Não consegue emagrecer? Descubra o que seu sobrepeso está lhe dizendo - Carlos Veiga JR.
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não consegue emagrecer

Não consegue emagrecer? Descubra o que seu sobrepeso está lhe dizendo

Quando você não consegue emagrecer tem que pensar no que seu sobrepeso está lhe dizendo.

Muitas pessoas hoje vivem dramas de sobrepeso e a parte do corpo que acumula mais gordura e líquidos nos indica que tipo de conflito emocional inconsciente está relacionado com aquela região específica do corpo.

A Epigenética demonstra que existe uma herança condutual transmitida de forma biológica através de programas familiares, e o que são estes programas?

São crenças desenvolvidas através de circunstâncias emocionais de grande dor e sofrimento, situações de risco e perigo que desembocaram em grandes traumas ou tragédias. O inconsciente biológico guarda absolutamente tudo, nenhuma informação jamais é perdida. Para aqueles que acham que o tempo apaga as coisas, que saibam que do ponto de vista da mente que governa nossa biologia isto não é assim, é exatamente ao contrário.

O inconsciente biológico tem por função nos defender de quaisquer circunstâncias que representem um teórico perigo ou risco, por esta razão não pode esquecer de nada, um esquecimento por menor que seja pode representar a morte.

Se na minha família existiu sobrepeso e eu repito as crenças familiares, é muito provável que eu experimente a mesma situação. Não é tanto a herança genética o que nos faz engordar, e sim as crenças que adotamos inconscientemente dos antepassados e que continuam ativas através da nossa forma de ver e entender a vida.

Somos nós que possibilitamos que tais crenças ainda estejam ativas e “tenham vida” atribuindo valor e significado a elas, sem questioná-las nem uma única vez.

Somos repetidores inconscientes de crenças e isto faz com que estejam ativas, e como se ativam? Levando o mesmo tipo de vida que eles levaram, condicionados pelos mesmos padrões de comportamento e pelo mesmo tipo de percepção da realidade, em outras palavras, percebendo e interpretando o entorno sob o mesmo ponto de vista que nossos antepassados.

Se por exemplo minha mãe tinha problemas nos joelhos e por esse motivo caminhava com os pés abertos é possível que eu caminhe da mesma forma mesmo sem ter problemas no joelho. Sempre estamos tratando de nos encaixar no meio onde nascemos e vivemos, para quê? Para sermos aceitos e sentir que pertencemos, é puro instinto de sobrevivência.

Porque você não consegue emagrecer

O inconsciente biológico diz: para que eu possa sobreviver neste ambiente devo sentir que pertenço e devo me adaptar a estas posturas. Isto faz com que seja possível desde meu inconsciente individual que eu possa pertencer ao inconsciente do grupo familiar.
Esta necessidade de pertencer nos faz adotar muitas condutas, crenças, ideias, neuroses e inclusive doenças, tudo para pertencer, por lealdade ao nosso clã.

Quanto mais eu me pareça à minha família, mais me sentirei protegido e percebido. Como sabemos, o inconsciente biológico familiar aceita e inclui todo aquele que se pareça com ele mesmo, e tende a rejeitar os que são diferentes. É assim que vamos adotando crenças, costumes, e inclusive sobrepeso, para não ser ou não nos sentir rejeitados.

Este mecanismo é do inconsciente biológico, é totalmente primitivo, se encontra no cérebro reptiliano, é totalmente inocente e não sabe nada de interpretações racionais, toma decisões de forma irracional porque está ligado a algo muito primitivo gravado no nosso sistema nervoso (tronco cerebral e cerebelo), ou cérebro atávico reptiliano.

Na ancestralidade era muito difícil sobreviver se não estivéssemos em grupo e integrados à um clã familiar, quando um indivíduo era excluído de um grupo, era muito provável que morresse nas mãos de predadores ou outro grupo de humanos. Até hoje existem tribos na África onde os indivíduos que são expulsos por alguma razão já sabem que caminham para a morte no isolamento.

Hoje em dia o comportamento humano mudou muito, tanto do ponto de vista social como em termos de tecnologia, porém as respostas biológicas seguem exatamente as mesmas porque a natureza ainda funciona como se vivêssemos nas cavernas, todas as reações permanecem exatamente iguais, do ponto de vista do inconsciente biológico, tudo ainda é muito primitivo.

