A importância da mulher como mãe na sociedade | Carlos Veiga Jr.
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importância da mulher

A importância da mulher como mãe

A importância da mulher como mãe

Vamos falar sobre a importância da mulher. Antes de mais nada, gostaria de expressar meu profundo respeito e admiração  pelas mulheres. Todas de uma maneira geral, sobretudo aquelas que em um dado momento se põem a parir. Penso que o mundo só pode ser transformado pelas mulheres. Afinal, são elas que determinam como vão ser os homens, suas condutas, condicionamentos e formas de comportamento.

Nos três primeiros anos de vida todos nós somos considerados um binômio mãe/filho e, nem sequer temos um sentido de “eu”. Estamos 100% vinculados à elas, vivendo todas as sensações, sentimentos e emoções que elas vivem, imersos em um tanque simbólico onde as vibrações são sentidas em conjunto. Nas palavras de Laura Gutman: “uma emoção para dois corpos”.

Todavia, esta relação tão santa e sagrada entre mãe e filhos foi transformada em dor, sofrimento, culpa e vitimismo, pela perpetuação de um sistema de pensamentos que passa de geração em geração através das próprias mães, que foram e estão hipnotizadas por este sistema.

A importância de ser mulher, afeta tudo ao redor. As mães criam seus filhos de uma maneira e suas filhas de outra. Entendendo que isto é o correto, já que é assim há séculos. Entre outras diferenças, os filhos são criados para fazer sexo com o maior número de mulheres possíveis, e as filhas para restringir o sexo ao máximo.

As religiões ensinaram as mulheres a ser virgens, esposas, mães, cuidar dos filhos, aguentar qualquer coisa que os maridos façam e obedecê-los. Desta forma, distorcendo propositalmente as leis naturais para que o sistema dominante fosse o paternalismo com sua cara mais perversa, o machismo.

Isto foi praticado por séculos e tem suas sequelas sociais experimentadas até hoje. Tudo isso tirou a mulher de seu centro, desequilibrou os papéis biológicos e propiciou ao machismo ser o sistema de crenças dominante nos dias de hoje.

A importância da mulher é reconhecida?

Nos primórdios da humanidade isto não era assim, as coisas andavam equilibradas entre homens e mulheres, e um não valia um grama mais que o outro, cada um sabia exatamente qual era o seu papel e respeitava o papel do outro.

Nas cavernas das savanas africanas de onde viemos, vivíamos em comunidades nas quais os homens se ocupavam de caçar e proteger o território externo e, as mulheres de cuidar das crias e organizar o território interno. Este equilíbrio foi corrompido para que um gênero preponderasse sobre o outro. Onde as mulheres fossem submetidas aos homens. Os machos brancos dominantes e as fêmeas subordinadas de qualquer cor.

Em qualquer parte do mundo por onde se anda, se retirarmos a fina camada de cultura e costumes das diversas sociedades, o que observamos é um comportamento muito parecido, porque vivemos em um mundo machista, não é por acaso que no céu está Deus Pai.

A importância da mulher nas religiões

Da cultura grega sai o Deus Zeus, uma figura um tanto irritada e raivosa, e daí derivam outros Deuses, por exemplo o do antigo testamento, Yahvé, um Deus descrito como sendo sinistro, ciumento e vingativo, um pai que castiga seus filhos com as penas eternas. Sua intolerância acima de tudo é para com as mulheres, como deveria de ser, muito conveniente ao machismo religioso.

Em nosso inconsciente coletivo ou universal temos uns arquétipos segundo Jung. Quando rezamos ou oramos à Inteligência Universal, a imensa maioria, projeta uma imagem cerebral masculina. Um homem de barbas brancas e uma cara de mau, obviamente uma imagem falsa, porque a Divindade é amor e o amor não pune ninguém. Apesar de distorcida esta imagem segue sendo um arquétipo que submete a todos inconscientemente.

Chamamos Deus de Senhor, nos referimos a “ele”, estamos totalmente perdidos neste sentido, tentando antropomorfizar a figura divina, como se a suprema inteligência fosse uma forma. Estamos tentando racionalizar algo que escapa completamente da nossa compreensão.

As três religiões monoteístas, árabe, judia e católica, fizeram uma das coisas mais graves que poderiam ter feito. Ela que condiciona a todos independente de sermos religiosos ou não.

Há um denominador comum que une as religiões, uma crença comum a todas: as mulheres não podem se comparar com os homens.

Mas como assim?

A importância da mulher sempre foi diminuída, sendo ela considerada cidadã de terceira categoria. Os filósofos gregos como Platão, Sócrates, Diógenes e outros diziam coisas como: “dou graças a Deus por haver nascido homem e, não haver nascido animal, mulher ou bárbaro, nesta ordem.

A cultura grego-romana deixou seu estigma entre nós, sobre a importância da mulher.

Tudo que veio depois foi inspirado destas ideias machistas. Não é necessário grandes esforços para perceber como as mulheres são tratadas no islamismo, no judaísmo e no cristianismo, basta ver por exemplo o que estas religiões dizem das mulheres quando estão em seu período menstrual.

Está escrito que uma mulher em período menstrual se tocar uma planta, esta secará. Seus frutos estarão para sempre impuros e jamais poderão ser comidos!

Uma mulher da menstruação deve ficar sete dias purificando-se, se um homem tocar uma mulher neste estado se tornará igualmente impuro e a desgraça cairá sobre ele!

No Levítico há uma frase que diz: no momento do parto a mulher é impura, se nasce um menino o período de isolamento deve ser de quarenta dias para purificar-se, se nasce uma menina, oitenta dias!

