Como resolver os problemas de família? - Carlos Veiga JR.
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problemas de família

Como resolver os problemas de família?

Todos nós termos problemas de família. No entanto, quando se investiga um conflito pessoal, seja ele físico ou não, que esteja refletindo no relacionamento familiar, um recurso muito eficiente é procurar na família desta pessoa quem viveu tal conflito ou coisa muito semelhante.

Sabemos que existe um inconsciente familiar de problemas a resolver que nos faz repetir situações e eventos.

E até que sejamos realmente conscientes disso não seremos totalmente livres. Continue lendo que eu escrevi este artigo para trazer luz à essa questão.

Problemas de família: qual a melhor solução?

Muitos problemas de família encontram-se enraizados no inconsciente das pessoas. Nas palavras de Jung:

“Enquanto o inconsciente não se fizer consciente ele seguirá condicionando sua vida e você chamará a isto de destino”.

São as chamadas lealdades inconscientes ou Fidelidades Familiares Invisíveis que nos fazem repetir situações e circunstâncias.

É uma forma inconsciente de honrar nossos antepassados.

No entanto, parece bastante irracional viver um drama para honrar alguém, mas para a evolução é um excelente recurso.

Sem estas repetições cada indivíduo teria que começar do zero e não seria possível evoluir. O mesmo Jung nos dizia:

“Nenhum bebê nasce como uma folha em branco, todos nós nascemos com traumas e neuroses por solucionar”.

O papel da Epigenética nos conflitos pessoais

A investigação da árvore genealógica nos revela repetições de acontecimentos e comportamentos em várias gerações. Essas repetições acontecem pela transmissão de informação comportamental de uma geração para a outra por um processo chamado de Metilação.

A ciência que estuda a transmissão de informações comportamentais se chama Epigenética.

A metilação das moléculas de DNA dos pais de um indivíduo determinará que tipo de comportamentos terá este indivíduo.

A metilação é um processo orgânico que acontece na natureza quando não há tempo suficiente para aguardar os processos evolutivos de adaptação que costumam demorar milhares de anos.

Nestes casos de urgência o radical CH3 que recebeu o nome de (Metil) se acopla a uma proteína chamada Histona que fica na extremidade dos genes quando há uma demanda externa, dito de outra forma, quando há uma adaptação que não pode esperar.

Por demanda externa podemos entender alterações ambientais ou comportamentais.

Quando o radical Metil se acopla a uma Histona, desativa as potencialidades deste gene específico, por exemplo: se um indivíduo percebe uma situação externa como uma ameaça ou risco de desnutrição, o inconsciente biológico deste indivíduo entende que necessita produzir mais fígado para estocar mais glicogênio.

Neste caso o gene que inibe a formação de tumores no fígado é desativado para permitir o crescimento das células hepáticas em resposta a uma demanda de estocagem.

Seja por uma ameaça real, por uma questão psicológica imaginária, ou por uma questão de empatia com alguém, o inconsciente entende que o organismo está frente a uma urgência biológica e não há tempo para aguardar a evolução.

O organismo estoca glicogênio nas células adiposas e nas fibras musculares mas as reservas mais importantes do “combustível da vida” estão no fígado, o glicogênio é o alimento de todas as nossas células (glicose).

Se o inconsciente reconhece que estamos em uma situação de extrema urgência o cérebro dá uma ordem para que algumas células do fígado se reproduzam com velocidade para criar mais fígado e assim estocar mais glicogênio.

Por isso não é possível racionalizar uma resposta biológica. Mais uma vez vamos citar Jung que dizia:

“As doenças são o esforço que a natureza faz para salvar o homem”.

A biologia vem se adaptando na superfície do planeta há mais de 3 bilhões de anos, e tem solução para qualquer tipo de conflito porque já experimentou todos.

É importante ressaltar que estas adaptações comportamentais são induzidas pelo meio ambiente, considerando como meio ambiente não apenas as condições sócio ambientais, mas principalmente o que foi impactado no cérebro emocional, ou seja, as circunstâncias que causaram medo, raiva, tristeza e asco e que resultaram em grande sofrimento ou morte.

Todas estas informações ficam gravadas no inconsciente como circunstâncias de perigo ou risco para que ele possa nos defender, caso identifique uma delas.

Como o Gerenciamento BioEmocional atua

Uma forma de nos liberar destas repetições, resolvendo os problemas de família, é restabelecer o equilíbrio dentro do sistema familiar, levando em consideração os membros da família que ainda estão vivos e também aqueles que já não estão mais neste plano.

O Gerenciamento BioEmocional na hora de investigar uma queixa, seja ela física como uma doença ou um conflito interpessoal, busca encontrar as pessoas da família que não foram capazes de liberar-se de seus traumas e conflitos antes de falecer, porque é isto que faz com que a informação se transmita de inconsciente a inconsciente.

As “falhas” dos nossos avós ou pais podem ser transmitidas até a 3ª ou 4ª geração seguinte.

Se por acaso nos custa muito encontrar a informação das circunstâncias traumáticas da família, estes desequilíbrios podem ser descobertos através das repetições de eventos e condutas que vive a própria pessoa.

Um recurso é prestar atenção a que tipo de dramas vivem os membros da família, exemplo: vícios, alcoolismo, adultérios, acidentes, suicídios, traições, ruínas econômicas, abortos, doenças, etc.

O inconsciente tem estes eventos gravados como não resolvidos, aguardando solução, e os trará à luz através de um descendente.

Para evitar estas repetições temos que estar conscientes delas, reconhecer a dor dos familiares das gerações anteriores e auto indagar-se nos momentos emocionais mais agudos.

Cada circunstância, evento, encontro ou situação é um presente do inconsciente para reconhecer o que foi que doeu mais nos nossos antepassados e quais os dramas para os quais eles não encontraram solução satisfatória.

Quando algo te emociona de forma incontrolável, este algo está diretamente relacionado aos problemas de família. Por isso, é preciso estar muito consciente e vigilante na hora da emoção.

As reações exageradas e os excessos são excelentes sinalizadores de comportamentos repetitivos. Normalmente repetimos histórias, muitas vezes estamos cientes da repetição, mas a maioria das vezes repetimos sem perceber, por vezes é necessário olhar com muita atenção para reconhecer um comportamento repetitivo.

Cada indivíduo acha que está vivendo sua própria vida, e isto está muito distante da verdade, estamos à serviço do clã para resolver o que eles não souberam, não quiseram ou não puderam fazer.

A solução é o perdão genuíno

Problemas de família são informações que “vem de fábrica” quando nascemos, quando tomamos consciência desta informação podemos transformá-la, para isto estamos aqui, somos transformadores de energia e informação.

As circunstâncias que se repetem nas nossas vidas nos dão a oportunidade de perdoar de forma genuína aos que não foram capazes de corrigir o conflito, liberando a eles, a nós e, principalmente às gerações posteriores, nossos descendentes.

O perdão genuíno é compreender que não há nada à perdoar.

Enquanto os conflitos estiverem ocultos eles estarão aguardando que um membro da família de solução.

Quanto mais elevado for o nível de consciência de uma pessoa mais rápido ela será capaz de transformar as informações de rancor, raiva, e ressentimentos em informações de compaixão, compreensão iluminando sua árvore genealógica, reconhecendo seus familiares como perfeitos para o que havia de ser feito e agradecendo por nos ter trazido até aqui, honrá-los é fazer diferente, elevando cada membro familiar à sua máxima Perfeição Divina.

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