Paixão e Compaixão: o mecanismo que atrai e afasta as pessoas - Carlos Veiga JR.
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paixão e compaixão

Paixão e Compaixão: o mecanismo que atrai e afasta as pessoas

Os encontros e desencontros da vida tem sido mal entendidos e mal interpretados como sendo obras do acaso, sorte, azar, atrações físicas ou outros interesses, e eles não são nada disso. Tudo se resume a paixão e compaixão.

O mecanismo que aproxima ou afasta os casais não tem nada a ver com casualidades ou causalidades, o universo não funciona assim, tudo tem um “para quê”, tudo está interligado e em perfeito equilíbrio.

Todos nós somos seres vibracionais e é através destas vibrações que atraímos ou repelimos nossos possíveis parceiros, é um mecanismo tipo “chave fechadura”.

Um homem que não se respeita vibra de certa maneira e envia ao campo quântico uma determinada informação. O campo imediatamente se organiza através de ressonância para que ele se aproxime de uma mulher que vai lhe desrespeitar, e vice-versa. Isto não é  nenhuma forma de castigo, é uma benção divina sem a qual as soluções aos dramas familiares nunca seria possível. Nos atraímos para resolver velhas pendências. Como não estamos cientes disso, repetimos velhos padrões de comportamento, perpetuando os conflitos e revivendo histórias.

O equilíbrio universal depende de duas polaridades conhecidas há muitos  milênios como Yin/Yang, que também poderíamos chamar de feminino/masculino; positivo/negativo; dia/noite; inspiração/expiração e muitas outras. Neste sentido somos como peças de um tabuleiro cósmico que interagem por ressonância e sincronia em busca da neutralidade.

Atraímos o que precisamos

Para um homem violento o universo atrai uma mulher submissa; para equilibrar uma vítima, nada melhor que um carrasco. A perfeição divina não julga, apenas busca neutralizar polaridades.

Cada família tem suas histórias repletas de boas lembranças, mas também há dores, separações, divórcios, brigas, violência e todo sofrimento que conhecemos.

Cada casal novo que se forma tem como objetivo resolver velhas feridas familiares e o motivo ou razão principal que atraiu os parceiros será sempre a tônica do relacionamento, até que se encontre o equilíbrio através do perdão genuíno ou, até que o relacionamento termine e a busca recomece com outro parceiro.

Tudo que existe é informação (nós somos informação/energia), e todas as informações estão disponíveis no campo quântico universal.

Caso o equilíbrio entre as informações não seja encontrado, a mesma razão (motivo) que serviu para atrair, irá separar. Em outras palavras, o motivo da atração irá tornar-se o principal ponto de desgaste e finalmente de separação.

A forma mais eficaz de encontrar o equilíbrio e a neutralidade é transformar a paixão em compaixão.

Paixão e Compaixão no relacionamento

Já sabemos por experiências que a paixão não dura para sempre, tem um prazo de validade, alguns estudos falam entre 1 e 2 anos, e é um sentimento controlado por neurotransmissores químicos (neuropeptídeos). Poderíamos afirmar, sem medo de errar, que a paixão é pura química, como se diz por aí.

Depois de algum tempo estes neurotransmissores começam a não ser mais produzidos porque já cumpriram seu papel de atração, então as fadas começam a se tornar bruxas, e os príncipes começam a virar sapos.

É aqui que entra a compaixão, este nobre sentimento que permite a compreensão dos parceiros como sendo os melhores mestres que a vida nos traz, aqueles que nos ensinam através dos opostos. Cada parceiro que encontramos é a exata informação de nós mesmos na polaridade invertida, somos nós ao contrário, nas palavras de Carl G. Jung, nossa sombra projetada.

Depois que a paixão acaba, só a compaixão pode manter um relacionamento saudável e duradouro, e compaixão é compreensão sem julgamentos ou justificativas.

Compaixão é a aceitação de que há feridas familiares abertas esperando pela cura, e o que mantém estas feridas abertas é o sentimento de culpa e o vitimismo.

A compaixão substitui a paixão com leveza, amorosidade, delicadeza e entendimento, é absolutamente vital para a manutenção de um casal. Sem compaixão os relacionamentos se tornam uma praça de guerra de acusações e atribuições de culpa, ainda que tudo possa ganhar ares de paz e tranquilidade, como nas famosas famílias de comercial de margarina, por fora bela viola, por dentro pão bolorento.

Temos excelentes oportunidades para começar um novo relacionamento conosco mesmo, um relacionamento cheio de auto-compaixão que será a base do relacionamento que teremos com os outros. A compaixão para com os parceiros depende exclusivamente da compaixão que cada um tem consigo mesmo. Somos incapazes de ter compaixão pelos demais se não temos por nós mesmos.

Ter compaixão por si mesmo significa ser sincero e coerente, não dizer sim querendo dizer não, não ir aonde não tem vontade, não fazer nada só para agradar o outro, porque esta estratégia com o tempo se transforma em uma fábrica de raiva, ressentimentos e rancores que todos já experimentaram. No fundo ninguém gosta de desculpas e mentiras, a longo prazo são venenos que bebemos em pequenas doses. No começo fazemos para não desagradar o outro, e depois começamos a desagradar a nós mesmos, assim não há compaixão.

A compaixão tão importante para a saúde dos relacionamentos pode começar hoje mesmo, para as que tem namorados, maridos ou “namoridos”, e para as que ainda não tem, inaugurando uma nova forma de ver e perceber os parceiros sem os vícios de condenação que herdamos dos antepassados. Compreender os relacionamentos passados de outra forma, auto indagar-se com relação aos ex parceiros e o que eles tinham para ensinar que não foi aprendido, e assim seguir adiante criando novas perspectivas.

É a prática da compaixão que nos transforma em pessoas autorizadas a encontrar ou manter parceiros estáveis, e é a prática dos julgamentos que nos tira esta oportunidade. Julgar é seguir com a culpa e com o sofrimento, sem entender que o equilíbrio universal está procurando a cura e a solução.

Podemos usar a percepção (aquilo que estamos percebendo) para investigar e reconhecer o que é que estamos projetando na realidade e assim, criar um distanciamento emocional entre um eu que observa e um eu confuso. Quando fazemos isso, nos abrimos a um espaço de consciência que permite identificar honestamente o que estamos sentindo, as emoções podem se expre

 

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