Crise de Ansiedade: como usar a seu favor - Carlos Veiga JR.
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crise de ansiedade

Crise de Ansiedade: como usar a seu favor

O uso consciente da crise de ansiedade

A crise de ansiedade é uma etiqueta, um rótulo que se coloca a toda uma série de sensações físicas, sentimentos e emoções.

Já sabemos que os sintomas físicos, os sentimentos e as emoções são como mensageiros que batem à nossa porta para nos trazer uma mensagem de autoconhecimento, então poderíamos perguntar: a crise de ansiedade é má ou é boa?

Porque afinal, a crise de ansiedade também é um mensageiro tentando nos avisar de algo.

Como funciona o mecanismo da crise de ansiedade

A princípio, a crise de ansiedade é um recurso de adaptação evolutiva, porque sem ela estaríamos todos mortos.

A ansiedade ativa nossa mente e nosso corpo diante de circunstâncias de estresse, sem este recurso adaptativo estaríamos correndo perigo.

Por exemplo, quando viajamos a um país diferente, um lugar que não conhecemos se ativam todos os alertas do nosso inconsciente biológico.

Percebemos que ficamos muito mais sensíveis ao entorno, mais vigilantes ao que pode nos acontecer, é automático e ocorre a todos sem distinção.

Está claro que este é um estado de combater a ansiedade pode nos proteger de duas formas bastante primitivas que são: fugir ou atacar.

Portanto, a ansiedade é uma adaptação biológica que tem sua finalidade quando nos encontramos em uma situação de estresse, quando percebemos algum perigo ou insegurança.

Quando falamos da Síndrome de ansiedade, coisa muito comum nos dias de hoje, estamos tratando de uma percepção de sobrevivência muito exagerada.

Vou dar outro exemplo.

Quando percebemos que esquecemos o celular em casa, temos uma sensação de que estamos em perigo, nos dispara a crise de ansiedade, não poderemos nos comunicar se algo nos acontecer, não conseguiremos fazer o precisamos fazer porque não temos os contatos, não poderemos ser encontrados por alguém que esperamos que nos encontre.

Estamos isolados e sem comunicação e imediatamente um drama se instala na mente, porque estamos correndo riscos, o perigo passa a ser iminente, o estresse é grande e a ansiedade toma conta do corpo.

Eu sou de uma época em os telefones eram fixos e tinham apenas 4 dígitos, minha mãe em sua época falava em telefones cujos números só possuíam 2 dígitos e poucas casas tinham este privilégio.
Não havia estresse em sair de casa sem telefone, todos estavam adaptados a estas circunstâncias, ninguém experimentava um ataque de ansiedade por sair de casa sem telefone.

Hoje em dia o celular se converteu em um meio de sobrevivência.

Nos adaptamos a certas coisas e quando uma delas nos falta nos dispara um alerta.

Se saio sem meu celular, estou em perigo!

Estamos totalmente adaptados ao celular.

Podemos imaginar até que ponto um celular nos pode tirar de um apuro, e também nos ocorre como a falta dele pode nos colocar situações difíceis e complicadas.

Este é um exemplo muito claro do que significa ter uma ansiedade adaptativa. Me adaptei a ter alguns recursos e quando não os tenho me sinto em perigo.

A ansiedade é um recurso biológico

Portanto, a ansiedade é um recurso biológico que nos avisa de que estamos em perigo, real ou simbólico, é quando se disparam estes alarmes.

Os grandes especialistas nos explicam que a crise de ansiedade é um bloqueio entre nosso cérebro cognitivo e nosso cérebro visceral ou biológico, é como se houvesse um colapso da comunicação entre eles.

A pessoa vive uma situação de estresse e fica imobilizada, não se sente capaz de decidir se foge ou ataca, fica bloqueada no movimento de ataque/fuga e a mente não consegue processar esta situação.

Estas circunstâncias podem desembocar em ciclos repetitivos até se tornar um curto-circuito no sistema nervoso que se diagnostica como um ataque de pânico.

Diante das sensações físicas de um ataque de ansiedade permanecemos imóveis, não sabemos o que fazer ou a onde ir e isto tem muito a ver com informações condicionadas que herdamos de nossos pais.

A ansiedade passada pelos nossos ancestrais

Recebemos estas informações em momentos muito importantes da vida, por exemplo: quando ainda estávamos no ventre de nossas mães, quando ainda éramos crianças muito pequenas, na adolescência e durante os eventos traumáticos da vida adulta.

