Como superar a falta de diálogo no relacionamento | Dr. Carlos Veiga Jr.
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como superar a falta de dialogo

Como superar a falta de diálogo

A falta de diálogo pode acabar com seu relacionamento

Um dos maiores problemas, enfrentado em muitos relacionamentos, é a falta de diálogo. Vamos entender por que isso ocorre.

Entenda que o universo nos apresentou a pessoa correta para que tenhamos as oportunidades de sanar as feridas emocionais da nossa família.

Essas feridas abrangem as dores e sofrimentos, vergonhas, frustrações, falta de assistência, abandono, traição, roubo, violações, entre outras. Elas buscam ser curadas através dos descendentes nas circunstâncias que enfrentamos dia após dia.

No entanto, não é simples administrar as situações de desconforto e inadequação que surgem da convivência ao longo dos anos. É quando começa a faltar o diálogo.

Como a falta de diálogo atrapalha seu relacionamento

A falta de diálogo não começa de um dia para o outro. É algo que vai sendo construído com cada gesto, palavra, pensamento, omissão, sentimento e emoção.

É como uma igrejinha de raiva e julgamentos que vamos edificando, onde os tijolos são nossas culpas e a argamassa, muito poderosa, é o nosso vitimismo.

A falta do diálogo começa com o medo de desagradar o outro e acaba se expressando como raiva e vingança.

O medo de desagradar decorre da sensação de que nosso parceiro está ali para preencher um vazio e se ele se afastar ou desaparecer cairemos no mesmo vazio em que estávamos antes de conhecê-lo.

A falta de diálogo pode acabar com um relacionamento, mais cedo ou mais tarde, mesmo que as pessoas permaneçam casadas.

Eu conheço alguns casais que nunca se separaram, mas que já não estão juntos a muito tempo.

Como resolver a falta de diálogo?

Quando adotamos este tipo de estratégia mental cometemos o grave equívoco de ferir a nós mesmos.

Porque, na verdade, não é a falta de diálogo que corrói as bases do relacionamento, e, sim a dor que sentimos por não ser nós mesmos, por estar nos afastando do nosso estado natural de ser, tentando fazer coisas para que o outro não nos deixe.

Podemos fingir ser outro personagem para agradar durante um tempo.

Mas, a cada situação desagradável proporcionada pelo parceiro(a), as cores da máscara que decidimos usar vão desbotando, até nos encontrarmos tão cansados e frustrados que já não queremos mais usar a fantasia puída.

Nossos parceiros são fontes inesgotáveis de circunstâncias de inadequação. Afinal, este é o papel do parceiro, nos proporcionar as situações de confronto onde podemos aplicar as experiências de aprendizado ao invés das experiências de julgamento.

Os parceiros existem para chocar, porém sem cair na armadilha dos julgamentos. O papel de cada um na relação é provocar o outro para que reaja e ponha para fora a programação que recebeu de seus antepassados.

Cabe a você, em cada circunstância, perceber e interpretar a situação de uma forma mais compassiva, identificando aquilo que foi motivo de criar as feridas emocionais, como raiva, medo e frustração, nas suas gerações anteriores.

3 passos para quebrar as programações familiares

Como não temos esta compreensão do “para que” estamos com determinada pessoa, seguimos robotizados pelos programas e presos nas ataduras familiares, que são verdadeiros nós, quase impossíveis de desfazer.

Somos como sonâmbulos repetindo condutas e comportamentos, sendo tomados por decisões, ao invés de tomá-las.

Carl G. Jung dizia

“Quando o inconsciente não se faz consciente, ele seguirá dirigindo sua vida e você chamará isso de destino”

São estes programas que determinam nossa forma de agir sem que estejamos conscientes disso. Como os parceiros não tomam ciência disso, não conseguem vencer a falta de diálogo para buscar o aprendizado, quando a situação de choque acontece.

Por mais que pareçam, os confrontos no relacionamento nunca são pessoais. Na verdade, eles são o caminho que as famílias encontram para limpar a culpa. O inconsciente familiar projeta seus descendentes na confiança que de que algum deles desperte e decida ver de forma diferente.

Algumas coisas podem ajudar na hora de corrigir as distorções criadas pelos julgamentos feitos no passado, que ocasionam a falta de diálogo no futuro.

