Como melhorar o relacionamento acabando com os maltratos| Dr. Carlos Veiga Jr.
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melhorar o relacionamento

Como melhorar o relacionamento acabando com a desvalorização e o mau-trato

Como melhorar o relacionamento acabando com a desvalorização e o mau-trato

Muitas pessoas que sofrem com a desvalorização e o mau-trato se perguntam como melhorar o relacionamento. Partimos de um pressuposto de que qualquer situação que uma pessoa experimente, tem a ver com ela própria e seus desejos inconscientes.

Não existe acaso no universo e, portanto vale a pena identificar que implicação tem os maus-tratos nos relações, visto que muitos relacionamentos se desfazem por esta razão.

E, quando não é assim, as relações desta natureza, condicionam as gerações posteriores a comportamentos herdados, que acabam minando as bases dos relacionamentos atuais, causando muita dor e sofrimento às famílias de hoje, sofrimento inútil e desnecessário, apenas pela falta de entendimento das responsabilidades de cada um em cada circunstância.

Um Curso Em Milagres nos ensina que não pode acontecer nada a um Filho de Deus que ele mesmo não tenha desejado, e que, em cada circunstância, cada pessoa desempenha o papel que lhe cabe na consecução da mesma.

Apesar de levar em consideração que existem homens maltratados por mulheres, sabemos que são exceções a regra. Portanto, vamos nos focar no mau-trato feminino praticado pelos homens, buscando compreender como as mulheres podem melhorar o relacionamento.

Como melhorar o relacionamento

Para investigar mais a fundo esta questão, primeiro vamos definir o que pode ser considerado um mau-trato: qualquer coisa que gere tristeza, medo, raiva ou asco (nojo).

Para viver um mau-trato são necessárias  no mínimo duas pessoas, obviamente, o maltratado e o maltratador, e é aqui que começamos nossa busca para encontrar um denominador comum entre eles para poder iniciar uma investigação um pouco mais rigorosa. 

Este denominador comum é a desvalorização, um valor que brilha por sua ausência, sempre que estivermos tratando deste assunto.

Como cada personagem vê a si mesmo? 

A mulher sente que vale por si mesma? 

O homem sente que tem valor próprio?

Está claro que, para uma mulher ser maltratada, tem que estar ao lado de um maltratador, mas, como se dá esta atração? 

Para compreender o jogo que está sendo jogado, ou seja, as verdadeiras causas que originam esta situação, vamos aplicar um princípio quântico (as polaridades +/-). Isto nos permitirá sair da superfície dos julgamentos e entender melhor o que está acontecendo na experiência, antes de começar a interpretar as coisas a partir de nossos rancores e ressentimentos, das condenações e da raiva.

Esses sentimentos, acumulados ao longo dos anos de convivência, formam uma densa cortina de fumaça emocional que não nos permite ver o que verdadeiramente está acontecendo. Para melhorar o relacionamento, precisamos ver além do véu, oculto no inconsciente, que perpetua a informação de violência, trazendo mais sofrimento, castigo e dor para todos. 

Quebrando o ciclo da desvalorização e mau-trato

Sairemos propositalmente da mente que percebe e interpreta, para explorar a experiência pura, neutra e, sem tendências para qualquer lado, condição “sine qua non” para avaliar com rigor qualquer assunto, principalmente quando o que está em cima da mesa é emoção. 

Sabemos por estatística que os homens violentos quase sempre se sentem muito desvalorizados e frustrados, portanto também são sofredores, ao seu modo. Para entender este jogo quântico de atração e repulsão (+/-), mergulharemos de cabeça nesta excitante forma de perceber o que acontece, em situações tão dramáticas como estas, sem pré-conceitos ou pré-julgamentos.

Todos nós já convivemos ou ficamos sabendo de mulheres que são vistas como pobrezinhas, pois cada parceiro que encontram são iguais ou muito parecidos, violentos, abusivos, agressivos, etc.

Quando estamos diante de pessoas que se deixam maltratar ou que maltratam, é fácil dar-se conta de que são pessoas que carecem de uma auto-imagem de valor.

A solução: auto-estima

Uma pessoa que se valoriza tal como é, não passa sua vida aguentando violência, tentando mudar o outro, ou demonstrar que está com a razão. Também não permite que o outro lhe imponha sua forma de perceber e interpretar a vida.

