Você sabe o que é Felicidade? - Carlos Veiga JR.
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o que e felicidade

Você sabe o que é Felicidade?

A grande maioria das pessoas vive uma vida infeliz porque não sabem bem o que é a felicidade, não está bem definido.

Alguns definem o que é felicidade como ter muito dinheiro, para outros é estar em família, para outros ainda é ter saúde.

Existem muitas outras definições do que venha a ser a famigerada felicidade, mas será mesmo que felicidade é isso? Neste artigo, vamos te ajudar a entender o que é felicidade e como você pode encontrá-la.

Descubra o que é Felicidade

Para descobrir o que a felicidade é vamos nos debruçar sobre este tema por alguns minutos e reconhecer o que se esconde por trás desta eterna busca.

Segundo Anna L. Ramos, a felicidade é a paz em movimento, a paz é a felicidade em repouso.

Felicidade e paz são estados naturais do Ser, são o que somos em essência, consciência infinita, sem forma.

Não somos capazes de perceber que somos consciência infinita porque estamos condicionados a nos ver como um corpo que pensa através de uma mente e isto não é bem assim.

Vamos investigar juntos para descobrir o que se esconde dentro deste labirinto.

Quando falamos de algo infinito a mente logo pensa em algo infinitamente grande, mas não se trata disso, o infinito não pode concebido em termos finitos e a mente é algo finito, portanto os pensamentos que nos ocorrem jamais serão capazes de compreender o que é infinito, já começamos mal, não é mesmo.

Vamos expressar isto de outra maneira.

O que chamamos mente é algo que surge ou emerge da consciência infinita para que possamos experimentar as formas finitas: formas pensamento, formas objetos, formas corpos, formas mundo.

A mente é finita porque está relacionada a pensamentos e imagens, e ambos são finitos, portanto a mente é um recurso da consciência infinita para experimentar o mundo das formas.

Para efeito de estudo e investigação, neste momento vamos separar a mente da consciência para juntá-las mais adiante já que nada deixa de ser sua fonte original de onde surgem todas as coisas.

Consciência é conhecimento que conhece todas as coisas, de onde surge tudo e para onde vai tudo, de onde surgem os pensamentos, sentimentos, emoções, sensações físicas e percepções, incluídos o corpo, a mente e o mundo.

Todas estas experiências são conhecidas da consciência, é onde todas elas ocorrem.

A experiência da felicidade não pode ser encontrada nas formas da mente

As formas da mente (pensamentos e imagens) não são capazes de expressar o que é felicidade, porque ela é inerente ao que somos, e o que somos não tem forma, não se pode ser encontrado externamente.

A felicidade portanto é um estado da consciência que conhece a si mesma como feliz, independente do que está ocorrendo, independente de que algo venha a ocorrer, ou até mesmo quando nada ocorre.

A felicidade é unidade, não possui brechas, ela é o pano de fundo para que possamos experimentar a existência no mundo das formas, por definição não seria possível experimentar formas finitas a partir da consciência infinita, simplesmente porque o infinito não pode conhecer o finito.

É da Consciência que emerge a mente, que poderíamos chamar também de “uma forma finita” de consciência.

A rigor, não existe nada que não seja consciência, mas para efeito de aprendizado, didaticamente ou pedagogicamente, estamos separando como dissemos a consciência da mente para começar a entender o que somos.

A consciência em si mesmo não tem nenhuma qualidade objetiva, exatamente como a felicidade, razão pela qual ambas são negligenciadas pela mente, a mente só presta atenção as formas objetivas.

A palavra atenção vem do Latin a tendere ou tender a algo, algo que tenha forma, seja forma pensamento, pessoas ou objetos. Prestar atenção portanto é uma atividade da mente que se foca nas formas, justamente onde não se pode encontrar a felicidade, ela não está nas formas.

A felicidade não tem nenhuma qualidade objetiva, não deseja estar feliz, a felicidade sabe o que é.

Exatamente por esta razão não damos importância a felicidade que somos, passa batido, a mente vê este tipo de contemplação da felicidade como perda de tempo, como se a observação de algo que não nos leva a parte alguma não fosse do nosso maior interesse.

Como contemplar a felicidade

Contemplar o que é felicidade é contemplar o pano de fundo da experiência humana, que não leva a nenhum lugar.

O único lugar onde esta evidência nos leva é ao reencontro de nós mesmos. Isto não parece fazer sentido à mente, e quando dizemos mente, vamos insistir que estamos nos referindo à pensamentos e imagens (formas).

A felicidade é feliz mesmo quando está sentindo tristeza, raiva, medo ou qualquer outra coisa.

Podemos dizer o seguinte: sou feliz e estou triste, sou feliz e estou com raiva, sou feliz e estou com medo, eu sou o que sou, isto não muda nunca, o fato de estar sentindo algo nunca muda o que eu sou, sentimentos, pensamentos e emoções vem e vão, o que eu sou é sempre o mesmo, não muda nunca.

