Aceite-se exatamente como você é! - Carlos Veiga JR.
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aceite se como você é

Aceite-se exatamente como você é!

Aceite-se exatamente como você é e não como gostaria que fosse 

 Aceite seus sentimentos. Aceitar seus sentimentos é deixar de fazer conjecturas sobre eles, é aceitar estar contigo sem restrições, abrir-se inteiramente ao que você está sentindo e reconhecer qual é a emoção vinculada a este sentimento (alegria, raiva, tristeza, medo ou asco).

Imediatamente vem um pensamento que quer etiquetar o sentimento de ofensa, frustração, abandono, traição, ansiedade, angústia, insatisfação, etc.

Não há nenhuma necessidade de rotular o sentimento neste momento, apenas senti-lo por alguns minutos, 2 ou 3 no máximo, reconhecendo a emoção.

Isto nos leva a um estado mental de honestidade, você está declarando sua emoção profunda, sem justificativas, colocando-a em cima da mesa.

“ESTOU COMIGO E SEI QUE EMOÇÃO ESTÁ ME TOMANDO”.

Não é possível dar o segundo passo sem a calma para realizar o primeiro, porque o segundo já é um grande salto.

Temos uma capacidade de transformação impressionante, porém não nos permitimos transformar, nem permitimos que ninguém ao nosso redor se transforme porque a transformação nos dá medo.

Nos interessa tanto seguir sendo como somos, e que as coisas continuem sendo como são que suprimimos a possibilidade de mudança na mente, fazendo com q a ideia de mudar seja vista como uma ameaça aos nossa estrutura mental, nossos valores.

Defendemos a estrutura justamente para que não haja mudanças, e assim possamos nos sentir mais seguros, uma ideia totalmente falsa, mas que está condicionando nossos pensamentos e atitudes.

Quando nós seres humanos nos dermos conta de que estamos vivendo uma vida e que a única opção é vivê-la, nos amaremos uns aos outros incondicionalmente porque veremos vida por todos os lados e em todas as partes, porque nós somos vida.

Estamos falando de mudanças na forma de ver o mundo, por exemplo, você já sentiu amor por um mendigo andando na calçada?

Por acaso já buscou em seus olhos e o amou por estar presente em sua vida?

Você já se abriu a compartilhar este momento em sua vida sem dizer nenhuma palavra? Nem todo mundo quer escutar isso, tudo bem, não passa nada.

Quando eu me dei conta de que eu era o único que teria que amar minha vida, o único que teria que tomar a responsabilidade pelos meus pensamentos, e que não teria que fazer absolutamente nada para isso, comecei a dar palestras, e quanto mais me torno responsável pela minha vida e pelos meus pensamentos, mais sou requisitado a compartilhar o pouco que sei.

Por fim percebi que tudo acontece naturalmente, não é necessário fazer nada exceto me dedicar de corpo e alma, intensamente ao que estou fazendo, manter meu entusiasmo e me orientar por ele e só por ele, estar presente e em unidade.

Por certo, houve momentos muito difíceis, e ainda os há, mas agora já sei como lidar com eles. Já recebi mensagens de insulto por fazer o que mais gosto de fazer, dizendo que eu sou isso e aquilo, e que deveria ir trabalhar ao invés de ficar enganando as pessoas com estas bobagens.

Estas mensagens me ajudaram muito porque acabei percebendo que este é o meu trabalho, ou seja, viver a vida e estar atento a ver como a vida me vive e não rejeitar a mim, não rejeitar as minhas experiências e não rejeitar nada do que venha na minha direção.

Por exemplo, estas mensagens, porque estas pessoas que escreveram estas coisas, não me lembro que tipo de insultos diziam, acho que imbecil ou algo assim, e me dei conta de que estas pessoas estão sofrendo.

Ninguém que esteja feliz insulta outra pessoa. Então, pude escutar isso e abrir o coração a esta experiência, dar graças pela mensagem, porque a mensagem está em minha vida, não posso negar.

