Para que as mulheres sentem Fibromialgia - Carlos Veiga JR.
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mulheres sentem fibromialgia

Para que as mulheres sentem Fibromialgia

As mulheres sentem a Fibromialgia entre trinta e sessenta anos. É diagnosticada apenas por exames clínicos, porque nos exames complementares, de sangue ou imagem, não encontramos nenhum desgaste físico ou dano tecidual.
Não se trata de uma enfermidade degenerativa; as articulações não pioram com o tempo.

Uma das coisas em que se acredita é que exista uma função anormal do sistema nervoso central, já que aumentam os sintomas de dor. Não há nenhuma, a dor é por acreditar que as coisas deveriam ser diferentes do que são e, como não são, dói.
Trata-se de querer mudar, porém mudar o outro, e nunca a si mesmo. É uma forma de pensar que diz: “se o mundo mudasse e fosse como eu gostaria, as coisas seriam melhores”.

No exame clínico, encontramos basicamente cinco sintomas: dor generalizada, rigidez matinal ou posterior ao repouso, transtornos do sono, fadiga muscular e alterações da sensibilidade.

Quando falamos de dor generalizada, estamos falando de pontos específicos: o pescoço (comunicação), a clavícula (como se carregasse as colunas do templo), o cotovelo (relacionado com o trabalho excessivo), os joelhos (por submissão ativa e passiva).

A dor generalizada no corpo é sempre proporcional ao nível da dor emocional ou moral e refere-se ao que penso sobre o que os demais fazem a mim.
É evidente que esta dor moral pode vir das próprias experiências de vida, pode estar estruturada na árvore genealógica ou no projeto sentido gestacional (gravidez).

A rigidez matinal ou posterior ao repouso refere-se à sensação de um estado de impotência: “Estou amarrada pela família real ou simbólica”. Quando nos sentimos atados ou presos, estamos rígidos, amarrados virtualmente ou psicologicamente e, como o corpo não distingue real de imaginário, a rigidez é a resposta mais adequada a quem não pode mover-se.

As alterações do sono manifestam-se a partir da tentativa de controlar tudo. Para que se possa controlar tudo, há que se manter acordada. São mulheres, em sua maioria controladoras, dormem mal por pensar demasiadamente em solucionar seus problemas e os da família.

A fadiga muscular, que é uma menor capacidade de resistência ao esforço, vem da sensação de falta de direção. Na vida, todos precisam de uma direção para se mover; quando isto não ocorre, ficamos perdidos, falta-nos força e somos obrigados a parar.
Neste caso o inconsciente dá uma solução biológica; pois se seguimos caminhando sem direção, a sobrevivência está ameaçada.
Se uma mulher pensa que está indo em uma direção equivocada, ou pensa que sua vida não tem nenhuma direção, sente fadiga.
Depois de vinte ou trinta anos esforçando-se e encarregando-se de tudo, a estrutura desmorona.
Menos mal que seja assim, porque como são mulheres que estão perdidas pelo mundo, precisam descansar mais. A enfermidade faz muito bem esta função, não permite carregar tanto peso.

Essas mulheres viveram tanto tempo em função dos demais que nunca se fizeram a pergunta fundamental: “o que quero fazer da minha vida?”.

Finalmente, as alterações de sensibilidade têm seu significado na separação daquilo que eu gostaria de fazer e não faço.
Quando perguntamos a mulheres com fibromialgia o que é que elas gostariam de fazer, a resposta é: “eu sei o que não gostaria de fazer, mas não sei o que gostaria”.
Todas as pessoas sabem o que querem; quando não sabem, é porque estão há muito tempo afastadas de si mesmas, vivendo a vida dos demais.

Outros conflitos da fibromialgia são:
Contato imposto, imposição em ter que assumir e cuidar de pessoas das quais se guarda ressentimentos.
Não poder negar: obrigar-se a fazer coisas que não deseja.
Perda da capacidade de concentração por não saber seus próprios limites.
Assumir responsabilidades, julgando que ninguém mais será capaz de fazê-lo melhor, e no caso de uma falha, assumir a culpa.
Passar o dia todo tentando solucionar problemas mentalmente é a causa das cefaléias, no intuito de fazer com que tudo seja perfeito.
Por engolir todos os problemas da família, também surgem dores estomacais, como se tivessem que comer um boi a cada dia. Indigestão!

Não há nenhuma razão objetiva para que estas coisas sejam assim, porém estas mulheres vivem com este programa: “tenho que fazer eu mesma”. Normalmente fazem o seu trabalho, o de muitas outras pessoas, e se queixam quando os outros ficam com os méritos. Hiper-responsabilidade!

O caminho é simples para as mulheres que desejam livrar-se deste mal. Basta fazer tudo ao contrário! Começando por não se queixar de ninguém, tampouco deste texto, que só tem o objetivo de esclarecer.

OBS: O Gerenciamento BioEmocional é um método que investiga as origens emocionais dos conflitos que experimentamos durante a vida, sejam eles manifestados através de sintomas físicos ou não. Não encorajamos nenhuma pessoa a desistir de orientações ou tratamentos médicos

3 Comentários
  • Katia Magalhães
    Postado às 23:28h, 13 janeiro Responder

    Sensacional! Descobri aos 21 anos que tinha fibromialgia e hoje aos 39, sou tudo o que relatou. Infelizmente! E buscando no Google uma forma de mudar, encontrei esse texto.

    • Carlos Veiga Jr
      Postado às 09:26h, 10 abril Responder

      Oi Kátia, desculpe nosso atraso em responder, estávamos reestruturando o site.
      Que maravilha vc ter se identificado com o texto. Agora é tomar consciência e inverter a forma de perceber as coisas. Nada é o que é, tudo é como decidimos que seja. Se precisar de ajuda me ligue 21-999281112 Abraço

  • Letícia
    Postado às 12:43h, 19 março Responder

    Me descreveu. Estou em um momento que está bem difícil sair da crise, mesmo tendo consciência de que vai depender de mim essa situação de me curar. Mas cada vez que leio algo como essa matéria hoje, fico mais tranquila em saber que não estou sozinha e que posso mudar meu pensamento, está difícil, mas sei que é possível.

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