A volta para casa - Carlos Veiga JR.
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a volta para casa

A volta para casa

A Volta para Casa

Somos Seres eternos e sem forma que nascemos conectados ao todo universal, sem nenhuma identificação com o personagem que criaremos para viver neste mundo.

Este personagem, que ficou conhecido como ego, a voz na cabeça, também chamado de mente guerreira nas tradições orientais, é aquela que busca conflito, se alimenta de julgamentos feitos através de ataques mentais e se desenvolve através da culpa e do vitimismo.

Ego, portanto, é a crença na separação, no ataque e nas estratégias de defesa.

Como isto não é possível ocorrer aos recém-chegados à Terra por estarem ainda conectados com a unidade, o ego é um programa que vai se instalando pouco a pouco na mente (psique) das crianças.

Sua função é permitir aos Seres sem forma experimentar o mundo das formas.

Entretanto para que isto ocorra, é necessário um processo de identificação, justamente porque ao chegar a este mundo, a única coisa que conhecemos é o todo indivisível de onde partimos.

Os bebês não sabem onde eles começam e onde termina o universo, estão totalmente identificados com a unidade. Dito de outra maneira, para ter uma experiência humana, é necessário desidentificar-se da unidade e criar uma identidade própria, ilusória obviamente, mas absolutamente necessária ao propósito.

Dentro do útero materno, o que não tem forma, começa a se “formar”, nove meses depois, nascemos neste mundo através de um veículo físico que chamamos corpo e, é com ele que vamos experimentar a sensação de isolamento, dos demais e das coisas.

O corpo físico é, portanto, uma “sonda biológica” de Seres, que vem explorar um mundo dividido entre duas polaridades bem marcadas conhecidas por Yin/Yang, Feminino/Masculino, Luz/escuridão, Som/Silêncio, Inspiração/Expiração, Sístole/Diástole, Dia/Noite, Bem/Mal, Certo/Errado, Saúde/Enfermidade, Positivo/Negativo, Anions/Cations.

Carl Gustav Jung os chama de Animus e Anima.

Estas duas energias complementares configuram um mundo dual, que busca a neutralidade equilibrando-se entre estas polaridades.

Depois que nascem os bebês usam as referências que encontram para estar em equilíbrio.

As primeiras são as energias feminina e masculina, frequentemente representadas por mãe e pai, ainda que isto não necessite ser assim.

As criaturas conectadas à totalidade não têm a capacidade de julgar, portanto, atrairão pessoas que desempenhem os papeis de “pai” e “mãe”, que para elas, serão apenas “positivo e negativo”, podem ser os avós, pais adotivos, padrastos, madrastas ou pessoas de um orfanato.

Se uma criança se desenvolve em um ambiente sem pai ou sem mãe, imediatamente reconhece este padrão energético em alguma pessoa que lhe seja conveniente, não importando quem seja, necessita de referências, buscando-as onde pode.

Vale lembrar que aqui não cabe atribuir ao positivo que seja bom nem ao negativo que seja mau, são apenas polaridades complementares sem as quais este mundo não funcionaria.

Para exemplificar pensemos em uma lâmpada, para que possa estar acesa é necessário que esteja ligada a um pólo positivo e outro negativo. Não haveria como produzir luz apenas com o positivo, portanto, nenhuma polaridade é mais importante que a outra, são absolutamente iguais e necessárias.

Os bebês, portanto, nascem neutros, machos e fêmeas e, com o passar dos anos vão criando uma identidade própria e uma identidade sexual, (as crianças não necessitam de sexo).

Todavia, chega um momento em que a mente está de tal maneira identificada com a dualidade que não pode mais viver sem buscar seu complementar, momento em que ela dá uma ordem ao cérebro para inundar o corpo de hormônios. A este fenômeno chamamos puberdade.

A partir deste ponto há como um “clik”, como se virássemos uma chave, o ego “eu” já está estruturado e, não há mais como voltar atrás.

Passamos a buscar as relações de característica sexual e seguimos nos desenvolvemos como adolescentes e adultos.

Como a mente inconsciente não conhece gênero, tanto faz se a pessoa que está ao seu lado é do sexo oposto ou do mesmo sexo, o único que importa é que um represente uma polaridade e o outro a complementar.

Portanto, não é por acaso que os caracteres sexuais aparecem por volta dos 12 anos, este é precisamente o momento em que abandonamos definitivamente a conexão com a unidade e mergulhamos de vez na dualidade.

Nossa consciência passa a estar consciente (vale a redundância) da separação, e da necessidade de encontrar a neutralidade equilibrando as polaridades.

Desde que a humanidade surgiu, há muitos milhares de anos atrás, olhamos para cima a procura de explicações e respostas para perguntas que todos se fazem:

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?

Hoje sabemos que existe um caminho de volta para casa. Este caminho está cheio de obstáculos criados por nós mesmos, como desafios, para que nos tornemos os heróis da nossa própria história.

Entretanto, como a separação é apenas aparente, por ser impossível não fazer parte do todo, há também um momento em que somos obrigados a começar um caminho de volta.

Este momento se dá por volta dos 40 anos, e ficou conhecido como a “crise dos 40”.

Começamos a nos questionar consciente e inconscientemente sobre os valores; tempo; aparência; vida; morte; relacionamentos; espiritualidade (não religiosidade), e muitos outros assuntos que ficaram esquecidos ou ignorados.

Todos nós temos uma chama que arde dentro do peito, uma célula primordial, uma semente divina que está plantada no coração de cada indivíduo para que não seja possível perder-se no caminho de volta.

Como espíritos sabemos que somos eternos, portanto, desde pequenos algo nos diz internamente que não podemos deixar de existir, o veículo físico tem prazo de validade, porque nasceu e tem que desaparecer, mas o que somos de verdade, não pode morrer, porque nunca nasceu, é parte inseparável da Mente Criadora.

UCEM: “O espírito está em estado de graça para sempre, você é só espírito, portanto, você está em estado de graça para sempre”

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