Para alcançar a elevação da consciência você não precisa renunciar a nada - Carlos Veiga JR.
1350
post-template-default,single,single-post,postid-1350,single-format-standard,woocommerce-no-js,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,qode_grid_1300,columns-4,qode-theme-ver-13.9,qode-theme-bridge,wpb-js-composer js-comp-ver-5.4.7,vc_responsive
elevação da consciência

Para alcançar a elevação da consciência você não precisa renunciar a nada

Todos nós queremos ser felizes, mas, para que isso ocorra você precisa investir na elevação da consciência. Isso não é intuitivo, visto que, geralmente, associamos que a felicidade acontecerá sempre que tenhamos isto ou aquilo, quando estivermos próximos a esta ou aquela pessoa, ou quando encontrarmos as condições que consideramos essenciais, seja do ponto de vista financeiro, familiar, laboral ou amoroso.

Se nossa felicidade dependesse de soltar tudo, absolutamente tudo, ficando temporariamente sem problemas, apegos, dependências, sensações de vítimas ou de salvadores.

Vamos falar sobre isso neste artigo. Continue lendo para saber mais.

Como alcançar a elevação da Consciência

Quantos de nós realmente estaríamos dispostos a ser felizes? Esta é a pergunta feita por Anthony de Mello (Bombaim, 1931 New York, 1987), um padre jesuíta cujas obras são, em muitos casos, transcrições de conversas nas quais ele difundia sua particular fusão das tradições orientais e ocidentais, sempre convidando para o despertar da consciência.

No texto “Despertar” título original “Awake” ele propõe escutar a partir do coração para entender que nós mesmos somos a felicidade que buscamos.

Para despertar, a primeira coisa que podemos compreender é que não queremos despertar.

Conscientemente pode ser que queiramos sim, mas inconscientemente não, há muita resistência, muito medo à mudança e ao desconhecido. A elevação da consciência pressupõe a quebra desta programação inconsciente.

Igualmente para ser felizes devemos assumir nossa própria resistência à felicidade.

Sem dúvida, nem para elevação da consciência nem para ser felizes temos que renunciar a nada.

“Quando você renuncia a algo, fica ligado a este algo para sempre”.

Foi o que disse Carl G. Jung, ou seja, o que aceitamos nos liberta e o que resistimos nos submete.

Quando lutamos contra alguma coisa, ficamos presos a esta coisa. Lutar contra algo é dar-lhe poder, o campo quântico de informação universal reconhece o foco da nossa atenção e manifesta-se, materializando a experiência, sem julgar se é o que desejamos ou não.

A única maneira de sair deste ciclo vicioso é transcender.

E transcender é olhar através da coisa sem renunciar a ela, compreendendo seu verdadeiro valor, porque tudo tem valor, todas as experiências no plano terrestre são de aprendizado.

Com este simples ato de escutar sem julgar ou emitir opinião o pensamento escravizante perde força, entretanto se isto não for visto assim seguiremos hipnotizados acreditando que sem determinada coisa ou pessoa, não seremos felizes, perpetuando nosso estado de sonolência.

É inútil renunciar a algo como forma de sacrifício

Na verdade o sacrifício não se presta a elevação da consciência, não se presta mesmo a nada, a não ser seguir com os sentimentos de culpa e vitimismo, acreditando que há um Deus castigador que está muito, mas muito zangado conosco, um senhor de barbas brancas, sentado em uma nuvem, com um chicote nas mãos, esperando uma patinada de seus filhos sagrados para mandá-los às penas eternas no inferno.

Este não é um Deus amor, este é uma falsa criação humana de característica religiosa para controlar as massas, aliás muito bem sucedida, diga-se de passagem, temos um medo de Deus que nos pelamos.

Sabemos que há pessoas que chegam ao despertar depois de um longo caminho de sofrimento, todavia isto não precisa ser assim, podemos despertar tomando consciência da nossa verdadeira essência, aos poucos e paulatinamente construindo nossa verdadeira identidade sem forma.

Não somos corpo nem mente, somos consciência em estado evolutivo, pura divindade.

Neste mundo em que escolhemos viver é impossível livrar-se da dor (física, mental ou emocional), ela sempre aparecerá como oportunidade de aprendizado por ser inerente à condição humana, entretanto o sofrimento é uma escolha que não necessitamos, é um caminhar nesta vida como sonâmbulos, repetindo histórias familiares inconscientemente.

O que estamos propondo é um caminho mais curto e fácil para chegar a uma atitude de abertura mental na qual cada indivíduo percebe a si mesmo como estando disposto a descobrir algo novo.

Anthony De Mello, nos diz: “A única coisa que posso fazer é ajudar-lhe a desaprender. É disso que tratamos no que diz respeito a aprendizagem espiritual: desaprender, desaprender quase tudo o que nos ensinaram. Despertar é estar disposto a desaprender e a saber escutar o novo.

