Descubra o que são Crenças Limitantes | Dr. Carlos Veiga Jr.
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como são formadas as crenças limitantes

O que são crenças limitantes e como elas influenciam sua vida

O que são crenças limitantes? Na verdade, as crenças são a fonte da realidade, sem elas não seria possível experimentar o mundo que vemos. É impossível acreditar sem ver, tão impossível quanto ver sem antes acreditar.

Portanto, nesse contexto, nossas crenças são como um “template” ou uma “planta” da realidade física. Na Arquitetura as plantas são necessárias para se construir a casa e, da mesma forma, sem as crenças não se constrói a realidade.

Elas são o nível vibracional mais elevado da “matrix”, sendo a partir delas que se originam os pensamentos, sentimentos e emoções que experimentamos.

Não é possível que nos ocorra um pensamento sem que antes exista uma crença relacionada a ele. Ou seja, sem as crenças sequer seria possível pensar.

O que são crenças limitantes e como são formadas

As crenças limitantes, por paradoxal que seja,  nos dão uma aparente sensação de segurança. A maioria delas vêm dos nossos antepassados dos quais nada sabemos, nem mesmo porque acreditavam nelas.

A grande parte das crenças que utilizamos não encontra paralelo com o sentido comum, são paradigmas que foram criados ao longo do tempo sem necessariamente ter uma conexão com a verdade.

Por isso, é necessário questioná-las sempre, colocando-as em dúvida o máximo possível. Este é o primeiro passo para abrir a mente, adquirindo uma visão mais holística e integradora.

Nissagardata Maharaj, filósofo hindu, em seu livro “Eu sou isso” diz:

“Questionar o habitual é o dever da mente. O que a mente criou, a mente deve destruir”

Assim evitamos chegar a pensar que somos o que a mente nos diz que somos.

O caminho para a verdade passa pela destruição do falso. E, para destruir o falso, é vital questionar todas as crenças ao menos uma vez, principalmente  as mais arraigadas.

A influência das crenças limitantes na nossa vida

Para saber o que são crenças limitantes, você precisa entender que elas se formaram ao longo de numerosos eventos que percebemos como verdadeiros ou falsos segundo a forma de perceber de nossa família, nosso ambiente social, cultural, entre outras coisas.

A maioria das crenças limitantes nos impedem de seguir em frente justamente porque nos vemos condicionados a defendê-las e a viver de acordo com elas.

A principal crença que nos rouba a liberdade é a crença de que estamos separados uns dos outros e da natureza.

A vida é o que nós fazemos dela.

Quando estamos conscientes disso entendemos que a dualidade é a experiência da unidade, o Um se experimenta através de infinitos pontos de vista. O que vemos fora é o efeito e a causa somos nós mesmos.

As crenças limitantes abrangem sensações de degradação, depressão e colapso. Como são fugazes por natureza e tendem a desaparecer por si só, necessitam de apoio para perpetuarem-se.

Ao contrário das crenças positivas, que são expansivas, de crescimento natural e não necessitam de apoio para se manterem ativas.

É exatamente como a verdade que não necessita de defesa, basta retirar as mentiras. O que sobra é o verdadeiro.

Com as crenças limitantes se passa o mesmo, basta que sejamos capazes de identificá-las e elas perdem sua força.

Para que estejam agindo sobre nós é necessário que estejam sendo impulsionadas constantemente por 6 “motores” muito poderosos que agem em silêncio, sutilmente, quase que por inércia.

Os seguintes “motores” impulsionam o que são as crenças limitantes: Projeção; Rejeição; Racionalização; Justificativas; Paranóia e Recompensa.

As crenças limitantes nos relacionamentos   

O psicólogo norte americano Albert Ellis nos fala sobre as 12 principais crenças limitantes que influenciam nossa vida.

Segundo ele, são distorções cognitivas como lentes com foco distorcido que usamos para ver o mundo, a nós mesmos e aos outros, e que causam inúmeros transtornos emocionais.

Não sofremos pelas coisas, mas sim pelo modo como vemos as coisas. Entre cada estímulo e cada resposta há um elemento fundamental: a nossa interpretação sobre o estímulo.

Por exemplo: se não houvesse a crença mediando a relação entre o acontecimento e a consequência, o final de um relacionamento nã o seria visto como triste.

Terminar uma relação pode trazer alívio, felicidade, liberdade, entre outras coisas. Esses sentimentos vão depender justamente da crença sobre o que a relação significou ou significa.