Até hoje nas savanas da África quando uma cria é deixada para trás, por qualquer razão, tem poucas chances de amanhecer. Os mamíferos se protegem em bandos e manadas, inconscientemente seguimos tendo uma necessidade absoluta de pertencer, e para esta parte primitiva da mente pertencer é igual a vida, e não pertencer é igual a morte.

A lealdade com a família

Nós seres humanos temos um agravante em relação a questão do pertencimento, nosso clã nos dá um sobrenome e sem ele não seria possível viver em sociedade. Esta é uma dívida impagável com a família, dívida que nos condiciona a uma lealdade invisível com os membros do clã, há que honrá-los sim ou sim diz o inconsciente biológico.

Estas lealdades somadas a necessidade primitiva de pertencimento nos fazem ativar o sobrepeso e a obesidade sempre que estes conflitos tiverem sido experimentados pelos nossos antepassados de forma dramática. A isto chamamos de “pele fina” ou seja, uma sensibilidade aumentada um tipo específico de conflito.

Não é qualquer experiência de abandono ou desproteção que cria este engrama neurológico. Segundo o dicionário um engrama é uma alteração bioquímica ou biofísica produzida no cérebro pela memória de um estímulo muito forte.

Estamos falando de experiências de abandono e desproteção que resultaram em morte, desaparecimento ou danos físicos irreparáveis. Em circunstâncias como estas o inconsciente entende que deve dar uma solução de urgência. Ser grande é uma boa solução quando se trata de estar perdido desejando ser encontrado, ou então quando se trata de enfrentar predadores ou oponentes.

Se uma pessoa pensa ou sente que corre risco, imagina que foi abandonada, sente solidão, se sente perdida ou desamparada, o inconsciente reconhece como perigo de morte, ainda que a pessoa não esteja correndo risco algum, para o inconsciente tudo é real, nada é ilusório.

Se estamos perdidos e não sabemos se vamos encontrar comida e água, a primeira providência do inconsciente biológico é trancar a saída de líquidos, a ideia é reter água, muito mais importante que comida. A segunda providência é estocar comida em forma de adipócitos, células de gordura, que irão se transformar em glicose caso seja necessário “atravessar o deserto”. Por vezes passamos a vida toda com a sensação de que estamos “atravessando um deserto”.

Hoje em dia as coisas mudaram muito, porém ainda seguimos com este impulso primitivo de pertencer e em muitas situações isto ativa os programas de sobrepeso.

Se na minha casa todos eram e são gordos meu inconsciente biológico diz que devo engordar para ativar a lei do pertencimento.

O biólogo molecular Bruce H.Lipton nos ensina que 95% ou mais de nossas condutas e enfermidades se originam deste inconsciente biológico. Carl G. Jung nos diz que: “se o inconsciente não se tornar consciente ele seguirá governando nossas vidas sem que tenhamos ciência disso, e chamaremos isto de destino.

O inconsciente biológico pensa: “Na minha manada todos são gordos, para pertencer e sobreviver devo engordar como eles, isto é o que devo fazer para ser aceito”.

Qual a mensagem que o sobrepeso está enviando?

O aumento de volume corporal tem algumas mensagens para nos dar, enquanto não escutarmos ele seguirá ali presente, até que sejam reconhecidas as informações que o inconsciente biológico pretende transmitir.

Na biologia o aumento de volume corporal tem a finalidade de nos isolar, a gordura é um poderoso isolante, também tem a capacidade de nos proteger, quanto maior a capa de gordura maiores são as chances de defesa contra golpes externos, ela também nos protege do frio e funciona muito bem como reserva de alimento em momentos de dificuldades.

Se observarmos com atenção as mensagens que o sobrepeso nos envia deveríamos começar a nos fazer algumas perguntas óbvias

De que estou me protegendo emocionalmente?
Que situações ao meu redor estão tão frias que eu necessito me isolar/esquentar com gordura?
De que estou querendo me defender?
De que estou com medo?
Me sinto só?
Que circunstâncias emocionais ou materiais me fazem sentir que me falta ou faltará alimento?
Me sinto amado e protegido?
Me sinto abandonado?

O local do corpo onde se acumula a gordura tem muito a informar sobre o tipo de conflito que está ativando esta memória biológica de defesa.
Qual parte do corpo você sente que te pesa?

Quando levamos peso extra no corpo significa que que há uma carga emocional mais pesada do que suportamos carregar, algo que devo soltar, para poder curar.

Vamos por partes.

As pernas

São as pernas que fazem com que seja possível nos mover, nos dão raízes, nos permitem deslocamentos, e são nossas bases de equilíbrio, sem elas não poderíamos nos manter em pé. Se você tem peso extra nas pernas, que que informação você imagina que o inconsciente biológico está tentando lhe transmitir?

