Como aumentar meus níveis de percepção e consciência - Carlos Veiga JR.
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percepção e consciência

Como aumentar meus níveis de percepção e consciência

Saiba interpretar sua vida

Possuímos diferentes níveis de percepção e consciência. Quando estamos diante de um conflito entre A e B a primeira coisa que fazemos é separar A de B.

Essa separação pode ser feita através de formas de linguagem, que servem como ferramentas para confundir, por exemplo: generalizações, pressuposições, omissões, verbos inespecíficos. Desta maneira, transformamos realidades subjetivas em realidades objetivas cometendo nosso primeiro grande equívoco.

Os níveis de percepção e consciência da realidade

Existem 3 níveis de percepção e consciência da realidade. Vamos ver quais são:

As percepções de primeira ordem seriam simplesmente descritivas: sons, formas, cores, etc; sem nenhum tipo de interpretação. É um ato descritivo sem emoção alguma.

As de segunda ordem seriam derivadas das interpretações do que vejo; e as de terceira ordem seriam as interpretações que faço das minhas interpretações: juízos de valor e julgamentos. Sempre vemos aquilo que queremos ver e escutamos o que queremos escutar e, acima de tudo, pensamos que é verdade.

Quando nos comunicamos estamos usando o segundo e o terceiro níveis, transformando o subjetivo em objetivo, mudando completamente a experiência.

Ao interpretar o que vejo e fazer um julgamento, manifesto uma emoção que me conecta diretamente com informações inconscientes e, diante de uma situação não ameaçadora, agora sinto medo.

É muito lógico que tiremos conclusões daquilo que nos acontece. Não poderíamos fazer de forma diferente, não seríamos capazes de viver apenas atentos à formas, cores e sons.

Interpretamos a realidade da nossa maneira

Os problemas, relativos à nossa percepção e consciência, surgem quando nos posicionamos em excesso diante das nossas interpretações, chegando a limites extremos em defesa deste posicionamento. Chamamos a isso de identificação com o posicionamento. Deixo de sentir que estou em um estado adaptativo e transitório de momento e passo a criar estratégias de defesa mentais.

Quando nos identificamos com nosso pensamento, passo a ser o que penso e não mais um Ser que pensa. Neste momento, qualquer tipo de contra argumentação, que não esteja alinhada e de acordo com minha forma de pensar, viverei como um ataque pessoal. Paraliso-me em minha interpretação, mantendo uma forma de pensar, de ser e viver. Inteligência é mais flexibilidade do que capacidade ou quantidade de informação.

Se um posicionamento contrário desperta em mim uma emoção que me faz assumir uma posição de defesa, imediatamente deixo de escutar para impor minha forma de pensar. Isto se passa porque, minhas ideias devem ser aceitas para que eu possa ser aceito. É uma questão de sobrevivência.

Biologicamente, pertencer é questão de vida ou morte e todos lutamos pela sobrevivência.

Quando nos sentimos atacados, ao invés de escutar outras ideias, projetamos nosso mapa mental usando a linguagem dos julgamentos e generalidades.

Explicamos nossa história desde nossa perspectiva pessoal, procuramos reforçá-la contando a outras pessoas que sabemos que irão nos dar razão e nos fechamos em nossas emoções (normalmente raiva).

O que fazer?

Uma das maneiras de aumentar sua percepção e consciência é esta: nos momentos de conflitos, se auto indagar para que possamos nos libertar gradativamente destas emoções que guardamos introspectivamente, em circunstâncias de confronto, para detectar o que é, de tudo que foi percebido, que tem a ver com meus aspectos pessoais, minhas repressões e traumas.

A forma como percebemos a realidade tem a ver com o nível de consciência que usamos. Não é o que está fora que nos afeta, e sim a maneira como estamos interpretando.

O importante nestas situações portanto é não se posicionar e não julgar, para sermos capazes de nos abrir a um outro espaço de compreensão e ver as coisas de uma maneira diferente.

Nós não somos o que pensamos. Nossos pensamentos viriam a ser como o ar que respiramos. O ar, ainda que estejamos respirando neste momento, não nos pertence. Respiramos, tiramos um benefício deste ato e logo expulsamos o ar.

Com os pensamentos se passaria o mesmo, não pertencem a ninguém e ao mesmo tempo pertencem a todos, ou ao campo, se assim quisermos chamar. Portanto o pensamento está para ser pensado, assim como o ar está para ser respirado e, em nenhum caso, possuímos nem o pensamento nem o ar.

Por fim, seria como se pudéssemos ser capazes de nos nutrir de um pensamento sem desejar possuí-lo, ou achar que forma parte da nossa essência.

 

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