Se eu rejeitasse a mensagem, estaria rejeitando uma parte da minha vida, e a minha vida não vai por partes, a vida é completa, com luzes e sombras. Portanto, se eu rejeito uma parte da minha vida estarei rejeitando-a completamente.

As pessoas têm direito a pensar o que quiserem sobre mim, e preciso agradecê-las por mostrar a mim que eu tenho opções para aceitá-las exatamente como são e não como eu gostaria que fossem.

Não se trata de receber uma mensagem dizendo que você é um imbecil e começar a rir. Se trata de olhar estas palavras, colocar-se de frente a elas, enfrentar, escutá-las e sentir o que se sente quando se lê algo assim. Se é medo, ok, posso sentir medo.

Posso usar isso em meu benefício?

Por certo que sim, porque rejeitar o medo é algo que já estive fazendo durante muitos anos e não funcionou. Sentir este medo é algo muito intenso, o medo do que alguém pensa de você atormenta a mente de qualquer pessoa, mexe com algo muito primitivo que é o pertencimento.

Abrir-se a sentir toda esta intensidade deste medo acaba sempre nos levando ao coração, e nosso coração sempre tem a resposta correta, a mais compassiva e coerente e então surge espontaneamente a amorosidade, sem procurar por ela, brota de forma natural.

É possível que eu seja um imbecil? Esta possibilidade está dentro de todas as infinitas possibilidades da inteligência universal, e isto eu tenho que ter em conta.

Posso ser um assassino, um violador, um crápula, um alcoólatra, arrogante, também posso ser simpático, querido, falso, amoroso, honesto, autêntico, alegre, triste, uma desgraça humana, um ditador.

Sou tudo o que ocorre na vida, porque estou vivo, sou parte da vida, e não há sentido em rejeitar a vida e tudo que existe nela, não serei eu quem irá rejeitar a vida.

A vida muitas vezes coloca mestres diante de nós, na maioria das vezes não reconhecemos, alguns deles, os que rejeitamos por nos fazerem experimentar experiências dolorosas nos mostram que estamos rejeitando a vida por rejeitar a eles porque eles estão fazendo parte da nossa vida.

Pois muito obrigado por me mostrar o que eu não seria capaz de ver se não fossem os insultos dirigidos a mim.

É simples: é um luxo que você possa viver sua vida, sabia?

Eu tento me lembrar disso sempre que sofro por alguma razão, porque quando alguém sofre, se dispara imediatamente um sistema interno de proteção que tem como origem o medo.

Quando se dispara este sistema de proteção ele acaba nos isolando do que acreditamos que seja perigoso, mas também nos isola do resto, acaba nos protegendo da vida e por tabela da felicidade que também faz parte da vida,

É impossível pensar: opa! que legal que é sofrer.

Necessitamos entrar em contato com o sentimento, sentir o que se sente, sem rotular, sem racionalizar, sem colocar etiquetas ou tentar entender, apenas dar uma oportunidade para que o sentimento nos permita ir mais além, e descobrir qual crença se esconde por trás de todo processo, usando o que acontece “fora” para reconhecer  que está escondido dentro.

O que está fora, que chamamos de realidade é nossa vontade inconsciente de saber o que se esconde em nossos porões, o que está oculto em nossa sombra, o que foi reprimido na nossa infância por força das crenças dos nossos antepassados.

Tudo está ali, esperando para ser projetado na tela do mundo que chamamos de realidade física.

Poucos seres humanos hoje estão dispostos a sentir o que sentem, quando sentimos algo muito intenso imediatamente tentamos descartar.

Somos filhos de um universo que nos ama, acreditando que somos produto de um passado (memória), de umas crenças, de uma cultura, acreditamos que somos produto do sofrimento, que sentido tem isso?

Como podemos entender tudo isso?

Nos abrindo a viver tudo isso, e cada momento estará repleto de informação nova de como transcender de forma definitiva as velhas definições estabelecidas.

Estamos acomodados no sofrimento, podemos transcender esta forma de ser para ressonar como família humana, uma raça de humanos, uma só filiação da Fonte dentudo Que Há, o Amor.

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