O Medo Controla Você? - Carlos Veiga JR.
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o medo controla sua vida

O Medo Controla Você?

O que determina o que você vai experimentar na vida é a informação que você transmite ao campo quântico através do coração. E o que parte do seu coração é MEDO. Vivemos em uma bolha de medo que criamos para experimentar o mundo das formas com nossos 5 sentidos, o mundo chamado de material ou realidade física.

O medo, portanto, é a matéria-prima dos nossos pensamentos, e muitas vezes também é a matéria-prima dos nossos sonhos, e quem nunca teve um pesadelo?

Temos tanto medo, que na prática só pensamos em estratégias de defesa. A mente está condicionada a seguir confiando no medo como uma forma de defesa, “se não sinto medo, estou vulnerável”.

Esta inércia da mente tem um sentido biológico.

O Sentido Biológico do Medo

O medo é uma das 5 emoções próprias dos mamíferos e tem uma função específica na natureza, todos os mamíferos utilizam o medo como forma de se proteger, porém só o fazem quando a ameaça é real, nunca usam o medo para se defender de algo que não está acontecendo, algo que só é próprio dos humanos.

Nosso sistema de pensamento usa o medo de forma não natural e não biológica.

Nós perpetuamos o medo de forma psicológica como se pudéssemos estar à salvos do perigo ou que fossemos capazes de nos antecipar a possíveis perigos no futuro, o que é absolutamente impossível, o futuro não existe, ninguém jamais chegou ao futuro.

Isto em absoluto não quer dizer que não devemos tomar certos cuidados no dia dia. Faz parte da vida estar atentos, observando o entorno para saber o que está acontecendo, caso ocorra uma ameaça real.

Estamos falando de manter a mente atenta ao que está acontecendo, não em tentar colocar a mente para tentar adivinhar o que vai acontecer.

Por essa razão a imensa maioria dos nossos pensamentos, entre 60 e 70 mil por dia, são estratégias de defesa. A pergunta que deveríamos nos fazer é: para que se defender tanto? De que estamos com medo?

A mente se ocupa de perceber e interpretar os estímulos externos gerando sentimentos e estados emocionais. Nosso coração responde a estes estados emocionais transmitidos pelo cérebro.

Por mais que a mente tente dissimular este medo de muitas maneiras diferentes racionalizando e justificando as circunstâncias, o medo segue ali como pano de fundo para perpetuar os pensamentos, apavorando nosso dia dia, temos medo praticamente de tudo.

A mente não é capaz de conviver conscientemente com este medo constante, por isso ela cria mecanismos para disfarçar o medo e nos distrair, levando ao inconsciente o que não teve solução em outro nível.

Porém tudo fica gravado, o inconsciente não pode perder nenhuma informação.

Como não ficar pré-ocupado

Uma distração muito comum da mente é o que chamamos de preocupação. O que é preocupação, senão um medo disfarçado?

Afinal só existem 2 estados possíveis neste sentido a um ser humano, ou ele está ocupado, ou está desocupado, não é possível estar pré-ocupado, esta é uma condição física inexistente, só pode ocorrer a uma mente justificativa.

Disfarçamos este medo de muitas outras formas e chamamos este medo por vários nomes, com o objetivo de não olhar o medo e enfrentá-lo, porque afinal o que mais nos apavora é o medo de sentir medo.

Basicamente é disso que a mente se defende por isso fugimos do medo como o diabo foge da cruz.

Temos tanta habilidade em camuflar o medo que na maioria das vezes não reconhecemos esta emoção. Por vezes estamos com muito medo e dizemos que estamos ansiosos.

Outras vezes não somos capazes de lidar com a ideia do medo e o chamamos de angústia, e por mais incrível que pareça também chamamos o medo de amor.

Quem nunca experimentou o medo de perder alguém e chamou isso de amor? Para que fique claro, amor é dar sem pedir nada em troca, amor é libertar o outro para que ele faça o que quer fazer, e não o que nós gostaríamos que ele fizesse, isto não é amor, é controle.

O amor nunca acaba, se acaba nunca foi amor, era medo de perder disfarçado.

E quem nunca experimentou o fim do “amor” quando o outro não faz aquilo que gostaríamos que fizesse? Isto é medo em estado puro, travestido por nomes e sensações que nem sequer somos capazes de identificar.

São verdadeiras cortinas de fumaça que a mente cria como forma de nos distrair do que de fato nos incomoda, a fonte de quase todos os nossos pensamentos, o medo.