Uma outra fonte de informação que chega a nós são os eventos traumáticos vividos pelos nossos antepassados, nosso inconsciente não perde absolutamente nada, guarda até os mínimos detalhes porque qualquer coisa pode servir para salvaguardar a vida.

Nos momentos em que o inconsciente reconhece uma situação de perigo, esta energia que se encontra estocada necessita expressar-se e normalmente o faz através das metáforas e metonímias.

As metáforas sempre tem a ver com situações semelhantes.

Ex: se você foi assaltado em uma rua estreita, escura por um homem alto e careca, isto fica gravado em termos emocionais para que o inconsciente possa utilizar em circunstâncias semelhantes.

Se você estiver passando por alguma rua que se pareça com aquela o inconsciente irá gerar uma situação de ansiedade como aviso de perigo, é um recurso de defesa extraordinário da natureza.

Você pode nem se lembrar de nada, estar passeando tranquila com suas amigas e não estar fazendo nenhuma associação consciente, mas o inconsciente reconhece algo ali e usa a metáfora para liberar a carga emocional de um estresse já experimentado.

A metonímia por sua vez é a outra forma que o inconsciente usa para liberar esta energia congelada. A metonímia está relacionada com a relação de causa-efeito.

Vamos dar um exemplo:

Uma pessoa tem problemas de relacionamento com seu pai que sempre foi um homem muito violento, e ele fuma. O inconsciente faz uma relação de causa-efeito e pode disparar um ataque de ansiedade ao sentir o cheiro do tabaco.

A pessoa pode estar em uma situação calma e livre de estresse e sentir-se ansiosa sem explicação. A simples observação de alguém fumando ou o cheiro da fumaça é o suficiente para começar a se sentir mal.

Nosso inconsciente biológico está se adaptando na superfície da Terra há milhões de anos e tem solução para absolutamente tudo.

Frente a situações de perigo real ou simbólico podemos ter um desmaio que também é uma solução adaptativa.

É como fazer-se de morto, que é um recurso que tem funcionado muito bem, ao longo da evolução, a chamada “síndrome da foca” que se faz de morta para não ser comida pelas baleias. As baleias não comem nada que não esteja vivo.

Muitos homens também utilizaram este recurso com sucesso em guerras para não serem assassinados.

A ansiedade motivada por eventos traumáticos

Estamos lidando com situações traumáticas e, portanto, precisamos definir o que é o trauma.

Segundo Peter Levine o trauma é uma grande contração do corpo que leva a uma fragmentação ou dissociação de partes fisiológicas como sensações, reações físicas, imagens, emoções e pensamentos, com um armazenamento de energia de sobrevivência não descarregada que excitam constantemente o sistema nervoso.

É algo que está em ebulição esperando por uma válvula de descarga, uma saída, e quando encontra as condições ideais se expressa em forma de ansiedade, por vezes de forma desajeitada e primitiva porque vem do inconsciente.

A ansiedade é como uma “pequena morte”. Diante de um ataque de ansiedade as pessoas se assustam muito e tem a clara sensação de que vão morrer, ou pensam que estão morrendo, os relatos são muito parecidos.

Então já temos bem claro que a ansiedade é uma função adaptativa, um excesso de energia de sobrevivência acumulado por traumas experimentados por nós ou herdados de nossos antepassados, então vamos observá-la desde este ponto de vista e descobrir como experimentá-la de forma consciente e liberá-la.

Essa é uma das formas de combater a ansiedade, justamente entendendo todo este mecanismo de reação inconsciente.

A ansiedade no âmbito familiar

E quais são os cenários onde podemos encontrar com mais facilidade estes traumas?

Brigas em família, doenças, ambiente escolar, ambiente de trabalho, e acidentes. Nestas circunstâncias as pessoas podem se encontrar paralisadas em situações de ataque/fuga sem saber o que fazer.

No trabalho, por exemplo, criamos muitas situações de ansiedade. Por exemplo: se estamos atrasados e vamos chegar tarde, ou porque estamos presos no trânsito, ou porque saímos tarde de casa.

Se dispara a ansiedade porque imaginamos que estamos correndo risco de ser advertidos ou dispensados. Nos encontramos presos dentro de um veículo sem poder fazer nada, não podemos lutar nem fugir.

Outro exemplo de ansiedade acontece quando um pai ou uma mãe estão indo buscar os filhos na escola e de repente se veem parados em um congestionamento. Cria-se uma situação de ansiedade porque a escola vai fechar e não sabemos o que vai acontecer com nosso filho, não há o que fazer, estamos bloqueados em relação ao movimento.

