Endometriose: conflitos emocionais que influenciam no seu surgimento - Carlos Veiga JR.
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endometriose

Endometriose: conflitos emocionais que influenciam no seu surgimento

A Endometriose é uma afecção inflamatória onde o tecido do endométrio cresce em outras regiões do corpo, causando dor, sangramento irregular e possível infertilidade.

Para quem não sabe, o endométrio é a mucosa que recobre o interior do útero, sendo nossa primeira casa, nosso primeiro território. Sua função é dar abrigo e comida à criança durante a gestação.

Logo, sua função biológica vai da concepção ao parto. Conseqüentemente, os conflitos emocionais, por trás do sintoma, incluem essas etapas.

Para compreender o sentido biológico deste sintoma, precisamos olhar a simbologia do significado do útero para a mulher. É o que faremos neste artigo.

O que é a Endometriose

Endometriose é um aparecimento da mucosa do útero ou do endométrio em outros locais do corpo sobretudo nos ovários, na cavidade pélvica, nos ligamentos uterinos, na bexiga e nos intestinos.

Como sabemos, o útero é a nossa primeira casa, é onde o óvulo vai se implantar, onde a vida vai começar.

Então, quando o Endométrio, que recobre o útero, resolve sair e se implantar em outro lugar, que sentido biológico isso pode ter?

Se o útero é a nossa primeira casa, então o sentido biológico disso pode ser mudar de casa, procurar outra casa, fugir dessa casa, encontrar outro lugar.

É claro que nem todas as mulheres que desenvolvem Endometriose vão estar nestes conflitos.

Mas precisamos investigar detalhadamente a vida o ambiente emocional de uma pessoa para dizer realmente qual é a origem do conflito

Mas se nós temos uma estatística que nos diz que numa imensa maioria das vezes é isso ocorre assim então por que não dar essa informação para que as próprias mulheres comecem a olhar para si e se autoindagarem se estão vivendo isso, se a sua mãe ou sua avó viveram isso.

Talvez tenha vivido isso quando minha mão estava no ventre dela.

Será que minha mãe, quando me concebeu, vivia em uma ambiente emocional parecido com isso?

E eu também estou vivendo em um ambiente emocional semelhante?

E aí você pode ir se questionando para verificar se isso se encaixa com seu momento atual.

Por certo, isso vai ser impactante para muitas mulheres que lerem esse texto, porque perceberão que se encontram nesse ambiente, muitas vão se reconhecer envolvidas nesse tipo de conflitos.

Quais conflitos emocionais podem estar ligados ao sintoma?

A grande maioria dos conflitos envolvendo Endometriose tem uma conotação ligada à reprodução. Portanto, se você está vivendo esse sintoma físico, precisa pensar no que está ocorrendo na sua mente que diz respeito à reprodução humana, a gerar uma criança, ou seja, à gestação.

Esse é o tema principal da Endometriose.

Alguns tipos de pensamentos podem estar envolvidos com isso podem ser

Eu quero muito ser mãe, mas tenho medo do parto, não sei o que pode acontecer comigo no parto. Têm mulheres que morrem no parto e eu não quero morrer no parto.

Esse tipo de pensamento faz com que o inconsciente biológico tome uma decisão do tipo vamos mudar de lugar para ver se esse medo acaba, porque ele pode estar ligado à esse lugar.

Pode ser que onde você more não tenha assistência média, ou você não está confortável, não conhece nenhuma Doula, e surge o medo do que pode acontecer na hora do parto.

Outra coisa que pode estar envolvida com a Endometriose é o medo da própria gravidez. Muitas mulheres têm medo de engravidar, pode diversas razões.

Por exemplo, não saber o que pode acontecer com ela ou o que pode acontecer com seu corpo.

Já tivemos casos de mulheres que desenvolvem a Endometriose após um tumor de ovário. Quando um cisto se destrói, aparece uma Endometriose.

Às vezes, ela sai do útero e envolve um ovário, quando acontece isso o conflito pode estar relacionado com a urgência em engravidar.

A mulher vive pensando “tenho que engravidar rapidamente”, seja por questões financeiras, ou porque vai mudar de país, ou porque o meu seguro saúde vai acabar, ou porque sente que está ficando velha demais.

Investigando o sentido biológico da doença

Todo sintoma físico tem um sentido biológico, ou seja, não aparece nenhum sintoma físico sem um para que.

A natureza tem solução para qualquer conflito, porque tudo já foi experimentado por ela, já passou por todos os conflitos, resolveu todos eles.

O que acontece é que a natureza já sabe como dar a solução e essa solução não é racional.

Quando o inconsciente biológico entra em cena, é para resolver uma coisa que o consciente não conseguiu resolver.

Eu estou vivendo um conflito, esse conflito se repete na minha mente e eu não consigo encontrar a solução racional.

Por exemplo, estou vivendo na casa da minha sogra e ela me incomoda, não sinto confiança no meu marido, não sinto confiança no meu sogro, não sinto confiança na minha sogra, aqui eu não vou engravidar.

