Saiba como se livrar de um vício - Carlos Veiga JR.
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Saiba como se livrar de um vício

Existe vício de diferentes tipos. Existem vícios em drogas lícitas e vícios em drogas ilícitas, mas ambas são drogas. Podem não causar nenhum efeito colateral, quando usadas em pequenas doses. O que causa malefícios ao corpo são excessos.

Quando uma pessoa é viciada em alguma coisa ela, significa que ela está cometendo um excesso. Frequentemente, a pessoa nem sabe porque faz isso, pois a causa está no seu inconsciente.

Esse artigo é para mostrar como você pode identificar essas causas e, com isso, parar com qualquer vício que esteja comprometendo sua saúde física ou emocional.

O que é um vício?

Antes de falarmos, especificamente, sobre os vícios, é necessário entender que as pessoas sempre buscam a felicidade ou o estado de felicidade em coisas externas, sejam pessoas, relacionamentos, substâncias ou eventos.

E muitas vezes essa busca é causada por uma fuga da realidade, ou seja, a pessoa deseja fugir, ainda que momentaneamente, de uma realidade estressante que ela vive.

Normalmente, dizemos que um vício surge do consumo em excesso de alguma substância viciante. Mas, não é bem assim, porque os vícios, na verdade, são comportamentos que o indivíduo usa para sair ou fugir de um ambiente emocional estressante.

E esse ambiente estressante, na maior parte das vezes é gerado pela mãe. Ou seja, nos casos de vícios, a informação tem a ver com o vínculo materno.

Isso ocorre de duas maneiras.

A primeira é a mãe ausente, que pode ser ausência de proteção ou ausência da função materna, que pode acontecer por muitas razões como, por exemplo, a mãe tem que trabalhar e a criança está com a babá o tempo todo.

A mãe também pode estar ausente porque morreu, porque não quer cuidar da criança, ou porque viajou.

O que importa para o inconsciente daquela criatura é que a mãe não está ali e isso cria um estado emocional propício para gerar a dependência de alguma coisa em que a pessoa tenta se apegar.

O segundo estado também relacionado à mãe que gera dependências e vícios.

Sabemos, por estatísticas, que a superproteção é muito mais danosa do que ausência. O sufoco causado por uma mãe superprotetora que “afoga” as criaturas com seu amor é uma situação por demais estressante.

A maioria das pessoas que eram viciadas e passaram por consulta comigo tinham uma mãe superprotetora e os que não tinham mãe superprotetora, tinham uma mãe ausente.

Filhos superprotegidos não amadurecem emocionalmente

A mãe superprotetora sequestra emocionalmente o filho, não permitindo que ele amadureça, pois impede que ele lide com as frustrações durante a infância e a adolescência.

E quando chega na idade adulta não sabe como lidar com as circunstâncias.

Esse adulto tenta fugir desse estado emocional estressante se apegando em alguma e é quando ele se vicia em alguma substância.

E por “substância” entenda que podem ser diversas coisas, lícitas ou ilícitas. Podem ser drogas, mas também pode ser comida, relacionamentos, inclusive aqueles abusivos, sexo, trabalho ou esporte.

Existem, inclusive, pessoas viciadas em culpa. Aliás, a maioria de nós é um pouco viciada em culpa.

E existe um vício, que talvez um vício mais perigoso, que é se viciar emocionalmente em outra pessoa.

O melhor que as mães de filhos pequenos podem fazer é permitir que eles possam viver suas próprias experiências e possam lidar com seus problemas, gerenciando, por conta própria, seus estados emocionais.

Vocês estarão construindo uma criatura madura emocionalmente e quando enfrentar um problema não vai precisar se apegar a uma substância, em uma droga lícita ou ilícita.

Confie no seu filho e não fique telefonando a todo momento perguntando como é que ele está, se comeu ou não comeu, porque isso é falta de confiança. E é assim que o inconsciente do filho vai entender.

É essencial que a mãe não tente impor seu mapa mental aos seus filhos, porque suas soluções não funcionaram para você, ou seja, você mesma não sabe como resolver seus próprios conflitos.

Permita que seu filho ou sua filha tenham seus próprios conflitos e saibam sair naturalmente desses conflitos, mesmo dando cabeçadas, até porque o ser humano aprende muito mais nas situações desconfortáveis do que naquelas que não incomodam.

Portanto, as mães precisam aprender a não criar viciados.

O que fazer para se livrar de um vício

A primeira coisa que uma pessoa viciada precisa fazer é se perguntar:

Quando começou esse vício?

Quando foi que eu, inconscientemente, comecei a buscar tal coisa?