Outro cenário onde aparece a ansiedade com muita frequência é o vínculo social ou familiar, podemos dizer que é aqui que encontramos estas circunstâncias de forma brutal.

As pessoas suportam situações familiares intolerantes, vendo e ouvindo coisas que não desejam por muitos anos e se sentem obrigadas a aguentar.

O condicionamento mental chega a tal ponto em que alguém vai à casa da sogra em uma situação de ansiedade e jamais se pergunta: Para que está indo a um lugar onde não deseja?

Experimenta o medo do que vai acontecer se for autêntica e sincera com o marido. Será que ele vai se chatear comigo? E o que é que vão falar de mim?

O que fazer para combater a ansiedade

Quando uma pessoa vive este tipo de circunstancias uma das coisas que pode fazer é usar a imaginação para sair do bloqueio mental e da sensação de imobilismo usando uma saída cognitiva que pode ser escutar uma música no rádio e prestar atenção a sua letra, responder mensagens, ouvir um programa favorito.

Enfim, cada um busca seus recursos e por certo sempre os encontrará.

Com este texto nós não pretendemos encontrar as soluções para cada caso em particular.

Nossa intenção é levar um pouco de luz para este tema de forma que que as pessoas que sofrem com crise de ansiedade aprendam a colocar uma distância emocional diante das situações de estresse, que possam observá-las desde um outro ponto de vista, com um novo enfoque, um ângulo diferente, reconhecendo os disparadores destes estados.

Alguns cenários típicos para estes disparos são: aviões, elevadores, aglomerações, lugares apertados, dormir em um lugar desconhecido, ou estar em um lugar onde não podemos nos mover.

Todos nós já passamos por momentos de crises de ansiedade, o importante diante destes eventos é aprender a dissociar-se da cena, experimentar como se fosse um observador externo e associar o cenário de estresse com algum outro cenário semelhante onde tudo terminou bem.

Um bom recurso é inundar a mente a cenas da natureza, recordar uma viagem, ler um livro, um Ipad, distrair-se e mudar a percepção, sabendo que nossa capacidade de adaptação é infinita. A mudança de percepção é a chave!

Ao mudar a forma como percebemos o que está acontecendo podemos sustentar a sensação física por algum tempo, um tempo curto o suficiente para olhar em volta, procurar saber o que é que está na cena que o inconsciente está usando como metáfora ou metonímia e disparando um sinal de alerta.

O que é que está na cena que o inconsciente está reconhecendo situação de perigo.

No âmbito educacional também podemos ensinar as crianças a transformar a energia da crise de ansiedade em energia para crescer, adaptar-se e amadurecer, enfim, ensinar como usar a alta plasticidade neurológica para se adaptar a situação onde aparece a crise de ansiedade, oferecendo recursos para que elas aprendam a se escutar e gerenciar seus estados emocionais.

Prepare-se para o futuro sem crise de ansiedade

Após este período curto, sustentando a desagradável sensação da incapacidade de mover-se, já podemos olhar de forma inocente sem fazer juízos, e sem tentar adivinhar o futuro.

Seja consciente de que o universo está acontecendo através de você naquele momento, assim como o oceano acontece com cada onda efêmera e passageira.

Foque toda sua atenção ao que está se passando, sem tentar imaginar o que irá acontecer, este é um esforço inútil, você não sabe o que vai acontecer.

Sua mente, por inércia e condicionamento, sempre irá tentar lhe pregar mais uma de suas peças, afirmando que você sabe algo sobre o futuro.

Lembre-se que o tempo não é linear, todos os momentos são um único momento, este teórico futuro não existe, ninguém jamais chegou ao futuro, só existe o presente, tudo mais é ilusão.

Você sempre é você, e as circunstâncias que falam de você. Lembre-se também que nestes momentos onde se move uma grande quantidade de energia corporal, que podemos reciclar uma boa parte dela, senão a totalidade, ao nosso favor.

Ao observar com neutralidade, a situação adversa passa a nos servir de guia, uma espécie de bússola para encontrar de fato o que nos entusiasma e o que nos apaixona.

Se a realidade externa está nos mostrando algo que não desejamos, ali está uma boa oportunidade de aprender, porque uma das coisas que nos entusiasma, por exemplo, é justamente descobrir o que “não nos entusiasma”.

A partir daqui o jogo já pode mudar, passamos a ser conscientes de que sempre há algo que podemos fazer em nosso benefício, algo produtivo em termos de reciclagem de energia que servirá a nós.