Se a pessoa acredita que o seu parceiro(a) era o amor de sua vida e que não será capaz de encontrar substituto, ficará desconsolada e até deprimida. Se, por outro lado, acredita que separar-se é a melhor coisa que aconteceu, então ficará alegre.

Portanto, tanto os pensamentos como sentimentos, comportamentos e emoções derivam das crenças que recebemos e insistimos em manter.

Com a sua enorme experiência clínica, Ellis defende a ideia de que os transtornos psicológicos se baseiam em crenças absolutistas de “TENHO QUE” sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo.

Tais crenças causam muitos problemas afetivos e de motivação, muitas vezes paralisando o indivíduo na busca de seus sonhos.

Através dos “tenho que” caímos facilmente nas armadilhas da “catastrofização” e das condenações.

A “catastrofização” é a tendência a avaliar a si mesmo, aos demais e ao mundo como totalmente maus, decorrente da sensação de que as coisas não são como deveriam ser.

As condenações acontecem por estarmos aprisionados na culpa, consciente e inconscientemente. Sentimos culpa e a projetamos sobre os demais.

As 12 crenças que limitam nossas vidas

Ellis levanta 12 crenças limitantes que se baseiam na lógica do “tenho que” e que causam consequências negativas dentro de qualquer sistema.

  1. Pensamento de tudo ou nada: “Se erro ou fracasso, sou um total fracasso”. Neste tipo de crença limitante a realidade é dividida em 8 ou 80.
  1. Saltando às conclusões negativas: “Se fiz isso que não devia, me verão como uma pessoa horrível”.  As conclusões retiradas das premissas são negativas.
  1. Adivinhar o futuro: “Como deixei de fazer isso que tinha que fazer, nunca mais serei apreciado no futuro”. O futuro é projetado como real, certo e de maneira pessimista.
  1. Centrando-se no negativo : “Não suporto isso que está acontecendo, tudo parece perdido”.  O foco da crença limitante é colocar atenção em tudo o que não tinha que acontecer ou que deveria ter acontecido, portanto, o negativo sobre tudo tem prevalência.
  1. Desqualificando o positivo: “Isso é até legal, mas não importa porque não significa, de fato, nada importante”. O positivo das situações é até visualizado, mas logo descartado.
  1. Sempre e nunca: “Isso foi sempre assim, nunca será diferente, embora deveria ser”. Não se percebe, no pensamento de sempre-nunca, que a realidade se transforma a todo momento.
  1. Minimização: “O que consegui foi por sorte e não por capacidade”. Neste tipo de pensamento, tudo o que é positivo sobre si ou sobre os outros é minimizado.
  1. Raciocínio emocional: “Não deveria me sentir desse jeito e me sentir desse jeito mostra como não sou bom”. Aqui há uma racionalização da emoção de modo que uma determinada emoção não deveria ser sentida e o fato de sentir prova a inadequação.
  1. Rotulação e super generalização: “Sou uma desgraça e não fiz nada da minha vida”. Há a criação de um rótulo fixo e uma generalização absoluta e absurda.
  1. Personalização: “Ao andar na rua, as pessoas olham e riem de mim”. Nesta forma, tudo é trazido para o eu, como se todas as coisas negativas ou até mesmo neutras fossem sobre si mesmo.
  1. Falseamento: “Logo vão descobrir que sou uma fraude e que não faço as coisas direito”. Aqui o pensamento é parecido com a famosa síndrome do impostor, a ideia de que não se é capaz e que mais cedo ou mais tarde será descoberto.
  1. Perfeccionismo: consiste no pensamento de que é sempre possível fazer algo perfeito e que, no fundo, “eu nunca fiz ou nunca atingirei esse nível”.

Conclusão

Renunciar a nossas crenças limitantes pode, em um primeiro momento, ser  doloroso porque acreditamos que são nossas.

No entanto, à medida em que percebemos que são de outras pessoas, principalmente dos nossos antepassados, já não há mais justificativas para seguir com elas.

São como pesadas malas alheias que carregamos sem perceber, que nos cansam e não sabemos porquê.

É a modificação dos pensamentos com base nos “tenho que” que pode produzir as mudanças definitivas no sistema de crenças limitantes pois são estas as crenças centrais a partir das quais os pensamentos ilógicos e disfuncionais aparecem.

O convite que o Gerenciamento BioEmocional faz é que você, por meio do autoconhecimento e observação diárias, consiga, pouco a pouco, substituir  estas crenças limitantes por outras que façam parte de um sistema expansivo e criativo.

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