Esgotamento Emocional: causa e solução | Dr. Carlos Veiga Jr.
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como evitar o esgotamento emocional

Por quê você sente Esgotamento Emocional

O que causa o esgotamento emocional

Você já sentiu um esgotamento emocional? Aquele desânimo, acompanhado de uma fraqueza, uma vontade de não fazer nada?

Nosso sistema de pensamento não dá nenhuma atenção aos fatos, nos focamos apenas nas interpretações, e reagimos como se elas fossem o fato, isto nos esgota emocionalmente.

Assumimos deliberadamente que o que pensamos é verdadeiro, sem investigar qual a crença que deu origem ao pensamento. Sabemos por definição que a percepção é a mãe da interpretação, o que nos dá a chance de avaliar qualquer pensamento com uma dupla dúvida.

Estou percebendo corretamente?

Estou interpretando corretamente?

As crenças limitantes por trás do esgotamento emocional

Agora, observe um pensamento qualquer que surja na sua mente. Qual a crença que está por trás deste pensamento?

Em outras palavras, no que é que você acredita que te faz pensar assim?

Aí está a fonte original deste pensamento, algo em que você acredita sem sequer questionar a veracidade.

As crenças alheias que carregamos são como pesadas malas. Todos sabemos como é cansativo carregar uma mala pesada, principalmente quando não é nossa.

Quando carregamos a nossa própria mala, por mais pesada que esteja, não poderá provocar esgotamento, porque estamos lidando apenas com o que nos pertence.

O esgotamento emocional vem justamente do fato de que, ao carregar crenças que não são nossas, desviamos e gastamos uma grande parte da energia que seria necessária para lidar com o que é nosso.

Agora, observe cuidadosamente se suas crenças se sustentam em fatos ou se fazem parte de um mundo imaginário. Responda com sinceridade as perguntas abaixo:

De onde elas vem?

São de algum familiar ou de qualquer outra pessoa que você conhece?

Fazem parte da sua experiência pessoal, de fatos que ocorreram na sua vida?

São  estratégias de defesa usadas por sua mãe ou seu pai?

São  crenças baseadas em medo?

Se é medo, ele é real ou imaginário?

É fruto de uma ameaça real à sua integridade física ou é um medo ilusório, fruto da sua imaginação?

É algo que está acontecendo (medo real biológico) ou algo que pode acontecer (medo ilusório psicológico)?

Se avaliados honestamente, qualquer pensamento tem a capacidade de nos conduzir de volta à sua origem, ou seja, a crença que lhe deu origem.

Como solucionar o esgotamento emocional?

Para resolver o esgotamento emocional é necessário que você invista na observação das situações que vivencia e das emoções despertadas, para avaliar se está diante de algo repetitivo ou algo novo, se é seu ou uma reedição do que viveram seus pais e avós.

Por meio deste exercício, chegaremos a conclusão que quase todas as crenças que carregamos são herdadas dos nossos antepassados, da cultura de onde vivemos e da sociedade da qual fazemos parte.

A partir deste ponto, podemos perguntar:

Para quê estou carregando algo que não é meu?

Para que estou esgotando minhas forças?

Que sentido tem isto?

Como me sinto emocionalmente?

Quero continuar assim?

Existe uma contradição aqui. Nenhum de nós é um aglomerado de crenças, isto é apenas o que acreditamos que somos.

Entretanto, uma das crenças do próprio sistema nos diz que não podemos nos livrar deste sistema, o que é uma verdadeira armadilha montada por nós mesmos.

Acreditamos que somos um corpo e uma mente finitos, quando o que somos é consciência infinita.

Nossos pensamentos estão desenhados para serem atendidos sem questionamentos, pois, esta é a estrutura de funcionamento do sistema nervoso. É um automatismo, uma espécie de piloto automático para não sobrecarregar o próprio sistema.

Por exemplo, quando eu penso que “não sou feliz”.

Este pensamento me leva a pensar que quero ser feliz e passo a atuar neste sentido, buscando a felicidade. Na verdade, o que estou fazendo o tempo todo é apenas confirmar o pensamento “não sou feliz”, pois, se estou buscando algo é porque não tenho.

Podemos questionar constantemente o piloto automático dos pensamentos, indagando-nos com relação ao que acreditamos, assumindo que somos os únicos responsáveis por tudo que sentimos.

Alguém pode ter uma atitude ofensiva contra mim, mas para que eu seja ofendido é necessário que eu aceite a ofensa. O que está claro é que minhas interpretações do que pode ser aceito e do que não pode, está intimamente ligado as crenças que carrego.

Se meus familiares acreditavam que algo era inaceitável, provavelmente eu também vou reagir assim. Tudo é muito sutil e rápido, fazemos automaticamente sem prestar atenção.

Conclusão

Nosso esgotamento emocional só é sentido quando as  nossas forças já estão terminando.

Podemos seguir vivendo nossa vida tal como ela é, todavia sob uma nova perspectiva, com uma intenção mais clara e honesta, entendendo que todas as circunstâncias são oportunidades para o aprendizado do perdão genuíno.

Quando somos capazes de não ver mais o erro nos ofensores estamos nos desligando das pesadas malas da culpa e do vitimismo, os sentimentos que mais consomem nossa energia vital e os maiores responsáveis pelo nosso  esgotamento emocional.

Dentro desta nova perspectiva, ao invés de viver tais fatos usando o piloto automático das críticas, julgamentos e condenações, com pensamentos do tipo “ele não deveria ter feito isso comigo” ou “ela não deveria ter dito aquilo”,  podemos viver as mesmas situações com a curiosidade de nos perguntar:

Para quê me aconteceu isso?

O que posso aprender com isso?

Sair da experiência do ataque mental e entrar na experiência do aprendizado nos permitirá economizar energia para ser usada nos processos criativos da mente.

Assim, conseguiremos visualizar com todas as cores os nossos desejos e metas e manter-nos emocionalmente cheios de vitalidade para conquistar nossos sonhos.

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