Esta é uma poderosa ferramenta do kit do entusiasmo, chamada “Espelhos Reflexivos”, ou reciclagem de energia.

Quando reciclamos esta poderosa energia reconhecemos que somos realmente capazes de mudar as coisas, temos vitalidade e força, nos sentimos revigorados e, se neste momento não podemos mudar nada em termos de conduta porque não há nada mesmo à fazer, nem tampouco podemos mudar algo em relação a forma como está sucedendo, pelo menos podemos mudar desde um ponto de vista cognitivo.

No mínimo entenderemos que estamos diante de uma excelente oportunidade de desentranhar algumas coisas dos porões inconscientes da nossa mente, reconhecendo disparadores no entorno, prestando atenção no que está sendo projetado antes de rejeitar o que está acontecendo, porque se está acontecendo é por algum fim, tudo tem o seu para que, o acaso não existe no universo, a vida conspira sempre à nosso favor.

As experiências passadas são informações importantes para que possamos reescrever as histórias.

Ensinamos as pessoas a fazer as correlações com os familiares, observar as histórias que se repetem de geração em geração, as chamadas “Ressonâncias Familiares”.

O Poder da Auto Indagação no combate a Ansiedade

Relacionar a sensação de ansiedade com aquilo que está se passando, mais uma vez, prestando atenção à metáfora e a metonímia que são as duas figuras de linguagem ou figuras de retórica usadas pelo inconsciente para dar o alarme.

Interessante observar o significado das Figuras de retórica, elas são recursos linguísticos que ajudam a criar um significado figurativo e expressivo à mensagem transmitida.

Este recurso é muito útil na literatura, pois é responsável por auxiliar na construção estética e criativa da obra.

Ensinamos para pessoas que vivem o drama da crise de ansiedade que aprendam a fazer a auto-indagação.

A auto-indagação corresponde a uma série de perguntas que deveríamos fazer na hora de olhar o que está acontecendo. Vamos colocar algumas aqui:

1) O que é que eu quero mudar?
2) O que é que eu quero mudar, na minha vida? o que já é bem diferente;
3) A quem eu quero mudar? ATENÇÃO AQUI, isto produz muita ansiedade!
4) O que é que me incomoda? isto fala muito de mim.
5)Que experiências eu vivi na infância com relação a isto que me incomoda?
6) Qual é minha projeção? O que eu gosto e o que me incomoda tem a ver comigo, com aquilo que projeto fora.
7) Que experiências de fuga ou impossibilidade de fuga minha mãe experimentou?
8) Minha mãe se casou para sair da casa de seus pais? isto era, e ainda é muito comum.
9) Obrigaram minha mãe a casar-se com um homem e ela estava apaixonada por outro?
10) Obrigaram minha mãe a casar porque já estava grávida?.
11) Minha mãe se casou para fugir do controle de seus pais?
12) Minha mãe estava vivendo com uma pessoa que não queria (situação de imobilismo), como uma enteada por exemplo, quando engravidou de mim?
enfim…, há que auto-indagar-se.

Tudo isso pode estar se repetindo em sua vida, e você pode estar repetindo da mesma forma ou de uma forma invertida. Por exemplo, se sua mãe sofreu porque os homens são infiéis e perigosos, você herda esta informação inconsciente e não se compromete com os homens nem por um decreto divino.

Procura sempre uma maneira de se afastar deles, e acaba conseguindo, porque o inconsciente sempre ganha a “briga” se é que podemos chamar isso de briga.

Estamos falando de 96-97% contra 3-4%, parece bastante desleal este confronto. Por mais que o consciente queira uma coisa, o comando vem do inconsciente, uma parte da uma mente que desconhecemos, é a parte submersa do iceberg que Jung chamou de sombra.

Vigie seus Pensamentos

Outra forma de diminuir a ansiedade que é muito eficiente que é vigiar os pensamentos. UCEM diz que nós somos tolerantes demais com nossos devaneios.

Há ainda outras formas de diminuir a ansiedade e os ataques de ansiedade que é cuidar da comida. Atenção aos alimentos, e principalmente aos “acompanhamentos”, interessa mais com quem vc come, do que, o que vc come.

Nosso intestino fabrica 95% da serotonina do corpo, para quem não sabe, a serotonina é o hormônio da felicidade.

O intestino também fabrica 50% da dopamina, um poderoso hormônio ligado aos estados de alegria, felicidade, satisfação, prazer e êxtase. Antes se pensava que estes hormônios não poderiam atravessar a barreira hemato-encefálica, hoje em dia se sabe que sim.