Muitas vezes estas cortinas de fumaça se expressam pelos personagens esquizofrênicos que representamos para sermos aceitos nas tribos que frequentamos, família, escola, amigos, sociedade, etc.

Criamos personagens ilusórios cada vez mais distantes da nossa verdadeira identidade, até que chega a um ponto em que nós não somos mais capazes de saber qual personagem que interpretamos que mais se aproxima da verdade de quem pensamos que somos.

Quando isto acontece cria-se um vazio interior, é uma sensação terrível estar perdido entre tantos personagens, confunde a mente que já se achava perdida entre tantas estratégias de defesa.

O Medo nos afasta da Fonte Divina

Criamos um pensamento paranóico que de alguma maneira perturba a todos nós que é o medo da vontade de Deus.

Este é o segundo pensamento que surge na mente, o primeiro, ou pecado original, foi acreditar que existem coisas boas e coisas más. Saímos da Unidade e embarcamos no sonho de Adão, caímos em consciência.

Acreditamos em um Deus ambíguo que tanto pode ser um pai amoroso como pode ser um pai severo e castigador. Estamos totalmente descrentes da Fonte Divina, criamos um sistema de pensamento que acredita no certo e no errado como se tudo não fosse perfeito aos olhos da Divindade.

O medo que surge desta ideia de que Deus é uma coisa e nós somos outra, nos afasta cada vez mais da clareza do que realmente precisamos nos confundindo com as coisas que queremos.

As vezes o que você quer e o que você precisa são sinônimos, mas a maior parte das vezes não são.

Quando você se agarra a um sistema de crenças negativo focado no medo você faz escolhas baseadas no desespero de forma inconsciente, o q você quer, ou o que você acha q precisa por querer, não é necessariamente o que você precisa para se sentir completo.

Nós já somos completos como somos porque somos espíritos sagrados, indestrutíveis e impecáveis, somos os Filhos perfeitos de uma Fonte igualmente perfeita na qual não temos mais nenhuma confiança.

Fomos enganados pelos homens que falam de um Deus falso que só pode ser encontrado na palavra e na mente dos homens.

Deus não é nada disso.

A Mente Criadora é a força do amor por trás de qualquer coisa, é o nada que permite o tudo, é a existência em si mesma, e nada escapa da existência. Estamos tão confusos que chegamos a dizer que temos Deus dentro de nós.

Como assim? Não seria o contrário? Deus é que tem a nós! Acaso algo escapa da Mente Divina? É possível não estarmos em Deus?

Isto nos dá muito medo, não acreditamos nem no que vemos, quanto mais no que não vemos, além do mais, com tantas injustiças neste mundo, será mesmo que este tal Deus existe?

Pessoalmente acredito que este Deus criado pela mente humana não exista, esta invenção é falsa e só se presta a confundir cada vez mais, e faturar, faturar muito!

Isto ocorre porque não compreendemos como o Todo Poderoso permite tanta desigualdade.

Mas por sorte Deus não é nada disso, a Fonte de Tudo Que Há é uma Inteligência completamente distante de tudo que podemos imaginar com a mente limitada que usamos aqui na Terra.

A Mente Criadora está muito além das palavras e definições que podemos chegar a imaginar. Deus não tem necessidade de que se acredite nele, inclusive porque a necessidade de acreditar só se presta aos duvidosos.

Esta Suprema Inteligência se manifesta de múltiplas formas neste mundo, está em tudo que vemos e sentimos.

Podemos imaginar que esta inteligência é o amor em estado puro, amor como uma força que converge para o centro, integra, agrega, une, e abarca tudo. Nós estamos aqui como mente para experimentar um sonho de medo, e por certo, estamos sonhando todos os tipos de medos que queremos e podemos.

O medo é o contrário do amor, mas o amor não nos impede de experimentar o medo, porque o amor não se opõe a nada, isto de se opor é coisa do medo. O medo é uma força que diverge do centro, desintegra, desagrega, desune e se fragmenta cada vez mais.

Nós somos só amor experimentando um sonho de medo. Sentir medo e enfrentá-lo é a forma mais simples e rápida de eliminá-lo das nossas vidas.

Quanto mais evitarmos o medo, mais necessidade teremos de experimentá-lo para saber que ele não é real.

O medo é o autoengano, é um pensamento que surgiu na mente de que poderíamos estar separados do amor divino, é apenas e tão somente um pensamento de separação, nada mais que isso, uma ilusão a ser desfeita pelo reconhecimento de quem somos.

Somos Deuses em formato humano, consciência eterna infinita e indestrutível, espíritos perfeitos como a Fonte perfeita que nos criou, em estado de graça do sempre, e para sempre.

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