Como se aprende a escutar?

A primeira coisa para aprender a escutar é a auto observação. Observe a si mesmo enquanto escuta, há um silêncio interior? uma atenção plena? Uma vontade genuína de ouvir? ou há uma voz na cabeça que está criando uma resposta automática?

Sabemos por experiência de alguns autores que a capacidade de ouvir está diretamente ligada ao tempo de resposta do interlocutor, ou seja, quanto tempo há de silêncio entre o que foi dito e a resposta que vem em seguida.

Em muitos casos este tempo é zero, neste caso, escutamos mais não ouvimos.

Estávamos apenas esperando educadamente que o outro terminasse seu discurso para entrar com nossa “verdade”, nossa opinião, ou nossas justificativas, ainda que não tenhamos nenhuma garantia de que nossas opiniões ou desculpas sejam válidas.

Há casos ainda mais estranhos, nos quais o tempo entre os interlocutores é negativo, ou seja, inicia-se a fala antes mesmo que o outro tenha terminado a dele.

Nestes casos, não só não havia intenção de ouvir como o que estava sendo dito já estava sendo percebido e interpretado como não tendo absolutamente nenhum valor.

Há autores que dizem que raciocinar serve apenas para buscar argumentos que consolidem a nossa razão pessoal.

A escuta verdadeira para elevação da Consciência

A escuta verdadeira não tem nada a ver com raciocínio nem com a lógica, tem a ver com respeito a si mesmo e ao próximo. Podemos concordar ou discordar do que está sendo dito, mas nunca invalidar através da nossa perspectiva individual.

Os diálogos servem para expandir consciência não para tentar fazer com que o outro passe a nos dar razão. Tentar convencer os demais é proselitismo que fazemos diariamente sem nos dar conta.

Se escutamos para comprovar nossos próprios pensamentos podemos inclusive perceber as sensações físicas que surgem frente as palavras do outro.

Quando ouvimos palavras com as que estamos de acordo sentiremos paz e harmonia, porém, se não estivermos de acordo serão de raiva, impaciência, perturbação e perplexidade.

Isto é assumir que não queremos nada novo, sequer queremos escutar o novo porque além de nos dar medo, interpretamos muitas vezes como um ataque pessoal como se estivéssemos frente a um inimigo.

Se aprendermos a escutar as palavras do outro, aceitando-as sem ter que acreditar nelas, observando-as em contraste com nosso sistema de crenças, colocando-as em dúvida desde uma atitude de abertura, estaremos dando o primeiro passo para o despertar.

Sabemos que todos temos fé, e muita, a diferença é que uns a colocam em umas coisas e outros em outras, portanto não se trata de ter fé e sim de onde colocá-la. Para saber onde cada um coloca sua fé é suficiente observar o que nos ocorre diariamente, ali está nossa fé.

O que nos ocorre é fruto daquilo em que acreditamos com fervor, não importando se é o que desejamos ou não, é apenas o que acreditamos, caso contrário não aconteceria. Se prestássemos atenção a isso, ficaríamos assombrados em perceber quanta fé temos, e onde a colocamos.

Nossos conflitos começam quando desejamos que as coisas sejam diferentes, quando gostaríamos que elas fossem como gostaríamos que fossem, esquecendo que os desejos nos amarram ao sofrimento.

Podemos aprender a ficar quietos, a soltar a ansiedade de controlar tudo que acontece ao nosso redor, descobrindo com alegria e entusiasmos que as coisas são como são, independente da nossa intervenção.

Ficar quietos é deixar de criar obstáculos ao que a vida tem à nos oferecer, criando as condições para recordar que todos nós sem exceção, não só pertencemos à mesma Fonte, senão que somos parte dela.

“Uma abertura à verdade, sem importar as consequências, sem importar a onde possa levar. Isso é fé, não crença, fé”

Anthony de Mello

3 Comentários
  • Maria Carneiro
    Postado às 19:46h, 17 julho Responder

    E quando eu quero algo e faço por onde as coisas que quero ou desejo acontecerem. E se isso repercute na vida, família, estou mudando a realidade, estou distorcendo? Ou se eu fiz, seja lá o que for, tragam as consequências que trouxerem. Existe certo ou errado nisso? (Pode me dar nota zero, mas não me suspenda,.. ainda tenho muito o que compreender!)

  • María de Lourdes Cupertino
    Postado às 08:15h, 22 julho Responder

    Maravilhosa essa matéria.👏👏👏

    • Carlos Veiga Jr.
      Postado às 08:49h, 17 agosto Responder

      Muito obrigado Maria. Fico feliz que tenha gostado.

Postar Comentário