Por exemplo: não posso me mover, esta situação me tornou prisioneiro.
Não sinto que pertenço a esta família, não estou enraizado neste clã, carrego este peso extra para ficar aqui e não me mover.
Sinto que fui excluído, querem me tirar daqui, quem me exclui?

Outras hipóteses poderiam ser:

Não vou me mover até que sinta que pertenço.
Não vou me mover até que esta situação se resolva.
Devo sentir que tenho minhas raízes aqui neste lugar (casa, local).
Não posso sair daqui.
Não posso voar e buscar meus horizontes.
Tenho medo de viver algo diferente fora deste lugar, ainda que da boca pra fora diga o contrário.
Sou meu próprio carcereiro.

Se meu corpo é magro da cintura para baixo e gordo da cintura para cima, nas costas, peito e rosto, que recado o inconsciente biológico poderia estar tentando transmitir?

Uma parte de mim ainda quer ser criança, minhas pernas não puderam crescer, mantem-se finas como as de um menino, enquanto minha parte de cima teve que crescer para poder enfrentar o entorno. Quem sabe papai nos abandonou e eu tive que ocupar seu lugar porque mamãe era muito infantil e depressiva e eu tive que desempenhar o papel de adulta precocemente.

Quem sabe nunca senti que por trás de mim alguém me cuidava e eu tive que lidar com problemas que não me correspondiam por ser ainda um menino, menina. Não respeitaram minha infância, me obrigaram a crescer. Algo me forçou a amadurecer bruscamente de forma precipitada, não respeitaram meu processo natural.

Meu entorno me obriga a fazer coisas que não desejo e faço opara pertencer. Devo aparentar ser algo diferente do que sou para pertencer, devo mostrar que sou forte ainda que por dentro me sinta frágil.

Outras opções: quem sabe meu marido me abandonou me sinto só e desprotegida. Recordemos que na época das cavernas a sobrevivência da fêmea e das crias dependia diretamente da presença de um macho por perto, desta forma o inconsciente biológico se ativa fazendo crescer esta parte do corpo quando não há macho, lembrando que o sentimento de solidão pode ser real, mas também pode se tratar de algo simbólico ou imaginário, não precisa haver um abandono de fato, basta que seja interpretado assim.

Pode ser também um sentimento de que tenho um macho ao meu lado, mas sinto que ele não é forte o suficiente e não me protege, me sinto desprotegida por ele e devo ser grande da cintura para cima para desempenhar seu papel dentro desta manada.

Os quadris

E quando a parte que aumenta de volume são os quadris?

Os quadris representam a sexualidade, a energia sexual. Quando existe aumento de volume nesta região, que pode se estender para o abdome, (abdome em lençol) que informação o inconsciente está tentando nos mostrar cobrindo nossas partes sexuais?

Não quero contato sexual.
Me cubro com gordura nesta parte para não mostrar minha intimidade.
Minha sexualidade é vivida com muita culpa.
Sinto que é pecado desfrutar do sexo.
Sinto que a sexualidade é suja, foi assim que aprendi com meus pais.
Rejeito esta parte de mim, ou rejeito minha sexualidade.

Nestes casos devemos analizar particularmente a história de cada individuo. Quem sabe o sexo foi reprimido com intensidade na infância e na adolescência, quem sabe lhe ensinaram que era mau e pecaminoso (principalmente para as mulheres), quem sabe há histórias de abuso, tocamentos ou estupros.

Prefiro cobrir esta parte de mim porque na realidade não é minha barriga que me dá vergonha, tenho vergonha viver minha sexualidade plenamente, ou sinto ver vergonha de ver meu sexo.

Tudo isto se passa a um nível INCONSCIENTE, não pode ser racionalizado, na verdade é absolutamente irracional.

Abdômen

Quando o aumento de volume está na parte alta do abdome, a parte que está mais próxima do coração, pode significar que estamos colocando uma distância entre nossos sentimentos e aqueles que nos rodeiam.

Também pode acontecer quando uma pessoa sente que seus direitos lhe foram negados ou não foram respeitados.

Outros exemplos também podem ser: se esperavam um menino e veio uma menina, se meus pais foram muito controladores, se negaram minha capacidade de expressão, se me obrigaram a fazer esportes e eu não queria, ou por qualquer circunstância na qual eu não me permita hoje ser quem eu vim ser neste mundo, um direito inalienável que pode ter sido ameaçado para que eu pudesse me encaixar na família. Me desconecto das minhas emoções e necessidades para pertencer ao clã.