Há mais de 5 mil anos os chineses chamam o intestino de 2º cérebro. Observem como muda o funcionamento dos nossos intestinos em função das circunstâncias em que estamos.

Casos reais das minhas clientes

Outro exemplo de disparo de ansiedade eu vivenciei com uma cliente que desenvolve ansiedade quando vai à casa dos pais de seu marido, os sogros.

Ela se dá conta de que seu inconsciente está relacionando através de metáforas com o ambiente em que vivia sua mãe quando engravidou dela.

Naquele momento sua mãe morava com o marido na casa dos pais dele, e eles não lhe queriam bem. Sua mãe, portanto, vivia em um ambiente hostil a ela, sofrendo constantes ameaças da sogra que se metia na vida do filho e por consequência na dela, sentia-se presa e pensava que não havia nada a fazer senão aguentar aquela situação.

Lhe expliquei como as histórias de sua mãe lhe condicionavam o comportamento e lhe dei o recurso da ferramenta de reciclagem de energia.

Hoje ela administra a mesma situação sem despertar a ansiedade, movimentando a energia em outra direção, na direção da compreensão do aprendizado e do amadurecimento emocional.

Outro exemplo: Uma cliente minha que entrava em um estado muito grave de ansiedade quando se afastava de casa.

Levava uma programação familiar de cuidadora, e embora se ressentisse de estar gastando sua vida cuidando de seus pais, não deixava de cuidá-los, estava em um clássico “tenho que”, pura hipnose.

Seu ressentimento também se expressava com suas duas irmãs que faziam exatamente o contrário dela.

A ansiedade também se apresentava quando um relacionamento ameaçava virar compromisso, ela não queria se comprometer com ninguém.

Então investigamos e descobrimos seu pai trabalhava à noite e nunca estava em casa, e sua mãe lhe deixava sozinha muitas vezes para sair quando ela ainda era muito pequena. Sua fisionomia se transformou imediatamente, deixou as lágrimas caírem e o sorriso reapareceu em seu rosto, me agradeceu e disse, obrigado, por fim entendi o que se passa comigo.

Ela não sabia. O trabalho do GBE é fazer este link, este “click” e interligar as coisas.

Como o Gerenciamento BioEmocional pode ajudar na Ansiedade

Agora, em suas novas relações ela poderá se lembrar disso e compreender que qualquer relação pode começar e acabar e, que por mais papeis que alguém assine, o compromisso sempre será um compromisso consigo mesmo.

O Gerenciamento BioEmocional ensina a desenvolver uma consciência que se auto observa. Um olhar interior, observar as sensações físicas e o que está ao redor.

Identificar quais são as coisas que se pode controlar, e principalmente as que não se pode controlar, sem se afogar em medos ilusórios de coisas que não estão acontecendo.

Recomendamos que todos busque os ex parceiros, eles são uma fantástica forma de identificar padrões repetitivos, coisas que se repetem na nossa vida e coisas que se repetem em relação aos nossos pais e sogros.

Nossa proposta é dar um salto evolutivo em consciência, passar de “homo sapiens” a “homo consciens”, pessoas com consciência e que se dão conta de que observando o entorno, mudando a percepção e a relação causa-efeito podemos nos liberar de várias maneiras.

O “homo-consciens” sempre está em estado de presença, dando o melhor de si mesmo em cada momento”, que é outra ferramenta do kit do entusiasmo.

Diante de estados de ansiedade podemos fazer sempre a escolha de como queremos experimentar a circunstância, se optamos pelo sofrimento ou pela paz.

Observe sempre se a paz é realmente o que você escolheu ser neste mundo.
Você escolheu ser um representante da paz, ou não?

Se a resposta for um sim, esteja certo de que uma mente em paz não critica, não se opõe a nada, não se ocupa de produzir mais raiva, ódio, ira, rancores ou ressentimentos, uma mente desperta ocupa-se de servir como exemplo.

A paz anda de mãos dadas com a felicidade e uma pessoa feliz jamais dirá a outra pessoa o que ela deveria ou não deveria de fazer. Seja você também um representante da paz e da felicidade, o mundo não muda com a nossa opinião, o mundo muda com nossos exemplos.

OBS: O Gerenciamento BioEmocional é um método que investiga as origens emocionais dos conflitos que experimentamos durante a vida, sejam eles manifestados através de sintomas físicos ou não. Não encorajamos nenhuma pessoa a desistir de orientações ou tratamentos médicos.

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