Aqui eu não vou engravidar, aqui eu não quero engravidar, aqui eu não posso engravidar.

E eu fico repetindo esses pensamentos, e o conflito não sai da minha mente.

O inconsciente, então, resolve dar uma solução, já que o consciente não está conseguindo resolver. Não será uma solução racional, mas será uma solução biológica.

Logo, o sentido biológico da Endometriose é que há de se conceber a qualquer custo, ou seja, tenho que engravidar.

E se a mulher não está no local adequado no momento, ocorre a migração do endométrio para outro local como se dissesse vou buscar outro local mais adequado.

Onde eu vou encontrar o local para minha primeira casa?

E isso, muitas vezes está ligado a uma memória que esse útero tem de abortos. Então, para o inconsciente aquele local não é uma casa adequada, porque porque ali a gravidez não vai para frente.

Essa memória de abortos pode fazer com que o inconsciente entre com a sua solução biológica, por considerar que aquela casa é perigosa.

Sempre ressaltando que a solução não é racional, a solução é biológica, ou seja, é a lógica da biologia e não a lógica da mente, ou da psique.

Esse ambiente é hostil

Muitas vezes, está ligado a uma sensação de fuga que a pessoa tem, tipo, esse ambiente é hostil e eu preciso fugir daqui, isso aqui não é lugar para gerar uma criança.

Me sinto mal aqui, existem ameaças à minha integridade física ou moral, ameaças à minha própria cria, enfim, não me sinto segura nesse lugar.

Também pode se relacionar com a marcação de território, quando a mulher sente que aquele território não é dela.

Por exemplo, ela pode morar em um apartamento alugado e ela só se sentiria segura se o apartamento fosse dela, porque a mãe viveu migrando de casa em casa, por nunca ter tido um imóvel próprio.

E a mulher traz essa memória da mãe, já que foi concebida com a mãe sempre se mudando, viajando de um lugar para outro. E essa mãe pode conceber uma menina que, no futuro, terá Endometriose.

E o sintoma poderá aparecer, por exemplo, por cima da bexiga, porque os animais marcam território com a urina, certo?!

Portanto, se a mulher não consegue marcar aquele território como sendo dela, por ser um lugar alugado ou por estar no nome de outra pessoa, ela pode sentir uma urgência em se mudar, porque ali não é adequado nem seguro.

O papel dos antepassados

O conflito pode ocorrer na geração da mulher que está vivendo a Endometriose ou essa informação pode ter sido marcada no seu inconsciente durante o projeto sentido gestacional, que é o momento onde essa mulher ainda estava no útero da mãe ou da avó materna.

Lembrando que, quando sua mãe ainda era um bebê dentro da sua avó, ela já tinha um óvulo com o seu nome, portanto, todos nós já estivemos na barriga da nossa avó materna, sendo expostos ao ambiente emocional e às circunstâncias vividas por ela.

Minha avó pode nunca ter tido uma casa própria, tendo vivido na casa da sogra ou de aluguel a vida inteira e nunca desenvolveu Endometriose.

Mas, se ela viveu isso como um drama, essa memória vai passando de geração em geração, até que uma geração põe para fora e o drama vai ter que ser resolvido.

A ideia é transcender essa informação, percebendo que isso que você considera um problema é você mesma que está projetando.

Você está vivendo isso de forma conflituosa, relacionada com a maneira que você interpreta a situação.

Para resolver, você precisa transformar o que você está passando em uma experiência de aprendizado para liberar as gerações anteriores, seus antepassados e, principalmente, liberar seus descendentes.

Existe uma outra saída que é rejeitar o que te incomoda, mas essa não funciona nunca.

Quando você faz isso, o Universo te dá outra coisa para resolver e deixa essa informação para as gerações seguintes resolverem. Daí que surgem as repetições dos sintomas e circunstâncias dentro da mesma família.

Sintomas físicos são multifatoriais

Para concluir, gostaria de frisar que os sintomas físicos são multifatoriais. O Gerenciamento BioEmocional não substitui nenhum tratamento médico, ele vem para complementar.

Nós precisamos e nos apoiamos na medicina convencional porque precisamos de bons diagnósticos e bons exames complementares. Quanto mais preciso for o diagnóstico, quanto mais preciso foi o exame complementar, mais fácil é achar a origem do conflito.

É importante deixar sempre bem claro que algumas pessoas que usam o Gerenciamento Bioemocional se curam de sintomas físicos e outras pessoas não se curam, portanto, quem cura é a própria pessoa, não é o Gerenciamento Bioemocional.

O que nós fazemos é dar ferramentas para que você possa encontrar um caminho de mudança de percepção.

A chave é a tomada de consciência, é a mudança de percepção de que aquilo que eu via fora de mim, como sendo a causa do meu mal, agora eu compreendo ser uma projeção do meu Eu Consciente e quem tem que mudar sou eu.

Nosso objetivo não é impor, mas informar que tipo de conflito pode estar provocando um sintoma físico e, através deste esclarecimento, facilitar a tomada de consciência da pessoa para que ela mesma ative sua cura.

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