Também encontramos casos onde há muito medo de entrar em contato com os demais, medo de sair da “bolha” porque o entorno é ameaçador.

Se meu direito de receber foi negado, meu inconsciente biológico busca trazer ao meu peito tudo que me negaram. É como se buscasse tomar um espaço de forma bruta, um espaço que lhe foi negado quando era seu por direito. Geralmente a negação destes direitos vem por parte de pais super protetores ou muito controladores, com coisas como: “dê um beijo na sua avó” “cumprimente a vizinha” “abrace seu tio” “você deve praticar tal esporte” “você deve tocar tal instrumento” etc.

Quem sabe a criança ou adolescente se sinta tão afogado diante de tantas pressões do entorno que comece a ativar um mecanismo inconsciente de isolamento e já sabemos que a gordura é um excelente isolante, além de representar uma “parede” mais larga que podemos usar para nos defender da invasão do nosso entorno.

Um exemplo: Quando uma criança não foi capaz de explicar em palavras que se sentia afogada, controlada por sua mãe e a solução inconsciente foi criar uma parede de gordura para se distanciar, como se o inconsciente biológico estivesse gritando: mamãe me dê espaço, você está me afogando com seu amor.

Se tenho cargas em meus ombros, quem sabe eu sinta o peso de meus pais, ou me sinta um peso para meus pais, ou quem sabe eu me sinta o único que lida com responsabilidades nesta família.
Ao tomar consciência de todos estes aspectos podemos nos dar conta de que não necessitamos mais carregar carga extra e já podemos nos desfazer de toda carga emocional que nos impede de viver com leveza.

O aumento de peso ou volume corporal está nos convidando a soltar os bloqueios emocionais, as fidelidades familiares invisíveis e o medo de não pertencer. É um recado do inconsciente biológico de que estamos carregando histórias pesadas que já não necessitam seguir conosco. Podemos reconhecer as ataduras emocionais com os membros da nossa família, perdoando de forma legítima e definitiva o comportamento daqueles que só fizeram o que fizeram como fizeram, porque não sabiam ou não podiam fazer de outra forma.

Se observarmos atentamente a coerência biológica veremos que ela é incrivelmente exata. O corpo é um maravilhoso mapa que nos recorda qual é nossos estado emocional em função das circunstâncias que vivemos. Nossa forma de ver, perceber e interpretar a vida, nos conta histórias sobre nossa herança familiar do ponto de vista genético e epigenético. Nosso inconsciente biológico nos faz reviver dramas, traumas, bloqueios e medos apenas olhando para uma pessoa, sem que seja necessário trocar uma só palavra com ela.

É muito válido fazer exercícios físicos, dietas, consultar bons nutricionistas, comer de forma coerente e consciente, alimentar-se com produtos de boa qualidade, se possível orgânicos ou de boa procedência, porém quando não encontramos a raiz emocional que nos faz aumentar de peso ou tamanho, podemos estar presos em uma armadilha conhecida como efeito sanfona, engorda/emagrece/engorda. Todos os esforços são válidos e sempre funcionam melhor quando descobrimos a causa emocional que deu origem ao sintoma.

Tomar consciência de nossos bloqueios emocionais é fundamental

O corpo é como um painel onde o inconsciente dá as mensagens que precisamos saber para reconhecer qual necessidade biológica não foi atendida. Há que se aprofundar nas histórias e investigar de forma criteriosa, isenta de julgamentos se realmente queremos curar o que está escondido nos porões da mente.

Este texto trata de considerações gerais, cada caso deve ser tratado como um caso a à parte, cada pessoa vê o mundo à sua maneira, vive os dramas de forma muito pessoal, cada indivíduo leva dentro deu si uma herança comportamental e traumas que buscam solução com outro nível de consciência.

Ao avaliar cada caso devemos estar atentos a qualquer informação que possa nos fornecer o consciente e principalmente o inconsciente da pessoa, sem jamais supor nada. Investigar é uma arte que depende de muito treino, humildade, mente quântica, calma e paciência. Cada indivíduo é um fractal holográfico do seu clã e portanto tem toda informação necessária.

OBS: O Gerenciamento BioEmocional é um método que investiga as origens emocionais dos conflitos que experimentamos durante a vida, sejam eles manifestados através de sintomas físicos ou não. Não encorajamos nenhuma pessoa a desistir de orientações ou tratamentos médicos.

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