precisa ser assim.

Todos nós temos um poder imenso que nos foi dado pela Mente Divina, o poder de decidir entre a experiência da condenação e a experiência do aprendizado. A condenação é um movimento com uma dinâmica inercial, não é preciso fazer força para culpar os demais, todos nós fazemos isso automaticamente, estamos viciados em julgar, esta é a experiência das condenações que tanto conhecemos e praticamos diariamente.

Por outro lado, quando tomamos consciência de que estamos repetindo condutas e circunstâncias com um objetivo muito mais nobre, temos o poder e o direito de buscar a experiência do aprendizado contida em cada circunstância.

O aprendizado depende totalmente da atenção que dispensamos ao que está acontecendo no momento, depende de uma mente alerta, vigilante e desperta.

A experiência do julgamento

A experiência dos julgamentos acontece quando estamos “sonolentos e dormidos” reagindo a uma voz que atormenta a mente dizendo que algo não está bem, não deveria ser assim, não está saindo do nosso jeito.

Os pais fazem o que podem com a informação que tem, e merecem todo nosso respeito e carinho independente das derrapadas e erros que cometeram. Sem eles sequer poderíamos estar aqui para criticá-los.

Cada menino se prepara para ser um bom pai, acertando ou errando com seus filhos, com aquilo que recebeu, seus pais se prepararam da mesma forma. Se cada um culpar seus antecessores, logo chegaremos a Adão e Eva e nisto também não há nenhum sentido.

Se um homem acerta ou erra como pai é uma questão de responsabilidade e não de culpa.

Responsabilidade é responder com amor onde havia medo, reconhecer o condicionamento e agir de outra forma.

A responsabilidade é um ato de amor, a culpa um ato de medo.

Reconhecer os padrões e mudar é ser responsável pela experiência do aprendizado, culpar ou sentir culpa é optar pela experiência do ataque condicionado pelo medo. Quando tomamos consciência disto já podemos escolher que tipo de experiência queremos viver.

O plantio é livre, a colheita obrigatória!

“Em teu irmão tu te salvas, em teu irmão tu te perdes, escolha” UCEM

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