A vida nos oferece altos e baixos, momentos alegres e outros mais difíceis, mas a felicidade é um estado imutável que permanece constante sem se importar ou se incomodar com o que ocorre, é como a tela de uma TV que está ali, independente de estar ligada ou desligada.

Quando a tela está ligada, as formas aparecem e desaparecem, mudam constantemente, mas qdo desligamos a tela, as formas desaparecem, a tela não.

Buscar o que é felicidade traz a ideia de que nós seres humanos temos uma ideia falsa baseada na presunção de que algo tem que acontecer, alguém tem que se aproximar, algo não deve acontecer, ou alguém tem que se afastar para que possamos ser felizes.

E isto jamais foi o suficiente para que alguém sentisse plenamente o que é felicidade, porque quando uma destas coisas acontece, aquilo que entendíamos como sendo a razão da nossa felicidade se transforma imediatamente na fonte do nosso medo.

O medo de perder o que conquistamos

O medo de perder o que nos custou tanto a conquistar, e então esta falsa ideia de felicidade passa a ser qualquer coisa menos a felicidade, transformando a nossa ideia de felicidade na fonte do nosso medo e sofrimento de forma rápida e automática.

Se esta ideia que temos a respeito da felicidade nos levasse a felicidade já deveríamos conhecer uma pessoa plenamente feliz, e não conhecemos, estamos tentando a milênios conquistar a felicidade à nossa maneira e até agora o que conseguimos foi destruir o mundo e as nossa relações interpessoais.

Quanto mais tentamos ser felizes à nossa maneira, mais sofrimento criamos e compartilhamos.

A felicidade não é algo que se manifeste no mundo das formas, não depende de nada nem de ninguém. A felicidade não tem a ver com estar feliz, tem a ver com SER feliz.

Para encontrar este estado de SER, é necessário soltar todas as ideias que temos a respeito da felicidade e nos abrir a um estado de ignorância sobre o que é ser feliz.

É o reconhecimento deste este estado de ignorância que nos permite identificar quais pensamentos estão se interpondo entre nós e a felicidade, dito de outra maneira: que formas pensamento finitas estão nos impedindo de reconhecer que somos consciência infinita.

Quando nos abrirmos a experimentar nossa ignorância a respeito do que é a felicidade poderemos perceber a diferença entre SER felizes e ESTAR felizes.

A atenção deve ser redobrada quando estamos colocando estas ideias sobre a mesa, porque a voz na nossa cabeça vai tentar nos convencer de que ESTAR feliz é o mesmo que SER feliz, e esta é a armadilha que nos mantém escravos da busca.

Soltar estas crenças nos dá medo, porque a voz que fala na nossa cabeça insiste em dizer que se não lhe dermos crédito, se soltarmos as nossas crenças a respeito do que fazer para encontrar a felicidade, perderemos o senso de direção, e estaremos PERDIDOS.

A mente acredita que é melhor ter um senso de direção ainda que não nos leve a nenhum lugar, do que não ter senso de direção, por isso a busca jamais termina na mente. Neste sentido, parece bastante evidente a razão de nunca encontrarmos a felicidade, não podemos encontrar o que buscamos, caso contrário a mente perderia a função de nos orientar na direção da felicidade.

Os pensamentos e imagens surgem sem nenhum controle consciente, para que estes pensamentos e imagens apareçam e desaparecem eles definitivamente tem que aparecer em algo, eles não podem aparecer no nada, este algo se chama consciência.

Dito de outra forma, os pensamentos e imagens na mente vem de algum lugar e vão para algum lugar, necessitam de uma fonte de origem e de um lugar para ir, este pano de fundo é a consciência.

Milênios de condicionamento da mente nos convenceu de que existe um corpo, de que somos este corpo, e que este corpo tem uma mente, e que isto é o que somos. Nada poderia estar mais distante da verdade.

Como vimos, para que ocorra um pensamento ele deve ocorrer em algo, um pensamento não pode aparecer e desaparecer do nada para o nada.

O truque para encontrar o que tanto buscamos

Para que você descubra o que é felicidade e se sinta plenamente felizes depende portanto de abandonar temporariamente o que pensamos a respeito do corpo (sensações físicas), da mente (pensamentos e imagens) e do mundo (percepções) para nos focar na essência sem forma.

Digo temporariamente porque não podemos deixar de estar conectados às formas, a experiência humana é uma experiência na forma de seres sem forma. O que estamos propondo é um instante de lucidez para criar uma fratura na mente, uma rachadura que nunca mais irá se fechar.

O reconhecimento da consciência como sendo a origem de tudo nos aproxima de quem somos, e portanto nos coloca em contato com a verdadeira felicidade.

Quanto mais formos capazes de desfocar das formas para novamente focar nelas mais e mais permite a transparência da mente, ato mais transparente a mente fica mais insights chegam da consciência.

Nós SOMOS o que ESTÁVAMOS buscando, justamente por isso nunca encontramos.

Para mudar este paradigma é necessário abrir mão da razão e estar disposto a perceber de outra forma, com determinação e treinamento vamos tornando a mente cada vez mais translúcida e transparente, dando oportunidades de experimentar a paz e a felicidade que nunca deixamos de ser.

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