Como equilibrar a razão e a emoção | Dr. Carlos Veiga Jr.
532
post-template-default,single,single-post,postid-532,single-format-standard,woocommerce-no-js,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,qode_grid_1300,columns-4,qode-theme-ver-13.9,qode-theme-bridge,wpb-js-composer js-comp-ver-5.4.7,vc_responsive
razão e a amoção

Como Equilibrar a Razão e a Emoção

Nós seres humanos temos muita dificuldade em equilibrar a razão e a emoção. Na verdade, somos uma mistura de razão e emoção formando uma unidade que resulta em um modo de ser e agir na vida.

Nossa mente é extremamente poderosa, não pára nunca, nem quando estamos dormindo. É através dela que realizamos todos os processos racionais e sentimos toda força das emoções.

As emoções são biológicas e comuns a todos os mamíferos. Podemos observar esse fato quando olhamos um cachorro, um leão, um cavalo ou qualquer outro mamífero. Sabemos, só de olhar, se eles estão sentindo alegria, raiva, tristeza ou medo.

Sem as emoções não seria possível evoluir. É por isso que os répteis não evoluem, porque não possuem um cérebro emocional.

Aprender a cuidar de nossas emoções, tanto quanto do nosso corpo, poderia aumentar nosso bem-estar e, consequentemente, nossa saúde física e mental.

Como equilibrar razão e emoção

Os pais são os modelos de seus filhos. Por isso é essencial que eles estejam emocionalmente equilibrados, pois a família é a primeira escola de emoções. É com a família que aprendemos a explodir de raiva, de tristeza, de alegria e de medo.

Educar as emoções pode se tornar a chave para a tão sonhada liberdade das pessoas. A escritora e filósofa Elsa Punset nos lembra que “ensinamos as crianças a ler, escrever e a se vestir, mas e as emoções? Quem nos ensina algo sobre elas?”

A educação poderia ir além do aprendizado convencional e educar também do ponto de vista do gerenciamento emocional.

É fundamental ensinar às crianças quais são as 5 emoções dos mamíferos (alegria, medo, raiva, tristeza e asco), qual a função de cada uma delas e como administrá-las quando ultrapassarem os limites do respeito próprio e pelos demais.

Nesse sentido, vale ressaltar que já existem programas específicos em algumas escolas que implementam conteúdos relacionados aos aspectos emocionais.

O professor David Yeager, da Universidade do Texas, observa que “os programas de ensino que contém aprendizagem emocional ajudam os adolescentes a lidar com mais sucesso com os desafios que enfrentam”.

A importância de educar as emoções

As emoções podem sempre ser educadas. Esse é o primeiro passo para equilibrar a razão e a emoção. A proposta é de ensinar as emoções a partir de um nível de consciência mais elevado para que possamos aumentar a compreensão e auto-regular nosso estado emocional constantemente.

As emoções afetam o bem-estar de todas as áreas da vida, a saúde física, o quociente intelectual, a maneira de nos relacionarmos com os outros, como tomamos nossas decisões e inclusive nossa criatividade.

O ser humano é uma unidade. Não se pode separar o funcionamento dos órgãos físicos de nossas sensações internas, principalmente das nossas emoções.

A razão, por sua vez, faz parte de um sistema de pensamento que aparece na mente humana com a ideia de que estávamos separados da Fonte Criadora.

Quando sentimos esta sensação de isolamento e separação, como se nós e a Divindade fôssemos coisas diferentes, passamos a necessitar da sensação de controle para dirigir a nossa vida.

Esta tentativa de controlar as circunstâncias externas demanda posicionamentos que adotamos ao emitir opiniões.

Ao opinar e nos posicionar automaticamente caímos na armadilha de ter que defender estes posicionamentos. E, para isso, necessitamos estar com a razão.

Por que precisamos ter sempre razão?

A razão é uma ideia de que é possível controlar, manipular e vencer com nossas próprias opiniões.

Todos sabemos que cada pessoa possui as suas razões. Mas, se cada um tem suas próprias razões, a pergunta que surge é quem está com a razão?

Está claro que não há uma razão comum a todos e este é o motivo principal dos desentendimentos humanos. Cada um quer impor suas razões aos demais, na tentativa de convencê-los de que a sua razão é melhor e mais sábia.

Alguém já disse que é impossível ser feliz e ter razão ao mesmo tempo. Agora podemos compreender por quê.

A razão nos obriga a defender nossas opiniões e nos impede de ser felizes justamente porque nos coloca em uma praça de guerra de posicionamentos. Desistimos da paz, apenas para estar certos.

A razão escraviza a mente e nos leva a um estado de arrogância sem perceber, sequer estamos conscientes de que desistimos da paz por conta própria.  Assim, permanecemos constantemente aprisionados neste conceito.

Nós temos razão quando estamos calmos e temos razão quando estamos nervosos.

Temos razão quando estamos alegres e também quando estamos tristes.

Temos razão quando falamos e também quando calamos.

Temos razão quando aprovamos e, também temos razão quando desaprovamos.

Temos razão quando estamos certos e, curiosamente, também temos razão quando estamos errados. É por isso que experimentamos esta sensação quando sentimos culpa.

Portanto, o sentimento de culpa é uma manifestação de extrema arrogância, ao contrário do que muitos imaginam como sendo humildade.

Estar com a razão é uma autêntica paranóia, um estresse interminável, uma falta de humildade que não é reconhecida.

Podemos nos dar conta disso e abrir mão deste condicionamento escravizante tomando consciência de que não há nenhuma necessidade de ter razão. Compreendendo que aquilo que chamamos de ter razão é o caminho mais rápido e mais curto para a infelicidade.

Isto não quer dizer que cada um não tenha sua própria opinião, quer dizer apenas que nossa razão é relativa, muitas vezes falsa e ilusória e que não devemos jamais perder a alegria, a paz e a felicidade tentando impor nossa razão aos demais.

Gostou do texto? Então, clique AQUI e curta minha página no Facebook para acompanhar outros conteúdos sobre gerenciamento emocional.

1Comment

Postar Comentário