A mulher na menopausa - Carlos Veiga JR.
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A mulher na menopausa

A menopausa e o climatério

A menopausa e o climatério são períodos nos quais o corpo se vê afetado e transformado por uma série de mudanças hormonais. Podemos vê-los como processos biológicos naturais, momentos sagrados da vida de uma mulher, e não como um instrumento de finitude, como nos faz crer a sociedade atual.

Outro grande momento sagrado de mudança para as mulheres é a primeira menstruação, chamada de menarca. O corpo se “revoluciona” e as alterações que se produzem são surpreendentes, tanto pela velocidade, como pela importância externa; não só no aspecto físico, como também em pensamentos e ações. Tudo está se elevando, melhorando e todos as mudanças vêm para somar: “já sou mais adulta, já sou mulher, já tenho mais corpo, já posso ter filhos”, entre outras coisas.

O poder das crenças na menopausa

Muitas mulheres acreditam que o climatério, o período que se segue à última menstruação, também conhecido como menopausa, é um período no qual “está caindo, piorando” e tudo vem para diminuir.

No climatério, as crenças são: “não posso mais ter filhos, já não sirvo para o sexo, já não sou tão bonita, meu corpo não é mais atraente, não posso mais fazer “isso ou aquilo”.

Estas crenças são a origem dos pensamentos e sentimentos negativos em relação a este período da vida e todas elas derivam de suposições equivocadas de nossos antepassados. Consciente e inconscientemente, o que fazemos é repetí-los com frases, comportamentos e formas de pensar. Somos fiéis à família!

Os que nos antecederam no tempo, personagens do nosso clã familiar, estavam como nós, sujeitos ao controle da mente que funciona de forma dual, o que significa viver em um jogo contínuo de certo/errado, bem/mal; julga e discrimina com base no inconsciente individual e coletivo.

Nosso cérebro, no entanto, não faz considerações, funciona em unidade, nunca discrimina, porque não tem capacidade de julgar. Para o cérebro não existe certo e errado, bom ou mau; esta interpretação dual só existe para a mente que está condicionada.

Como o cérebro afeta o corpo neste período

O cérebro nada questiona, apenas segue os comandos da mente que diz: “não sirvo, não posso, não valho”.

Estas mensagens são enviadas às células que respondem por meio de sintomas como a desmineralização óssea, rugas, fragilidade muscular, perda de colágeno, de memória, calores exagerados, depressão, secura vaginal, edemas corporais, alterações de pele, estados emocionais e todos os outros sinais da menopausa que as mulheres experimentam.

Temos a impressão de que todos estes sintomas representam um conflito em si mesmo, que tudo ocorreu pela mesma razão, e isto não é verdade. O sentido biológico da menopausa é simplesmente dar fim a etapa reprodutiva feminina.

Cada sintoma que uma mulher experimenta nesta fase está associado a um conflito específico, são necessidades biológicas não satisfeitas. Todo sintoma representa algo que quero fazer e não posso, ou algo que faço sem desejar.

Ao não se achar desejável, aparece o ressecamento vaginal por frustração sexual. A perda do colágeno acontece pela rejeição estética em um círculo vicioso: quanto mais rejeição, menos colágeno e quanto menos colágeno mais rejeição.

Os nódulos de tireóide aparecem pelo sentimento da mulher de que qualquer outra época foi melhor, sendo assim, estão relacionados a querer parar o tempo. Como a tireóide também é a glândula termo-reguladora do corpo, aparecem os famosos fogachos ou calores excessivos; o sentido é aumentar a temperatura para sentir o calor que já não encontro mais em minhas relações.

A osteoporose ou osteopenia é a profunda desvalorização por não se sentir capaz e ativa; a fragilidade muscular acontece quando há sentimento de impotência frente aos novos desafios; as enfermidades surgem, entre outras coisas, a partir das crenças criadas na menopausa de que envelhecer é sinônimo de adoecer.

Há frases sobre a velhice que nosso cérebro assume e acata como verdades inquestionáveis. Entretanto, nem todas as mulheres desenvolvem todos os sintomas, porque cada uma vive uma realidade particular, criando estados próprios de ânimo e comportamento. Cada sintoma está intimamente ligado a uma forma individual de ver e perceber a vida. Para algumas, a menopausa não traz nenhum conflito significativo, para estas o envelhecimento é pouco traumático.

A visão do Gerenciamento BioEmocional

A física quântica demonstra que cada pessoa está projetando sua realidade pessoal, um “filme” particular, criado através da mente inconsciente gerenciada por programas ancestrais. Os personagens deste filme não possuem testemunhas, são criações individuais de cada um. Por isso diz-se: “O ser humano está obrigado a buscar o que deseja, porém, sujeito inconscientemente a experimentar o que rejeita”.

Do ponto de vista do Gerenciamento BioEmocional, baseado no método da BioNeuroEmoção, trata-se de substituir um pensamento por outro, na hora de julgar nossas emoções a respeito de nós mesmos e dos processos naturais aos quais estamos sujeitos. Raiva da aparência, medo do envelhecimento, tristeza pela fragilidade, rejeição ao corpo, irritação pela falta de tempo são exemplos de pensamentos que podem ser substituídos. Interpretar positivamente o envelhecimento é uma questão de escolha, já que não se pode pará-lo.

Muitas pessoas morrem jovens e não têm o prazer de experimentar a maturidade corporal. Não somos seres físicos tendo uma experiência espiritual; somos seres espirituais tendo uma experiência física e, por sorte, de alguma maneira temos que deixar este corpo. Tudo tem um “para quê” e com a menopausa não é diferente.

O modo como percebemos a experiência de estar vivos é o que nos dá a perspectiva dos resultados que encontraremos. Não é possível tirar resultados positivos de algo que consideramos negativo, tão impossível como colher resultados negativos de coisas que interpretamos como positivas. Cada instante é uma eleição!

A natureza do corpo feminino sabe mais que o intelecto e a interrupção das menstruações na menopausa é a sabedoria das células que reconhecem até quando uma mulher pode cuidar de um filho. Um bebê necessita de acompanhamento por muitos anos até se tornar independente e uma mulher mais madura pode não ser o ideal para tal projeto da natureza.

Cada pessoa viverá sua experiência de acordo com a soma de seus programas e do sistema de crenças que utiliza, até que desperte para o desaprendizado. Desaprender velhas crenças para aprender outras. Em taça cheia não entra vinho novo. O maior poder que um ser humano tem enquanto está na Terra é o poder de esquecer, use, sem moderação!

6 Comentários
  • Madeleyni
    Postado às 11:39h, 04 novembro Responder

    Adorei

    • Carlos Veiga Jr.
      Postado às 20:17h, 08 novembro Responder

      Que ótimo Madeleyni. Fico feliz! Continue nos acompanhando. Grande Abraço

  • Sonia
    Postado às 10:38h, 18 novembro Responder

    Primeiro artigo que consegue explicar o que devemos fazer para encarar nossas perdas nesta fase sem sofrimento

    • Carlos Veiga Jr.
      Postado às 20:39h, 03 dezembro Responder

      Olá, Sonia. Fico feliz que tenha gostado e que o texto tenha ajudado.

  • dora camargo
    Postado às 14:42h, 07 fevereiro Responder

    achei ótimo esse artigo!

    • Carlos Veiga Jr.
      Postado às 15:08h, 04 abril Responder

      Fico feliz que tenha gostado Dora

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