As pessoas com auto estima elevada conhecem seus valores e não tem intensão de enfiá-los garganta abaixo dos demais, custe o que custar. 

Aqui nasce o respeito próprio, que permite respeitar aos demais, e, consequentemente, melhorar o relacionamento. 

Uma pessoa que desenvolve a capacidade de confiar em si mesma, dificilmente vai ser um maltratador, ou mesmo permitir que alguém o maltrate. Portanto, estamos de acordo que as pessoas que se respeitam, serão as únicas que poderão estabelecer um tipo de relação onde haja igualdade de direitos e deveres. 

Obviamente que, se este tipo de situação é tão frequente em uma sociedade como a nossa, isso quer dizer que a confiança em si mesmo, não é precisamente um valor que se estabeleça da forma como deveria, e isto começa na família, como todos sabem. 

A origem dos problemas: a família

É a família que primeiramente corrompe os valores básicos, tratando de forma desigual as meninas e os meninos. 

Ali estão papai e mamãe, que servirão de exemplos no desenvolvimento das crianças, serão seus modelos de adultos. Para que estas crianças possam crescer com confiança em si mesmos e com um sentimento de igualdade, estas coisas tem que estar demonstradas na maneira igual como são tratados, tanto a menina como o menino.

Infelizmente, como sabemos, na maioria das famílias, a menina é ensinada a ajudar a mamãe e o menino pode fazer o que lhe der vontade, as meninas aprendem a recolher as coisas, limpar e guardar e os meninos podem sentar com o papai e ficar vendo televisão, sem que ninguém lhes diga nada, porque eles não tem certas obrigações. 

Se o menino não faz, então quem o fará? Exato, a mamãe, que com a maior das boas intenções deu inicio a um processo de desigualdade sem volta. Como se diz, o caminho para o inferno está asfaltado de boas intenções.

 Em muitas famílias não é possível melhorar o relacionamento e cria-se um clima ruim, porque as meninas tem que fazer uma série de coisas, e os meninos não, e quando se educa de forma diferente, a menina e o menino, que vai pensar o menino?

Isto mesmo, que é diferente, especial, e que tem mais direitos que qualquer mulher, estabelecendo desde cedo as diferenças.

Agora vamos ver como se passa isto em relação ao sexo, tema que em muitas famílias sequer é ventilado, tudo é muito escuro e escondido, há vergonhas, tabus, e formas muito diferentes de tratar cada gênero.

E o sexo?

As meninas são orientadas pelos pais a restringir suas atividades sexuais ao máximo, mas e quanto aos meninos?Estes são estimulados a praticar desde cedo, quanto mais melhor. Então, se cria o ambiente para a mais cruel das desigualdades, a que dará origem a mentalidade do maltratador e da maltratada.

A menina sente medo, pensa em sexo com culpa, masturba-se cheia de pensamentos de punição, cria uma ressonância vibracional que atrai castigo, porque se acha pecando e fazendo algo sujo. “Deus tá vendo tudo” dizem os pais. 

Já com os meninos há mais condescendência, podem se masturbar, porque é “normal” para eles, ainda que também haja tabus e crendices.

As instruções ligadas à sexualidade muitas vezes são aprendidas na rua, de forma ainda mais distorcida. Cada um acaba enchendo sua “mochila”de porcarias e leva para o ato sexual, propriamente dito, estas ideias preconceituosas sobre as diferenças entre homens e mulheres. Como temos tido a oportunidade de ver, isto degenera em violência, abusos, violações, maus-tratos, matando as chances de melhorar o relacionamento. 

Cada adulto de hoje, criou sua estrutura psíquica em torno destas polaridades, que podem ter sido papai e mamãe, ou quaisquer outras referências paterna e materna.

Se são homossexuais masculinos ou femininos dá no mesmo, há sempre um em cada papel. São estas referências que irão formar a psiquê do adulto. As opções sexuais de cada indivíduo são moldadas na infância, tomando como exemplo os comportamentos dos papeis masculino e feminino a que cada criança está submetida. 

Maltrato é uma relação de carrasco e vítima

Já deu para notar que, se quisermos melhorar o relacionamento, precisamos entender onde começa a falta de valor de uma mulher que permite o maltrato.

