O Que É o Autoconhecimento e Por Quê Investir Nele | Dr. Carlos Veiga Jr.
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o que é o autoconhecimento

O que é Autoconhecimento e por quê você deve investir nele

O que é Autoconhecimento e por que você deve investir nele

Muito tem se falado em autoconhecimento, mas sua importância, geralmente, nos passa despercebida. Você sabe o que é o autoconhecimento? Sabe por quê devemos investir nele?

Desde nossa infância, vamos atribuindo à nós mesmos as definições do que acreditamos que somos.  Primeiro, vem as expectativas, preconceitos e projeções de nossos pais.

Mais tarde nos identificamos com os comportamentos que nos permitem encaixar em uma cultura específica e também em um grupo social particular.

Até que chega um momento em que não somos mais capazes de diferenciar os comportamentos da pessoa queos realiza.

Nossa identificação com esse personagem que criamos vai se estruturando de tal maneira que fazemos de tudo para defendê-lo, inconscientes de que ele é, meramente, uma imagem que inventamos.

Tudo isto acaba se constituindo em um pacto implícito, conosco mesmo, no qual todo comportamento que se afaste do que acreditamos que somos é incorreto ou inadequado.

Por exemplo, acreditamos que somos valentes, ao invés de perceber que estamos nos comportando com valentia….

Acreditamos que somos extrovertidos ao invés de reconhecer que estamos nos comportando de forma extrovertida.

Confundimos a maneira como nos comportamos com nossa verdadeira identidade. Confundimos ser, com estar.

O que é Autoconhecimento

Para entender o que é autoconhecimento e sua importância precisamos nos conscientizar de que a vida, com seus altos e baixos, nos levará, em algumas ocasiões, a atuar para salvaguardar nossa integridade física ou emocional.

Imagine que um cachorro feroz vem na sua direção. A despeito de acreditar na sua valentia, você, com certeza, decidirá que vale mais a pena correr covardemente.

Ou, então, apesar de se considerar uma pessoa extrovertida, um dia você necessite refletir silenciosamente sobre algo, e seja preciso estar a sós por alguns minutos, buscando uma conduta introvertida.

Em ambos os casos, ao se comportar de forma diferente ao que você supõe que é pode causar muito sofrimento, porque aparentemente estará  traindo sua identidade.

Para a mente ego isto é inadmissível, é uma ameaça intolerável.

O Ser e o ego

Na língua inglesa, por exemplo, o verbo “to be” refere-se a ser e estar. No entanto, em português e em outras línguas, é feita uma distinção entre a essência (Ser) e o estado (como esse Ser está se manifestando).

Essa qualificação é essencial para entender a importância do autoconhecimento porque, sempre que nos identificamos com o estado que expressamos, estamos limitando todo o nosso Ser, reduzindo-o a uma crença de identidade.

Vamos fazer uma analogia para ilustrar melhor.

Imagine que você tem uma casa e precisa viajar durante muito tempo. Você, então, procura um caseiro que possa tomar conta e cuidar da casa na sua ausência. Você encontra a pessoa certa e parte para seu compromisso.

Porém, a viagem é muito demorada e longa, e você fica muitos anos ou décadas fora de casa. Mas, como tudo tem um fim, sua viagem um dia termina e você decide voltar para casa.

Ao chegar, bate à porta e o caseiro lhe recebe com um: “bom dia, o que o senhor deseja?”

Obviamente, você dirá que aquela é sua casa e que você está voltando para cuidar do que é seu, ainda que não deseje dispensar o caseiro.

Porém o caseiro já não lhe reconhece e tenta lhe impedir de entrar.

Isto é exatamente o que a mente física ou ego tenta fazer com o Ser. Ele tenta confundi-lo, dizendo que a casa/corpo não é dele.

O caseiro/ego vê a volta do dono da casa/Ser como uma ameaça inadmissível, como se significasse automaticamente sua demissão. E não se trata disso, trata-se simplesmente de colocar as coisas em ordem e cada um no seu lugar.

O ego tem um papel extremamente importante para o qual foi desenhado: saber o que está acontecendo!

Para isso serve o caseiro, vigiar.

O poder dos ‘rótulos’

Quando o ego acredita que pode ou que deve saber o que vai acontecer, invertem-se os papéis, porque esta prerrogativa é do Ser não do ego.

O Ser está no alto da montanha e pode ver tudo com clareza, o ego está em um vale, só conseguindo ver o que acontece em seu entorno.

Como já sabemos, o ego é tudo o que “acreditamos que somos”, ou seja, são os estados que expressam o personagem com o qual nos identificamos.

Quanto maior a identificação do ego com o que ele acredita “ser”, mais intensa será a defesa desta posição mental.

Isso nos coloca, automaticamente, em uma “zona de guerra”, retirando toda possibilidade de experimentar a paz, porque os posicionamentos anulam a neutralidade necessária para ver as coisas com clareza.

Os rótulos e as definições são limitantes, reduzindo o “Ser” ao seu “estado”.

Estes rótulos foram desenvolvidos e passaram a fazer parte de nossa estrutura psíquica, após uma série de experiências vividas durante nosso desenvolvimento. Por isso, tentaremos confirmá-los inconscientemente ao longo da vida.

Desapegar-se aos poucos deste personagem (destas identificações) será o primeiro passo para desenvolver a sua verdadeira identidade, mais completa, coerente, compassiva, maleável e pacífica.

“Se você acha que é o que seus amigos e inimigos dizem que você é, obviamente você não se conhece”.  Anthony de Melo

Como investir no seu Autoconhecimento

A importância do autoconhecimento vem do objetivo de saber quem de fato você é, o Ser sem forma e atemporal, o sonhador do seu sonho, sua verdadeira identidade.

Para entender este convite é preciso mudar a maneira como você percebe e interpreta suas experiências.

Nós não somos o corpo e não somos a mente.

Nós temos um corpo e temos uma mente, porém, somos Consciência infinita, espíritos impecáveis, almas muito elevadas, grandes Seres universais eternos e divinos, como a Fonte Divina que nos criou.

Nossa mente/corpo fará todo o possível para tirar nossa atenção, subtrair nosso poder para nos distrair com o que ela nos oferece, que são os comportamentos programados da família e do inconsciente coletivo.

Distraídos, não seremos capazes de cumprir nossa meta nesta jornada que é nos livrar da culpa, nossa e dos nossos irmãos.

A importância do autoconhecimento é nos remeter à verdade que não se pode ver, a realidade objetiva, aquilo que nunca muda.

A ignorância a respeito da nossa verdadeira identidade nos mantém reféns de uma realidade subjetiva, ou “matrix”, onde tudo muda constantemente e o que muda não pode ser verdade, porque por definição a verdade nunca muda.

Este é nosso convite para você, investir no seu autoconhecimento para descobrir o seu verdadeiro Ser e, assim, construir uma existência mais abundante e feliz.

E você, aceita esse desafio?

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