Os 5 Passos do Perdão Genuíno - Carlos Veiga JR.
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Os 5 Passos do Perdão Genuíno

O processo do perdão genuíno vai exigir mudanças, portanto abra-se a elas! Você terá que soltar coisas às quais está apegada, mesmo sofrendo por elas!!!

Para que o processo de perdão genuíno aconteça, estas mudanças precisam vir direto do espírito e não de nenhuma parte do passado.

Aqui estão os passos necessários para que você conquiste este objetivo.

1) Sensibilidade

Aceite seus sentimentos. Aceitar seus sentimentos é deixar de racionalizá-los, é aceitar estar contigo sem restrições, abrir-se inteiramente ao que você está sentindo e reconhecer qual é a emoção atrelada aos sentimentos (raiva, tristeza, medo ou asco).
Imediatamente vem um pensamento que quer etiquetar o sentimento de ofensa, frustração, abandono, traição, ansiedade, angústia, insatisfação, etc.

Não há nenhuma necessidade de rotular o sentimento neste momento, apenas senti-lo por alguns minutos, 2 ou 3 no máximo, reconhecendo a emoção.

Isto nos leva a um estado mental de honestidade, você está declarando sua emoção profunda, sem justificativas, colocando-a em cima da mesa. “ESTOU COMIGO E SEI QUE EMOÇÃO ESTÁ ME TOMANDO”.

Não é possível dar o segundo passo sem a calma para realizar o primeiro, porque o segundo já é um grande salto.

2) Responsabilidade

Diga para si mesmo: todo conflito está em minha mente e só na minha mente, em nenhum outro lugar.

Aqui, a honestidade nos permite observar que há uma voz na cabeça que diz: estou me sentindo mal, quem é o culpado?

Este é o falso EU, mente e ego tentando te despistar da responsabilidade pelo sentimento, procurando atribuir a responsabilidade a outro. É uma programação mental que nos faz perguntar: quem me fez isso? Quem está me atacando?

Exemplo: você entra na cozinha e vê que há uma garrafa de leite caída sobre a mesa. A primeira coisa que este programa mental pergunta é, QUEM?

Observe que neste momento poderíamos ter pensamentos funcionais que seriam: se esta garrafa está me incomodando, vou limpar; ou, se não está me incomodando, vou dormir, amanhã eu mesmo limpo, outra pessoa limpa, ou talvez já esteja limpo quando eu acordar.

Entretanto, não é assim que se passa. Imediatamente entra o programa nos transforma em policiais: QUEM?

Agora, a coisa mais importante do mundo é encontrar o culpado,

ah!, E não devemos mexer em nada para não apagar as provas!

O seguinte pensamento é: lista de suspeitos, agora, passamos à fase do interrogatório, e pronto, já montamos um conflito mental porque o programa quer encontrar alguém a quem criticar, alguém para projetar a culpa profunda, é um jogo de não querer sentir-se mal, fazendo com que o outro se sinta, e nesta comparação ressaltar um personagem que é melhor que o outro.

É um grande truque da mente-ego, o falso EU, porque vai no caminho oposto ao da responsabilidade. A mente vai acreditar que não é responsável pelo ato em si, todavia, neste caso, assumir a responsabilidade seria dizer: esta garrafa caída está me incomodando e, indo um pouco mais além, seria reconhecer que o que realmente incomoda é quem derrubou a garrafa e não a garrafa caída.

Eu sou responsável não pelo estado da garrafa, mas sim pelo meu estado mental, e pelos meus sentimentos. São meus pensamentos que estão me causando mal estar, não a garrafa! A garrafa não tem o poder de me desestabilizar emocionalmente, o responsável pela queda tampouco!

Já chagamos ao ponto no qual nos damos conta de que estamos sofrendo por nossos próprios pensamentos, logo, estamos percebendo incorretamente, estamos percebendo de uma maneira que nos faz sentir mal, e nosso objetivo é estar bem, o que leva a uma evidência: há um pensamento em mim que quer o contrário do que eu quero e acabamos de nos dar conta disso.

3) Humildade

A humildade me permite compreender que estou equivocado. Imediatamente solto esta percepção, simplificando com duas palavras muito poderosas (o mantra mais poderoso que existe) “NÃO SEI”.

Quem derrubou a garrafa de leite? NÃO SEI

Alguém deveria ter feito algo? NÃO SEI

Se eu continuar permitindo isso, vai virar um caos? NÃO SEI

Eu teria que fazer algo! NÃO SEI

Então começo a soltar todos os julgamentos que automática, programada e compulsivamente surgem desde o mais profundo da minha mente com o único objetivo de atacar. Percebo estes julgamentos e, como já estou me responsabilizando por eles, começo a soltá-los.

4) Vontade

Vontade significa um compromisso com a paz. Me uno a outra parte da minha mente que não está programada, uma parte que chamaremos de compreensão, mas também é chamada de muitos nomes como: Cristo interno, Buda interno, Mestre interior, Guia interno, Espírito Santo, Mente sadia, Mente superior, Eu verdadeiro, Essência, Ser.

A vontade de amar e aceitar este momento, porque a aceitação é a unidade na mente, assim como o abraço é a unidade entre os corpos. Quero unidade, escolho perdoar, assumo um compromisso com a paz!

Deixo de ser alguém que busca culpados e me uno ao amor.

Tenho a certeza de que enquanto estivermos em um corpo, nossa função é perdoar, curar a mente.

A aceitação é o perdão consumado.

