O poder da frase: é agora ou nunca! - Carlos Veiga JR.
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agora ou nunca

O poder da frase: é agora ou nunca!

O poder da frase: é agora ou nunca!

Já ouvimos esta frase”é agora ou nunca” muitas vezes, nesta oportunidade nossa intensão é lhe convidar a observar que padrões de pensamento você está sustentando e repetindo, e que emoções surgem destes pensamentos no exato instante em que ocorrem.

É o ato consciente de observar o instante presente “AGORA” que nos liberta destes estados viciosos de pensamentos tão nocivos à saúde mental e física, justamente porque ao prestar atenção ao que acontece neste momento, as emoções negativas geradas pelos antigos padrões de pensamento se dissolvem automaticamente e sem esforço, apenas como resultado da mudança de direção do foco de atenção.

O que antes foi colorido de “mau” por antigas definições, crenças e interpretações, agora pode ser visto com neutralidade. Esta nova forma de interpretação que surge do estado de presença pode gerar uma nova realidade mais criativa, com possibilidade de encontrar soluções através de pontos de vista que antes estavam nublados por percepções distorcidas ancoradas em um passado de vitimismo e culpa.

O ato consciente de observar o entorno com uma visão neutra e isenta de julgamentos pré concebidos transporta a consciência para um estado de contemplação e atenção, permitindo a mente desempenhar o papel para o qual foi projetada.

O poder do agora

A mente tem a finalidade de saber o que está acontecendo, nunca o que vai acontecer. Quando atribuímos a mente uma tarefa para a qual ela não está preparada há uma sobrecarga evidente. Tentar adivinhar ou antecipar o que vai acontecer, consome muita energia justamente por trata-se de um acúmulo de funções.

A mente é como uma máscara de mergulho que nos permite saber o que está acontecendo no entorno, porém não é um equipamento adequado para saber o que está além do alcance do próprio campo visual.

Ao recorrer a memória para trazer o passado para o presente a mente entra em um estado de inconsciência. É este estado mental que perpetua as velhas feridas do passado e faz com que apareçam pensamentos relacionados ao medo.

A mente não se permite “descolar” deste teórico passado porque sem esta perspectiva não haveria culpa, e sem culpa a mente não sabe o que fazer.

Estamos tão intimamente ligados a culpa que não temos a mínima ideia de como viver sem ela, quando não estamos culpando os demais, estamos nos sentindo culpados. Seja por uma via ou por outra a mente busca julgar porque é como ela foi ensinada a fazer, sem julgamentos não haveria a culpa.

As sensações e sentimentos que surgem da prática de viver de lembranças passadas na maior parte das vezes englobam o medo. Ao não serem reconhecidas estas sensações e sentimentos geram um estado de estresse muitas vezes sutil e imperceptível, porém não menos desastrosos e tóxicos do que aqueles que são facilmente evidenciados.

John Lennon dizia que a vida é o que acontece enquanto estamos ocupados fazendo outros planos. Muitos outros mestres também disseram o mesmo, que a vida não acontece fora do agora, que este é o único momento que existe, e que qualquer forma de vida vivida fora deste estado de consciência é uma vida não vivida; não é viver, é sobreviver!

A decisão de observar atentamente o que está acontecendo significa que já não há necessidade de acumular mais dor e sofrimento. É algo que depende de treinamento e disciplina pois a inércia da mente é oscilar entre passado e futuro, sempre fugindo do instante único em que a vida acontece, é como se o agora fosse um estorvo para a mente que quer antecipar possíveis perigos na tentativa inútil de se proteger.

Quando estamos dispostos manter a mente atenta ao presente, ainda que por poucos segundos, criamos uma fenda de permissão para praticar o hábito saudável de viver no agora. Pouco a pouco a sensação de prazer que este estilo de vida nos traz vai se consolidando como uma forma eficiente de encontrar a paz e a alegria que tanto desejamos.

Assim, o ato consciente de observar o agora com uma perspectiva de neutralidade nos devolve um estado de equilíbrio que facilita a dispersão dos pensamentos recorrentes de culpa possibilitando uma espécie de silêncio amoroso, calma e quietude, recuperando a estabilidade emocional.

É desde este centro de equilíbrio que a paz pode ser percebida como uma constante que nos permite desfrutar de uma força criativa poderosa porque estaremos criando desde um nível de consciência mais elevado.

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