Luto: aprenda a lidar com o sentimento de perda - Carlos Veiga JR.
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sentimento de luto

Luto: aprenda a lidar com o sentimento de perda

Sempre que alguma pessoa deixa esse plano, seus amigos e familiares realizam um velório e o enterram como como forma de despedida. No entanto, muitas pessoas nunca se despedem, realmente. Ficam alimentando um sentimento de luto interno que pode pesar na vida delas e dos demais.

Como lidar com a perda de um ente querido? Como se despedir da forma correta, se libertando de qualquer sentimento negativo relacionado à partida daquela pessoa para outro plano?

É o que veremos nesse artigo.

As 4 Leis Imutáveis do Universo

Antes de falarmos sobre o processo do luto, precisamos entender alguns conceitos básicos sobre nossa vida e a realidade em que vivemos.

O universo tem algumas constantes que poderíamos dizer que são as estruturas de funcionamento. Tudo o mais é interpretação.

São quatro coisas que nunca mudam, que são leis, e vamos falar sobre elas rapidamente.

A primeira lei é que um é o todo e o todo é um ou seja, não existe separação. E aí cada um dá o nome que quiser. Alguns vão chamar de consciência, outros vão chamar de divindade, outros chamam da fonte de tudo que há, Alah Javé Maomé, ou Deus.

A segunda lei diz que tudo é aqui e agora. Temos a impressão de que existe um continuum de que há um segundo depois outro segundo eles vão se completando até fazer um minuto, e um minuto vem depois do outro e fazem uma hora.

E isso dá uma impressão de continuum, mas não existe absolutamente nada que não seja aqui e agora, e não significa apenas neste mundo e nesta dimensão, pois existem muitas realidades acontecendo simultaneamente.

Ou seja, tudo só ocorre em um único instante, não existe passado e não existe futuro, existe o momento.

Eu sou o aqui e eu sou o agora.

A terceira lei diz tudo o que você coloca para fora volta para você na mesma medida. É a lei da correspondência.

E a quarta lei do universo diz a única constante do universo é a mudança.

Com exceção das três leis anteriores, tudo no universo muda constantemente.

Esse é o arcabouço da realidade, é o sistema, é a estrutura de funcionamento do sistema. O resto é percepção que vai mudando.

As 7 necessidades básicas para sobrevivermos

Nós estamos vivendo um momento sublime de transformação planetária. Por conta da pandemia, estamos podendo transformar nossas casas em monastérios, onde podemos nos fechar e olhar para dentro, com um olhar despido.

Estamos vivendo um momento de compressão, como se tivéssemos que passar por um túnel muito estreito. Não conseguiremos passar por esse túnel carregando coisas em excesso.

E o que é excesso na nossa vida?

Medo. Todas as crenças baseadas em medo não são necessárias.Toda vez que eu estiver sentindo medo eu estou carregando um peso extra, um peso excessivo e desnecessário.

Então, para atravessar esse momento e sairmos do outro lado como novas criaturas.

Se você tem medo de alguma coisa, esta é a hora de olhar para esse medo e dizer você não é necessário eu não preciso de você, você é um peso extra que não serve para nada.

O que é necessário?

Existem 7 coisas que são necessárias para atravessar esse túnel. Sete coisas sem as quais nós morremos, sem elas não é possível continuar vivo.

São as nossas necessidades básicas fundamentais.

1) Oxigênio

2) Hidratação

3) Dormir

4) Comer

5) Abrigo

6) Relacionamento

7) Expressão criativa

Esta última é a sua assinatura vibracional. Você é um ponto de vista exclusivo da criação, você nenhum ser humano vê o mundo como você. Portanto, você é uma assinatura vibracional da fonte criadora, e a sua expressão criativa é como você se comunica com o mundo.

Alguns fazem isso através de um dom artístico como tocar um instrumento musical, outros desenhando, outros sabem escrever.
Enfim cada um tem a uma forma de expressar sua expressão criativa, que é a sua assinatura vibracional, aquilo que só você pode dar o mundo.

Essas são as sete necessidades básicas que devem ser supridas, nesse momento, dentro do seu casulo.

São tudo o que você precisa.

Nós estamos em um momento muito vibrante da história planetária, onde temos que nos despir de todos os medos desnecessários para poder atravessar esse túnel e sair do outro lado transformados.

Precisamos nos livrar dos medos

Por isso, precisamos deixar todos os medos de lado. Por exemplo, o medo de ficar sozinho, você vai se sentir que isso não tem necessidade, pois você não pode estar sozinho jamais.

Você até pode se sentir sozinho, mas não pode estar sozinho, basta dar um passo que você já encontra alguém.

Nós temos o ímpeto de querer trazer as pessoas conosco no despertar.

Mas, quando você começa a entrar em contato com sua espiritualidade profunda, com a sua conexão com o Divino, você começa a se libertar e a vida começa a ficar mais leve.

E a tendência é você querer trazer as pessoas com você. Venha ver como isso pode me dar felicidade, venha ver como isso pode trazer paz.

Mas, isso é peso extra. Isso não vai ajudar nem a nós nem ao outro.

O que nós podemos fazer é servir de exemplo, ou seja, se tiver alguém vendo seu comportamento, sua tomada de consciência, como você está em paz, como você está se despedindo do medo, como você se comporta de forma agradecida, como você mira o seu futuro e se comporta, agora, como você gostaria de estar no futuro.

