Como o estresse atua para proteger você - Carlos Veiga JR.
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Como o estresse atua para proteger você

Como o estresse atua para proteger você

“Estou estressado” Quantas vezes já ouvimos ou dissemos isso? Certamente muitas, mas, em que parte do corpo guardamos esta sensação? Existe um lugar onde se armazena o estresse?

Do ponto de vista do Gerenciamento BioEmocional, estresse é qualquer situação que nos ameaça de forma evidente, vivida no presente (real), ou, de forma simbólica, esperada em um possível futuro.

Se somos capazes de reconhecer uma situação de ameaça é porque temos guardado em nossa memória, situações desta natureza, não importando se por circunstâncias próprias, orientação dos pais, experiências da vida intra uterina ou acontecimentos vividos por nossos antepassados.

Cada um de nós pode se considerar um indivíduo, mas a rigor, somos uma comunidade cooperativa de 50 trilhões de células, e cada uma delas possui informação em tempo real de todas as outras para que o organismo funcione em harmonia.

O estresse e o Sistema Nervoso

Para gerenciar toda esta complexidade, estes pequenos indivíduos (células) criaram um sistema, que chamamos de Nervoso, que recebe e transmite informação à toda comunidade.

Cada trauma que experimentamos encontra seu espaço de armazenamento, para que em uma situação parecida ou semelhante possamos criar uma estratégia de defesa e permanecer vivos no instante seguinte. É a inteligência biológica a serviço da vida e da perpetuação da espécie.

No Sistema Nervoso, temos uma estrutura chamada Amídala (não é a da garganta), onde se gravam as experiências, e logo abaixo o Hipocampo, onde se registra o espaço/tempo, para que tudo fique impresso, formando um banco de dados acessível a qualquer momento.

Em cada situação conflitiva semelhante, buscamos as informações memorizadas ali e o cérebro decide como reagir.

Esta forma bem desenvolvida de gravar situações traumáticas esconde algumas dores emocionais com as quais não poderíamos conviver conscientemente como: violações, abusos, violência física e verbal, maus tratos, abandono, etc…

Em outras palavras, escondemos na mente inconsciente (amídala e hipocampo) as lembranças dolorosas com a finalidade de nos proteger de possíveis conflitos, traumas ou dramas similares aos já vivenciados e experimentados por nós.

No entanto, este bem arquitetado sistema de proteção se torna uma faca de dois gumes, ao permitir que estejamos frequentemente em estado de alerta convivendo com possíveis “agressores”, a isto chamamos de situação de estresse.

Nosso sistema de proteção

A natureza nos preparou para este tipo de situação. Nela, ou enfrento, ganho ou perco a briga – ou fujo. A natureza todavia não previu que este tipo de situação pudesse durar dias, meses, anos ou até mesmo uma vida inteira.

Em nossa sociedade atual, podemos estar a todo tempo próximos de uma fonte conflitiva sem nos dar conta. Uma mãe que quis me abortar, um pai violento, um marido alcoólatra, um filho problema, um chefe insuportável, um patrão arrogante, um vizinho inconveniente, um governo tirano, guerras, ou qualquer outra situação que nos faça reviver dramas já memorizados e convenientemente guardados.

Por exemplo, se uma mulher engravida num momento ou circunstância inadequada e pensa em abortar, este pensamento ficará marcado na mente inconsciente do bebê como ameaça de morte. O que não quer dizer que no momento seguinte esta mesma mulher não venha a ser a mãe mais afetiva e amorosa que este bebê poderia ter. A experiência jamais será apagada e permanece ali a espera de reativar-se.

Guardamos circunstâncias traumáticas em nosso banco de dados (amídala e hipocampo) a espera de possíveis ameaças futuras. O estresse portanto é a situação gerada pela reativação constante de momentos dramáticos vividos e experimentados pelo indivíduo, e isto a natureza não previu. Esta é a razão lela qual nós nos estressamos e os animais não.

As emoções são comuns a nós e aos animais, a manutenção do estado de alerta é que não.

Em circunstâncias de estresse, algumas necessidades biológicas como sobrevivência, proteção, valorização e relacionamento, acabam não sendo satisfeitas e transformam-se em enfermidades.

Podemos desarmar a armadilha compreendendo como este mecanismo funciona. Não julgar, não condenar, não criticar e não usar a memória com fins de reativar conflitos, e compreender que AQUELE QUE PERDOA SE CURA.

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