Mudança de Comportamento ! Dr. Carlos Veiga Jr.
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Mudança de comportamento e a influência dos antepassados

Mudança de comportamento e a influência dos antepassados

Todos temos atitudes que sabemos serem prejudiciais ao nosso bem estar, mas, que continuamos realizando em detrimento deste conhecimento. Mesmo quando sabemos o que precisamos modificar. No entanto, como fazer a mudança de comportamento necessária para melhorar nossa saúde física e emocional?

Para piorar o cenário, geneticistas afirmam que herdamos as experiências de nossos antepassados através do DNA e que elas influenciam a maneira como agimos. Geralmente, para pior.

Vamos colocar aqui uma pergunta com certa ingenuidade: como o DNA sabe onde colocar suas peças para criar exatamente um ser humano particular? Não estamos falando de um indivíduo da espécie, senão de uma pessoa concreta, filho ou filha de certos pais, descendente de uma certa genealogia.

Mudança de comportamento e a Epigenética Condutual

Esta história começa com o encontro de Moshe Szyf, um biólogo molecular e geneticista da Universidade de McGill (Montreal – Canadá), com seu colega Michael Meaney, Neurobiólogo da mesma universidade.

Segundo a investigação de dois cientistas canadenses, herdamos além de caracteres físicos também as histórias de vida, hábitos, estados emocionais, traumas psíquicos e psicológicos.

Desde a década de 70 os geneticistas sabem que o núcleo das células utiliza um componente estrutural das moléculas orgânicas “metil” para saber que peças de informação utilizar.

Para dizer de outra maneira: os radicais metila ajudam as células a identificarem se elas serão células do coração, do fígado ou um neurônio. O grupo metil opera junto do código genético, porém não é parte dele. São fenômenos que ocorrem ao redor do DNA e não propriamente nele.

Os cientistas acreditavam que as alterações epigenéticas aconteciam só durante a fase de desenvolvimento embrionário, porém, estudos posteriores demonstraram que, de fato, algumas modificações do DNA adulto podiam resultar em certos tipos de câncer. Em algumas ocasiões estes grupos metila se ajustam ao DNA devido a mudanças na dieta, exposição a certas substâncias e principalmente como adaptação ao entorno.

Entretanto, o verdadeiro descobrimento começou quando Randy Jirtle, da Universidade de Duke (Carolina do Norte – EUA), demonstrou que estas mudanças podiam ser transmitidas de geração em geração.

Em paralelo, Szyf e Meaney desenvolveram uma hipótese inovadora, quando formularam a seguinte pergunta:

Se a alimentação e as substâncias químicas poderiam produzir alterações genéticas, seria possível que experiências como o estresse, o abuso de drogas ou a intoxicação de um avô também pudessem produzir os mesmos efeitos epigenéticos no DNA?

Esta pergunta foi o ponto de partida para um novo campo de estudo da genética: a Epigenética Condutual.

A influência dos antepassados

Segundo este novo enfoque, experiências traumáticas de nosso passado, assim como as dos nossos antepassados imediatos, deixam “feridas moleculares” aderidas ao DNA.

Cada raça e cada povo leva impresso em seu código genético a história de sua cultura: os judeus e o holocausto, os chineses e a revolução cultural, os russos e os prisioneiros do campo de Gulag, os imigrantes africanos cujos pais foram perseguidos no sul dos EUA.

Até mesmo uma infância de maus tratos, pais abusivos, pais violentos, e todas as histórias que possamos imaginar, estão inscritas em nosso DNA, que se torna influenciado pela vida que tiveram nossos bisavós, avós e pais.

Desde este ponto de vista, as experiências destes familiares modelam nossa própria experiência de mundo, não somente através da herança cultural, mas, também pela herança genética. São elas que dificultam qualquer mudança de comportamento que você deseja realizar.

O DNA não muda em si mesmo, mas, alguns genes são ativados ou desativados pelos radicais metila determinando as tendências psicológicas e de comportamento.

Desta forma, além de ter os olhos de seu avô você pode também herdar seu bom ou mau caráter, sua tendência à depressão e muitas outras outras coisas. Todas dificultando que você realize uma mudança de comportamento que traga benefícios à sua vida.

No entanto, o primeiro passo é se conscientizar dessa realidade. A genética atual começa a se abrir para um novo paradigma que poderá fazer com que as “maldições familiares” venham a ser coisas do passado.

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