1) Prestar atenção ao que nos atrai no outro

O que atrai os parceiros não é a aparência física, o nível intelectual, a situação financeira ou qualquer outra explicação cognitiva. É algo muito mais poderoso e elevado, que Jung chamava de sincronicidades ou ressonâncias vibracionais.

Todos já experimentamos conhecer alguém e sentir algo no corpo aquela sensação de “mariposas no estômago”, e dizemos a um amigo ou amiga: “acabo de me apaixonar”.

A mente necessita colocar um rótulo, uma etiqueta a esta sensação física, necessita explicá-la de alguma maneira. Aquilo que faz com que nos apaixonemos e que não tem explicação está em relação direta com nossos programas inconscientes. Dizemos que nos apaixonamos quando ressonamos profundamente com a informação da outra pessoa.

Então, o que nos junta a essa pessoa é a informação que busca ser resolvida.

Entretanto, é, justamente, este aspecto que mais adiante vai nos incomodar, causando a falta de diálogo, entre outras coisas, podendo ser a causa de não suportarmos mais seguir com aquela pessoa.

A eloquência acaba sendo vista como falatório, a firmeza como frieza, o intelectual vira o “sabe tudo”, aquele a quem admirávamos a ternura, passa a ser visto como um fraco.

Com o tempo, a frustração e insatisfação com esses atributos vai diminuindo a tolerância e a paciência com o outro, resultando na falta de diálogo no relacionamento.

Estas coisas acontecem porque não fomos capazes de integrar, em nós mesmos, aquilo que nos incomoda no outro. Tomar consciência disso não significa ter que deixar este parceiro(a). Ao contrário, podemos optar por evoluir com ele(a).

Portanto, perceba que a informação que atrai é a mesma que separa. Seus olhos devem estar bem abertos para isto!

2) Ser coerente

O Gerenciamento BioEmocional propõe evitar fazer coisas que você não goste para agradar o outro. É importante manter a individualidade na relação, pois, foi assim que o outro começou a gostar de você.

É importante nos dar permissão para seguir sendo nós mesmos compartilhando a vida ao lado de alguém que por sua vez faça o mesmo.

Portanto, você deve estar atento se o que pensa, sente, fala e faz está coerente com quem você é.

Se em algum momento detectamos que já não é assim, podemos nos perguntar:

Para que queremos um parceiro?

O que significa ter um parceiro para mim: para não estar só, para me aborrecer, para ter alguém que me cuide?

É fundamental fazer esses questionamentos continuamente para detectar suas  próprias incoerências. Assim, você deixará de querer mudar o outro para se  concentrar na sua própria evolução.

3) Viver com consciência de unidade

Quando no apaixonamos, a primeira coisa que acontece é querer possuir o outro e, quando acreditamos que já o temos, começamos a ter medo de perdê-lo(a).

Assim nos descobrimos possessivos, que é a primeira demonstração de carência de amor próprio, porque o autêntico amor não prende ninguém, jamais quer possuir.

Ao pensarmos que a outra pessoa vem para preencher nossas carências, acabamos sofrendo quando ela não estiver mais ali.

Por outro lado, quando compreendermos que nosso parceiro está ao nosso lado para nos ensinar o que decidimos aprender como alma/espírito na jornada terrestre. E podemos tirar grandes benefícios da convivência.

O principal deles é equilibrar as duas polaridades que existem em todo  relacionamento. Podemos fazer isso tomando consciência que projetamos no nosso parceiro a nossa sombra, ou nossos “defeitos”.

Com esta compreensão, a outra pessoa já não é mais a nossa desgraça, passando a ser nossa benção.

E nós começamos a viver através da consciência de unidade, ou seja, não existem mais dois, e, sim uma unidade que se complementa.

Sempre estamos frente a nós mesmos, desta forma podemos deixar de ser o que pensamos que somos para nos dar a oportunidade de ser o que realmente somos.

O verdadeiro amor está em querer viver com alguém o momento presente, sem rancores do passado, nem medos do futuro.

Além disso, também é importante sermos gratos aos nossos parceiros(as) anteriores por terem participado do nosso caminho de aprendizado, mesmo   que não tenhamos aprendido nada com eles.

Na verdade, eles estavam ali para que pudéssemos conhecer melhor a nós mesmos.

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