Podemos usar as emoções a nosso favor - Carlos Veiga JR.
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como usar as emoções a nosso favor

Podemos usar as emoções a nosso favor

Posso usar as emoções a meu favor

Como podemos usar as emoções a nosso favor? Todos somos governados por emoções e estas são impulsos que nos levam a ação. Sem as emoções sequer nos moveríamos, além do que seria impossível recordar qualquer coisa. Mas, como não ficar apenas reagindo a elas?

O que não emociona não fica guardado na memória, razão pela qual quando revivemos uma emoção revivemos automaticamente a memória dos fatos ligados a ela. A emoção traz a recordação!

Você pode usar as emoções a seu favor e tirar proveito ao invés de ser refém delas. No entanto, para alcançar este objetivo é necessário treinar a inteligência emocional, que é a capacidade de ser consciente dos próprios estados emocionais e dos estados emocionais dos demais.

Alguém poderia dizer que é fácil detectar os estados emocionais, mas a verdade é que isto não é tão fácil assim.

Frequentemente, quando nos damos conta do nosso estado emocional já estamos  aprisionados por eles, já não podemos voltar atrás e logo surgem os arrependimentos.

O primeiro passo para usar as emoções a nosso favor é saber de que estamos falando. Portanto, quais são as nossas emoções básicas?

As 5 emoções universais

O autor e pesquisador Paul Eckman descobriu que existem 5 emoções universais,  que até mesmo indivíduos de tribos que nunca tiveram contato com outros humanos, expressadas por meio de micro expressões faciais.

São elas: alegria, raiva, tristeza, medo e asco.

Estas emoções são próprias de todos os mamíferos, não sendo exclusividade dos seres humanos. Entretanto, aqui falaremos apenas de quatro, visto que, a alegria todos sabemos usar a nosso favor, certo?!

Neste texto eu esclareço, detalhadamente, as demais emoções, falando sobre sua função e razão de ser.

Outro ponto importante para aprender a usar as emoções a nosso favor é saber empatizar com os demais, tomando consciência do estado emocional da pessoa com a qual estamos nos relacionando naquele momento.

Isto facilitará nossa comunicação, além de nos tornar mais eficientes e rápidos no dia a dia.

Quando somos conscientes dos estados emocionais da pessoa que temos diante de nós a chance de começar um conflito diminui muito, porque a comunicação se torna mais fluida e os mal entendidos vão diminuindo.

Antonio Damásio nos explica que as emoções são necessidades biológicas não satisfeitas.

Há outra coisa que devemos saber quando estamos falando de emoções. Há emoções racionais e viscerais. As racionais são aqueles que explicamos, enquanto as viscerais são aquelas que saem sem controle, como impulsos primitivos. Isso pode ocorrer com estímulos que podem ser muito sutis como uma imagem, um cheiro ou um simples pensamento, sem que haja uma ameaça real.

Inteligência Emocional para usar as emoções a nosso favor

Daniel Goleman em seu livro “Inteligência Emocional” diz que para determinar o êxito de uma pessoa no futuro, diante dos problemas da vida e da carreira, o coeficiente de inteligência não será o fator mais importante.

Segundo ele, uma pessoa pode ser muito inteligente a nível intelectual e, ainda assim, muito débil a nível de inteligência emocional, fazendo com que não obtenha o sucesso que espera na vida.

Desenvolver a inteligência emocional é mais que saudável, é altamente recomendável e essencial se quisermos usar as emoções a nosso favor.

É muito importante saber gerenciar o estresse que surge quando, por exemplo, há pressa para terminar um trabalho, um projeto, ou uma situação familiar. Aqui é onde a inteligência emocional fala mais alto, é o que pode determinar a diferença entre nosso sucesso ou fracasso.

O Gerenciamento BioEmocional (GBE) é um método que tem suas bases justamente na identificação dos estados emocionais que estão determinando nossa forma de pensar e agir inconscientemente.

Ele nos leva a um estado de compreensão do “PARA QUE” estamos experimentando cada emoção.

O GBE se dedica a ensinar a Consciência de Unidade que significa estar consciente de que nada acontece por casualidade, que sempre estamos frente a nós mesmos e que aquilo que não gostamos dos demais tem a ver diretamente conosco.

Isto por si só, já é um milagre.

A Consciência de Unidade é o diferencial entre este método e as outras escolas que também ensinam a autoindagação como forma de gerenciar as emoções.

Ensinamos as pessoas a converterem-se em observadores de si mesmo, treinando um “eu observador” que presta atenção a um “eu confuso” colocando uma distância segura entre estes dois aspectos da mente.

Isso é feito criando um espaço-tempo entre os impulsos emocionais incontroláveis e a expressão das ações que surgem deles.

É importante compreender porque há situações que nos estressam e outras não, e como isto está relacionado com nossas programações inconscientes.

Isto permite se perguntar de onde partiram estes impulsos e que programação inconsciente está determinando esta forma de reação em certas circunstâncias.

Além disso, também permite ter a capacidade de mudar este impulso e expressar outro tipo de reação que nos permita uma forma mais eficiente de comunicação, sendo mais assertivos e transparentes sem desrespeitar a opinião dos demais.

Tome consciência das suas emoções

Um passo fundamental para você usar as emoções a seu favor é tomar consciência delas. E, para isso, você precisará exercitar a autoindagação. Ela nos ensina a prestar atenção aos nossos sinais corporais, a estar alerta aos impulsos emocionais, construir um espaço de tempo entre o impulso e a ação, evitar o julgamento, buscar sempre a compreensão, saber relacionar a emoção com cada entorno.

A semente de todo impulso é um sentimento expansivo que busca expressar-se em forma de ação. Este impulso não chega a ser um problema, o problema surge quando nos sentimos prisioneiros deste impulso, é aí que reagimos de forma exagerada e em seguida nos arrependemos.

E ficamos pensando: “Como pude dizer isto?” “Como pude fazer aquilo?”

Quando isto ocorre é a própria expressão da sombra que está reprimida no inconsciente e que sai em forma de um ataque de raiva muitas vezes surpreendendo os que estão ao redor.

As pessoas que tem pouca inteligência emocional demonstram facilidade de falar do outro como sendo a causa de seu problema, demonstrando sua rigidez mental ou inflexibilidade.

Ao nos tornarmos conscientes já não necessitamos culpar, julgar ou jogar o jogo do vitimismo.

Aí está a chave para usar as emoções a nosso favor, permitindo observar nossos erros sem juízos de valor e pouco a pouco ir aprendendo a criar este espaço de observação das reações emocionais e dos impulsos condenatórios.

A princípio pode parecer difícil, mas, com a prática nos tornamos observadores neutros das coisas que nos ocorrem, conseguindo ser muito mais diplomáticos e calmos, usando a gentileza e a delicadeza associadas a paciência e a honestidade.

A ciência nos explica que cada vez que fazemos isso, nossa racionalidade para nos adaptar a situações de estresse são fortalecidas.

Vamos adquirindo o hábito de enfrentar as situações que antes nos davam medo, raiva, tristeza e asco. Assim, conseguimos superar os estados de ansiedade, não se deixando levar pelas críticas, sabendo tirar a parte positiva delas, dar a volta a situações desvantajosas.

Em cada situação que vivemos, devemos tentar aprender, nos conscientizando que sempre estamos nos projetando nos outros, o que nos permite conhecer a nós mesmos.

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