Você não espera o futuro para se comportar como você gostaria, você começa a se comportar agora como você gostaria de estar no futuro.

Quando você começa a fazer isso, começa a servir de exemplo e se tiver alguém perto de você, vai ver como um exemplo a ser seguido.

Mesmo que não tenha ninguém para olhar, você ainda será um exemplo do mesmo jeito. que você continua sendo um exemplo, com gente olhando ou sem ninguém olhando.

Porque a sua vibração incendeia o campo quântico, aquilo que você conseguiu com seu estado de neutralidade, sua informação entra em contato com a informação do campo quântico, formando uma egrégora de paz.

Pode parecer uma centelha pequena, mas é poderoso, é uma energia poderosa da luz do amor, que é muito mais intensa do que a energia do medo.

Por exemplo, uma amiga sua que liga para perguntar como você está passando aí no seu casulo e você diz que está se sentindo muito bem, que está, realmente, vibrando com esse momento, parece um momento mágico.

E a pessoa do outro lado pode estar sem saber o que fazer, com medo até da sombra, com medo de botar o pé na portaria do prédio, com medo de falar no celular, com medo de tudo.

Quando você diz para essa pessoa que está vivendo no Nirvana, que está se sentindo muito agradecida por tudo que está acontecendo, que está vendo as transformações no mundo.

E a outra pessoa quando ouve isso tudo se sente impactada.

Aí você já está servindo de exemplo e isso é fantástico nesse momento.

Tudo o que precisa fazer é vibrar intensamente com essa frequência de deixar todo medo de lado.

Nós fomos criados dentro do medo, nosso sistema de pensamento é o medo, mas agora esse momento está nos convidando, isso é um convite da vida, do planeta Terra para que nós possamos nos despir das crenças negativas baseadas em medo.

Luto: como lidar com a perda

Quando você quando você faz um luto por uma pessoa querida, uma mãe, pai, um amigo, irmão, até mesmo um filho, ele é legítimo.

O luto é natural durante um período, mas quando esse período se prolonga é porque está havendo uma sensação equivocada. A pessoa que prolonga o luto está percebendo o mundo equivocadamente.

Ela está levando a sua percepção através da mente e do corpo, ela se identifica com o corpo.

Ela acha que é um corpo e acha que os demais também são corpos, e esses corpos se destróem de alguma maneira.

Mas isso é uma visão equivocada, isso é empatizar com algo irreal.

Nós não somos criaturas físicas. Somos criaturas espirituais.

Quando eu prolongo luto o que estou fazendo é me identificar com a posse. É quando eu digo que perdi meu pai, perdi minha mãe.

E isso não é verdade porque somos seres sem forma e ninguém pode perder aquilo que não tem.

Então quando você diz para você mesmo que perdeu uma pessoa querida, você está se identificando com algo irreal. Você está se identificando com um corpo.

Há 2 mil anos atrás um mestre passou por aqui e disse vocês não podem achar que estão me matando porque eu não sou o corpo. Vocês podem matar o corpo, que é o veículo que o espírito usa para experimentar a matéria.

Mas não podem matar a mim, porque eu sou indestrutível.

Então, quando nos damos conta do que realmente somos, perdemos esse ímpeto de possuir, principalmente, pessoas. Sabemos que a posse de qualquer coisa é temporária.

A casa que você mora pode ser sua hoje, mas amanhã será de outra pessoa. Seu carro a mesma coisa.

A mulher com quem eu me casei não é minha, essa criança que nasceu não é meu.

Nós costumamos dizer meu filho, minha mulher, meu marido, porque aprendemos a usar o pronome possessivo, é uma forma de nos referir aos demais.

Mas aos poucos precisamos ir liberando essa equivocada de falar, de perceber o outro como sendo algo seu, algo que você conquistou.

Porque quando você tem essa sensação de que é seu, está correndo o risco da perda e o luto prolongado é isso.

Existem pessoas que se apegam tanto a outras pessoas que ficam anos, décadas de luto, o sentimento de perda não acaba nunca.

Começa a ficar uma coisa doentia, uma paranóia, uma total desconexão com o mundo espiritual. É como se realmente você olhasse para Deus e dissesse Você me abandonou, Você não sabe fazer as coisas.

Então nesse momento é necessário abrir mão do medo de que nós possamos, de fato, morrer.

Morrer é um conceito humano, ele não existe. Nós temos muito medo de deixar de existir.
Quando eu cultivo esse medo, eu o transfiro para os demais e fico com medo de perder.

É necessário empatizar com o espírito que deixou o corpo, porque muitas vezes nosso sentimento de perda pode atrapalhar a evolução desse espírito.

O luto é exatamente a liberação desse espírito, é a consciência de que esse espírito sabia exatamente a hora de entrar e de sair desse plano.

É quando você vai em um velório, olha para o corpo e sabe que a pessoa não está mais ali, porque a pessoa não é o corpo. A pessoa é um espírito indestrutível.

Por isso é legítimo sentir o luto por determinado período, mas prolongá-lo significa uma vitimização, uma escolha pelo sofrimento.

O sofrimento sempre é uma escolha, não é necessário.

Porque nós somos divindade, nunca nascemos e nunca morremos. Nós somos energia que não se cria nem se perde, apenas se transforma.

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