Epigenética comportamental e a árvore genealógica - Carlos Veiga JR.
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Epigenetica condutual

Epigenética comportamental e a árvore genealógica

Epigenética comportamental e a árvore genealógica

Você sabe o que é Epigenética? Durante muito tempo pensava-se que a herança estava determinada exclusivamente pelos nossos genes e que estes não poderiam mudar, mantendo-se inalteráveis. Chegou-se ao ponto de pensar que nossos genes determinavam nossa conduta e que se nascêssemos com um gene de depressão, estaríamos condenados a sofrê-la.

A epigenética chega para demonstrar que, realmente, acontecem modificações nos genes e que uma das fontes dessas modificações provém do meio ambiente. É importante salientar que o ambiente não se refere simplesmente às condições físicas, como clima, alimentação ou contaminação, mas, também refere-se ao estresse que acumulamos e os estados emocionais que estão por trás dos desafios do nosso dia a dia.

Aqui podemos incluir a maneira como percebemos a vida e tudo que é fruto das nossas crenças e educação. Cada dia fica mais evidente que as emoções produzem em nosso organismo certas reações fisiológicas que acabam tendo consequências patológicas.

Epigenética Comportamental

De acordo com o novo entendimento da epigenética comportamental, as experiências traumáticas dos nossos antepassados deixam “cicatrizes” moleculares codificadas em nosso DNA.

Desde a década de 70, os geneticistas sabem que o núcleo de das células utiliza um componente estrutural das moléculas orgânicas, chamado radical metil, para saber o que cada informação genética fará. Basicamente, o radical metila funciona como um interruptor que ativa ou desativa uma determinada informação que faz parte do DNA.

Estes grupos metil operam nas proteínas chamadas histonas que são as responsáveis por “torcer” a molécula do código genético, porém, não fazem parte dele. Não são fenômenos genéticos, ocorrem propriamente ao redor do DNA como se fossem um resíduo molecular agarrado ao nosso andaime genético. 

Embora o DNA continue sendo o mesmo, determinados genes são ativados e outros desativados. Evidenciou-se que isto determina as tendências psicológicas e comportamentais que vão se transmitindo de geração em geração, tanto as boas experiências, como as más. É a sabedoria da mãe natureza que visa não perder nenhuma informação que sirva mais adiante, como uma forma de proteção.  

Isso significa que não herdamos somente o quadril largo da nossa avó, mas também a sua predisposição à depressão por causa do abandono de seus pais que sofreu quando nasceu, ou quando seu marido a deixou.

Por outro lado, se ela foi uma filha muito desejada e amada, você pode estar desfrutando desse recurso em sua vida. Os mecanismos da epigenética comportamental se aplicam tanto para os déficits e debilidades assim como os pontos fortes e recursos positivos.

E o que isso tem a ver com o estudo da Árvore Genealógica?

Cada árvore genealógica é uma fonte de informação acumulada ao longo de gerações. Esta informação, como a energia, não se cria nem se destrói, apenas se transforma.

A vergonha e a culpa dos nossos antepassados são sentimentos muito tóxicos que podem nos influenciar. O sentimento de culpa fica no subconsciente, ainda que não tenhamos sido autores de atos vergonhosos de nossos antepassados. Podemos e devemos contar aos nossos filhos com clareza quem foram seus antepassados para que possam viver suas próprias vidas sem ser manipulados pelo inconsciente familiar.

No Gerenciamento BioEmocional, sabemos que quando um cliente apresenta um conflito determinado, há uma ressonância em sua árvore genealógica relacionada com este evento. O tipo de experiência que a pessoa está vivendo é um eco de una informação presente em seu clã.

Em consulta, é importante que o cliente conheça as histórias de seus antepassados. Ao conhecer as histórias e as experiências dos que nos antecederam podemos transcender dita informação, libertar-nos de programas ancestrais, e liberar nossos descendentes. A verdade sempre liberta.

Agora que sabemos como herdamos dramas, traumas e experiências dos nossos antepassados, o estudo Transgeracional ou Árvore Genealógica passa a ser uma ferramenta valiosa para descobrir ou identificar quais programas tóxicos herdados se manifestam em nossa vida como sintomas físicos ou disfunções comportamentais.

Ao estudar a árvore genealógica, descobrimos para que herdamos determinados padrões e isto nos permite compreender o sentido do que nos acontece. Essa compreensão nos conduz a um estado mental onde conseguimos estabelecer novas conexões neuronais, dando novos significados às experiências, fazendo uma espécie de “reset”, e liberando-nos daquilo que parecia ser nosso único destino.

 

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