Identificar esse momento é muito importante na hora de resolver o conflito. Porque você vai buscar quem estava na cena, quem estava no ambiente emocional quando o vício começou. Era minha mãe, meu pai, meus amigos, minha esposa, meu marido?

Ali está a chave, é a percepção que você tem daquele ambiente e essa percepção é que deve mudar para que meu inconsciente perceba que não precisa mais daquele estado mental, daquela substância, daquele relacionamento ou daquela substância.

São essas as faltas que a mente sente, como citei anteriormente:substâncias, relacionamentos, estados da mente e circunstâncias.

A experiência que mostra como sair do vício

Fizeram uma pesquisa com ratos em laboratório que começou com um ratinho sozinho em uma gaiola que tinha uma vasilha com água e outra vasilha com água e cocaína.

E o ratinho, aos poucos, foi escolhendo a água com cocaína, porque era a única coisa que ele tinha para se apegar, pois estava em um ambiente onde não podia se relacionar com nada.

O relacionamento é essencial para todas as criaturas, principalmente para os seres humanos. E não precisa, necessariamente, ser um relacionamento com pessoas. Pode ser um relacionamento com a natureza, com Deus, com os animais, não importa.

Como o ratinho não tinha com quem se relacionar, ele foi se apegando na única coisa que tinha, que era a água com cocaína.

Pois bem, eles pegaram um grupo de ratos e colocaram em uma gaiola com essas rodas que ficam girando, e outros brinquedos, para que eles pudessem se exercitar.

E também colocaram vasilhas com água pura e com cocaína.

Neste caso, eles podiam se relacionar entre si e com as rodas, com os brinquedos da gaiola. E nenhum rato tocou na água com cocaína, porque não era necessário, ele já estava se relacionando com outras coisas.
O mais interessante é que eles pegaram o ratinho viciado em água com cocaína e colocaram nessa mesma gaiola com o grupo de ratos que não tocaram na água com cocaína.

Esse ratinho que podia continuar consumindo a água com cocaína, aos poucos, começou a deixar de lado o vício, porque agora ele podia se relacionar com os outros ratos e com os brinquedos da gaiola.

Para você ver como é importante a mudança do ambiente emocional para quem é viciado.

A falsa sensação de liberdade que o vício traz

Quando eu me vicio em alguma coisa é porque eu quero fugir de um ambiente estressante emocionalmente para meu inconsciente.

E, temporariamente, eu consigo essa fuga, mas em algum momento eu terei que voltar e isso faz com que eu fique recriando a mesma circunstância que motivou o vício.

Isso cria um círculo vicioso porque a fuga é falsa.

Por isso, não adianta tentar fugir.

Por exemplo, alguém deseja conseguir se libertar de uma situação percebida como estressante, e se vicia em trabalho.

Muitos se tornam “inimigos do Lar” porque aquele ambiente é estressante e eu me vicio em trabalho para não estar em casa.

Ali pode estar minha mãe me sufocando, minha mulher me sufocando, meu marido me sufocando, meu filho me sufocando.

Então eu me vicio em trabalho para conseguir uma falsa liberdade, mas, eu sempre acabo voltando para aquele ambiente.

O problema é que, muitas vezes, o viciado não se dá conta do próprio vício. A partir do momento em que ele se der conta disso, já existe uma maneira de sair dessa situação.

Como não se viciar frente a uma ambiente estressante emocionalmente?

Qual alternativa você tem para não cair em um vício? O que fazer quando você já é filho de uma mãe superprotetora ou de uma mãe que estava ausente?

O que você pode fazer é desenvolver novos comportamentos para se sentir livre. Existem outras formas de se sentir livre, sem precisar se viciar em algo.

Por exemplo, você pode correr nos parques ou na rua, pode se dedicar a um esporte, pode passar a visitar uma biblioteca, pode tocar um instrumento ou entrar em uma aula de dança.

Mas é importante que você não troque uma fuga pela outra. É importante você estar consciente que estará criando uma alternativa a um ambiente estressante, é um caminho que você trilhará totalmente consciente.

Se você ja é um viciado essa é uma alternativa muito poderosa.

Outra opção é mudar de ambiente emocional se isso for possível.

É importante se dar oportunidade de mudar de vida, de mudar internamente a maneira de encarar e circunstância. É uma mudança de percepção interna. Você precisa entender que não vai conseguir mudar esse ambiente estressante mudando o outro. Você não consegue mudar ninguém. Você só vai se frustrar se for esse caminho.

Portanto, acredite que você possui a capacidade de mudar a si mesmo. Você tem esse poder. Acredite nele e conseguirá se livrar de qualquer vício que tenha adquirido.

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