Carl G. Jung dizia que a vítima acaba se tornando o carrasco do carrasco. Dito de outra forma, o carrasco se torna a vítima da vítima. Ao colocar-se no papel de vítima, uma pessoa obriga a consciência cósmica a criar um carrasco para equilibrar a situação, se não houvesse a vítima não haveria a necessidade do carrasco. 

O que está claro é que as coisas deste mundo funcionam por ressonância vibracional e sincronicidade. Quando uma mulher recebe de sua família uma informação de desvalorização, o campo quântico começa a se movimentar para dar a esta mulher as exatas experiências que ela necessita para transcender a informação anterior, ou seja, começa a atrair relacionamentos onde ela possa viver maus-tratos.

Isto não acontece como um castigo cósmico, carma de vidas passadas, má sorte, ou porque alguém viu um gato preto, sequer pela ira de um Deus sedento de sangue e sacrifícios, que distribui cruzes pesadas a seus filhos queridos. 

A carga dos antepassados

A Suprema Inteligência Criadora que é puro amor incondicional, nos oferece a oportunidade de corrigir as circunstâncias que nossos antepassados viveram com ódio, muita raiva e condenação. Quando os pais criam seus filhos de forma distorcida, usando crenças machistas de desigualdade, os condicionam a experimentar um futuro dramático com experiências de violência, física, verbal e emocional, sejam eles maltratados ou maltratadores. 

 Como não há o entendimento de que tudo se repete como bençãos para curar velhas feridas e aprender a respeitar-se, repetem-se as experiências com a informação anterior, onde havia raiva e ódio aos maltratadores, (bisavôs, avôs e pais), jogando mais lenha na fogueira, e o baile prossegue, sem que ninguém consiga melhorar o relacionamento.

Não estamos falando de maus-tratos ocasionais, e, sim, de anos ou décadas de abusos e excessos.

Sabemos que na época dos nossos avós, os casamentos eram para toda vida, as mulheres casavam virgens e, quando encontravam uma situação de maus-tratos, nada mais havia a fazer do que suportar, não havia a compreensão ou os recursos que temos hoje. 

A solução

Atualmente, quando encontramos mulheres que vivem situações como estas e sentem que não conseguem melhorar o relacionamento, sabemos que estamos diante de uma experiência que foi atraída por elas mesmas, de forma inconsciente, para dar outra visão e informação a este tipo de comportamento masculino.

Em sua história familiar, encontramos mulheres que foram violadas, dentro e fora do casamento, estupradas, violentadas e até mortas. 

Cabe recordar que quando uma mulher faz sexo sem vontade, ainda que seja com o marido, o nome que se dá a isto é violação, e evidentemente, isto é algo que não pode acontecer com os homens por motivos óbvios.

Só as mulheres cometem este tipo de violência contra si mesmas, com as mais variadas justificativas, que nada mais são do que informação hipnótica de desvalorização, recebida na infância e intra útero.

Seguindo com a árvore genealógica, as gerações posteriores vem resgatar a honra e a coerência emocional que não houve nas gerações anteriores, e para tal, buscam reviver inconscientemente circunstâncias semelhantes, onde possam perceber e interpretar desde outro ponto de vista, aprender do drama, perdoar a si mesmas por experimentar tanta dor, abençoando os demais por terem proporcionado tal chance de evoluir, liberando seus descendentes de experimentar tal sofrimento. 

Somos Seres espirituais tendo uma experiência física e, não seres físicos tendo uma experiência espiritual. Os espíritos são impecáveis, todos, não importa que papel estejam representando, tudo tem que estar em equilíbrio. Diante de qualquer imperfeição terrestre, paira absoluta a perfeição divina.

Se quisermos melhorar o relacionamento, precisamos entender que a cara não existe sem a coroa, a luz não acende sem o pólo negativo e, que para uma vítima o universo se esforça ao máximo para encontrar um castigador, sempre encontra. 

As gerações do futuro poderão se livrar destes infortúnios se os pais de hoje despertarem para um nível mais elevado de consciência, livrarem-se do machismo cego e dos preconceitos, criando seus filhos, independente do gênero, de forma igual, com os mesmos direitos e obrigações. 

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