Não se trata de resignação e sim de rendição. A resignação é um pesar, é como uma peça de teatro, por fora é algo que parece aceitação, porém, internamente, seguem os rancores e ressentimentos, segue a negação de algo ou alguém.

A resignação se faz através do falso EU, um papel social, uma necessidade de agradar ou de parecer bom, entretanto internamente seguimos aborrecidos com a vida, não é um ato autêntico, é um autoengano.

Nós estamos totalmente aborrecidos com a vida porque criamos uma ideia falsa de que assim, poderemos nos defender dela. Não nos vemos como parte da vida e necessariamente estamos em eterno conflito, nos percebemos separados da vida, isso causa muita dor.

A cada instante a vida nos faz a mesma pergunta: você vai por sua conta ou vai comigo?

A vontade responde: vou contigo! Porque aceito que a vida sou eu!

A escolha de ir por conta própria é a escolha do medo como guia, é criar uma barreira entre você e a vida, nos apequena, paralisa, nos coloca contra a mudança, em dissonância e desacordo com o campo quântico, contra o que está acontecendo, contra o que “É” e contra os demais, porque percebo que os demais estão contra mim, numa tentativa constante de justificar que o ataque tem sentido e o ataque é uma ideia de sofrimento.

A ideia não é tentar matar a voz que fala na nossa cabeça, insistindo que o medo é o melhor guia, a ideia é perdoar esta voz, dizer a “ela”: venha comigo porque já não acredito mais em você, porque o que você quer é diferente do que eu quero, entretanto, já não tenho medo de te escutar, já compreendi o jogo que você joga, e já escolhi não ser a vítima de meus próprios pensamentos.

5) Aceitação

Assim como aceitei o que estou sentindo (passo 1), aceito a situação atual exatamente como está ocorrendo, porque não poderia ser de outra maneira, da mesma forma que qualquer coisa que tenha acontecido no passado também não.

O que fizemos foi feito de tal maneira que naquele momento era o que estávamos sentindo, e não podíamos sentir outra coisa, se pudéssemos, teríamos sentido.

Pensávamos de uma determinada maneira porque não podíamos pensar de outra, fizemos de uma forma determinada porque era o que podia ser feito naquele momento, e, desde este momento atual, não se pode avaliar o que deveria ser feito naquele momento porque este é um momento completamente diferente, os pensamentos são outros, as emoções são outras, os sentimentos são outros, a situação é outra e este momento não nos dá permissão para avaliar nenhum outro momento.

A aceitação nos coloca imediatamente em um estado de paz interna, um estado vibratório de energia mais elevado, em que vamos, lentamente, aprendendo a ver o que antes não víamos, porém, deixamos de exigir que sejamos capazes de ver ontem o que vemos agora.

Esta exigência se chama CULPA! e a culpa é uma distorção cognitiva, é inverter todo processo de aprendizado, é achar ou imaginar que é possível avaliar um momento passado do ponto de vista deste momento, isto é o que chamamos de loucura ou demência.

Circunstâncias não importam, só o seu estado importa

Se você não quer estar com alguma pessoa, perdoe e siga adiante, ou vá, e depois perdoe, faça como achar que deve, mas escolha a paz interna.

“Seu consciente atual é a sua consciência aprisionada pelo inconsciente”. Carl G. Jung

Encontrar esta consciência é, por vontade própria, soltar o inconsciente que te aprisiona. A razão para manter algo inconsciente é acreditar que este algo pode nos proteger, um coach do medo, como se fosse preciso nos defender do horrível que é a vida.

A ideia central do programa que nos governa inconscientemente é de que constantemente estamos correndo um risco de perder algo ou de que já perdemos.

Se pudéssemos ver com clareza perceberíamos que nunca perdemos nada, tudo é subjetivo, são apenas interpretações de perda.

Escolher a paz não pode ser mais um jogo da mente que decide pela paz em um instante e pelo conflito no instante seguinte. A escolha pela paz deve ser algo consistente, um caminho.

O processo começa no momento em que acreditamos que perdemos algo, e termina quando compreendemos que tudo conspira a nosso favor, tudo acontece para nossa compreensão, tudo é aprendizado e evolução.

Este processo de duelo entre o que inicialmente percebemos como sendo perda pode ser acelerado quando estamos focados no objetivo final: a compreensão e o aprendizado.

Tudo acontece com o objetivo de expandir consciência e este processo é inevitável, a única escolha que pode ser feita é com relação ao tempo que queremos que demore para encontrar a paz, porém é tão inevitável quanto um rio que corre para o mar, é nossa natureza intrínseca.

Estamos constantemente em crise com a vida porque entendemos que estamos separados da vida, é como interpretamos e acreditamos, e assim sofremos.

Está claro que no caminho perderemos coisas que não necessitamos, o apego nos dirá o contrário.

Quem tem que estar na nossa vida vai estar, isto sempre foi assim. O que não tem que estar na nossa vida não estará, isto também sempre foi assim.

Este é o caminho do perdão, um caminho que nos pede muito pouco, pede que abandonemos o passado, que soltemos tudo que acreditamos saber, nada mais. É uma mudança radical na forma de ver e interpretar a vida.

Estamos aqui para compreender o que acontece, não para fazer com que aconteça, as coisas acontecem por si só, sem nenhum esforço.

Esta é uma experiência espiritual.

Aceitar alguém que, ontem, você criticava, é o reconhecimento de que qualquer mudança só pode ser feita interiormente, porque fora não há nada.

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