Em algumas religiões as mulheres se cobrem, não por devoção, mas porque são impuras! Durante séculos isto tem sido Lei.

Leis religiosas impostas com muita violência e sangue. As religiões são “força” porque condenam, nos fazem sentir inferiores, nos separam de Deus e, como nos sentimos impuros e pecadores, pensamos que temos que fazer determinadas coisas para que Deus não nos castigue, ficar de joelhos, sacrificar-nos, arrepender-nos e peregrinar, entre outras mais sangrentas e mortais!

Machismo por parte das mulheres

Não há nenhuma novidade nisto, não estamos reinventando a roda ao falar sobre a importância da mulher. Estamos apenas relembrando coisas que já foram ditas. Escritas há milênios para perceber o quanto isto está nos condicionando a vida e a importância da mulher, evidentemente. No entanto, por consequência também a dos homens, como se fosse um tiro que saiu pela culatra.

Por fim, estes homens que submeteram as mulheres acabam sendo educados e condicionados por elas que sofreram todos os tipos de repressão, abusos, violações, violência, estupros e assassinatos. São justamente elas que vão educar novos homens dentro do mesmo sistema de pensamento. Assim, toda dor vai se perpetuando no inconsciente familiar e coletivo.

Esta sombra necessita sair, e como está reprimida, acaba saindo de maneira desajeitada e primitiva. Tudo que foi reprimido busca escapar na forma de projeção sobre os demais, principalmente os parceiros.

Algo fica óbvio. Se as mulheres foram educadas como cidadãos de terceira ordem, evidentemente os homens foram educados como cidadãos de primeira ordem. Portanto, não há vítimas nem carrascos, ambos são vítimas, vítimas de uma programação misógina. Aversão pelas mulheres, onde não há direitos, mas muitos deveres. Os homens, por sua vez,  tem todos os direitos e poucos deveres. Isto todos nós levamos em nosso inconsciente.

A importância da mulher é diminuída por ela estar submetida ideologicamente ao machismo e facilmente se enquadraram em regras bastante terroristas: ter filhos; cuidar dos maridos e não sair de casa, uma autêntica hipnose coletiva!

Existem vários padrões de pensamentos machistas por parte das mulheres. Vamos exemplificar alguns:

“Não posso viver sem ele”

Chamar outras mulheres de putas por suas maneiras de vestir-se. 

Dizer que as mulheres nasceram para ser mães e quando não são, criticá-las.

“Se ela triunfou no trabalho é porque fez sexo com o chefe”

Dizer que uma mulher é lésbica por vestir-se como um homem.

Insultar as mulheres que vivem alegremente sua sexualidade.

“Você tem que saber atender ao seu marido”

Um homem que se relaciona com muitas mulheres é chamado de conquistador. Uma mulher que se relaciona com muitos homens é chamada de puta.

Um homem que vive sua vida como quer, é chamado de liberal, uma mulher que vive sua vida como quer, é chamada de libertina.

E sabem por quem? Por homens e mulheres!

Para os homens, ter fama e dinheiro significa ter êxito sexual

Frase de Onassis: se não existissem as mulheres, o dinheiro teria pouco sentido!

Para um homem de idade, ter uma mulher bela é sinal de ostentação.

Na Alemanha foi feita uma pesquisa em uma universidade onde foi perguntado às estudantes se casariam com homens 20 anos mais velhos caso fossem ricos.  70% disseram que sim e não se tratava de mulheres sem capacidades de independência.

A importância da mulher do futuro

Segundo as Nações Unidas morrem 66 mil mulheres ao ano simplesmente por serem mulheres. Segundo o mesmo órgão, uma em cada três mulheres no mundo sofre abuso, violação, maltrato, estupro ou agressão sexual, seguida de morte ou não. As mulheres maltratadas não se atrevem a denunciar por vergonha e medo, 40% são menores de 15 anos.

Escapar desta hipnose coletiva e familiar é responsabilidade das mulheres que decidem respeitar-se de forma clara e honesta, sem justificativas ou desculpas. Se vivemos em uma sociedade que se importa realmente com o bem estar dos filhos, as mulheres são merecedoras de muito cuidado, atenção e respeito, que deve começar justamente com elas. Ao não se dar o respeito, criam-se as condições para que o machismo se perpetue, e o sofrimento seja o prato do dia servido frio.

Ser mãe é entrega, abnegação, autruísmo, tolerância, doçura, calma, paciência, ternura e compreensão. Qualidades necessárias para que as mulheres possam criar seus filhos sem dogmas ou preconceitos. Fora do sistema de crenças machista, em coerência com as leis da natureza.

Meus parabéns às mulheres que se tornam mães! Os homens jamais vão saber do que se trata. Tenham paciência e calma com eles, sabedoria para integrar a polaridade contrária, a sombra projetada no parceiro. “Tudo que te irrita no outro é algo que você ainda não corrigiu em si mesmo” Buda

Ter um filho não muda a vida de um homem. Entretanto, muda para sempre a vida de uma mulher. Isto, nós homens não temos capacidade de entender, porque estamos experimentando a matéria e as formas em corpo masculino.

Em vocês, mães, está toda chance que a humanidade tem de despertar deste estado de sonolência. As mães são a única chance que temos de ser criados fora deste sistema opressor. Criar os filhos em igualdade é respeitar a si mesma e a eles. Criá-los com desigualdade é assinar um atestado de vítima. E posso jurar a vocês mães, que quando isto acontece, o universo imediatamente se organiza para que vocês experimentem ser vítimas, independente do merecimento ou não.

Você é mulher e mãe ? Deixe aqui o seu comentário! Porém, se não é, indique àquelas que você acha que precisam da leitura!

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