A imagem da mulher no homem e a imagem do homem na mulher - Carlos Veiga JR.
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A imagem da mulher no homem e a imagem do homem na mulher

Carl G. Jung nos ensina sobre Anima e Animus que são instâncias contra-sexuais da psique, influenciando sobre o princípio psíquico dominante do homem ou da mulher, sendo que, todas as relações com o sexo oposto são afetadas pela projeção fonte de formação destas imagens.

Correspondem aos arquétipos feminino no homem e masculino na mulher, e são orientados para processos internos, não dizem respeito a forma como nos vemos conscientemente no mundo das formas.

São imagens inconscientes funcionando e atuando a partir da psique inconsciente através de projeções cujos resultados variam beneficiando ou não a consciência. Possibilitam elos criativos, sendo recursos indispensáveis no processo de individualização, agindo como, verdadeiros conselheiros.

Estas informações são por demais relevantes para estarem restritas ao mundo da psicologia ainda nos dias de hoje, não fazendo parte do aprendizado escolar.

Temos uma ideia de que os adolescentes não compreendem certas coisas, idiotizamos nossos filhos omitindo informações acreditando que eles não são capazes de compreendê-las. Terrível engano.

A falta de compreensão sobre os aspectos masculino e feminino inerentes aos processos de discernimento individual nos leva a tomar decisões condicionadas pelo desconhecimento.

O funcionamento da mente inconsciente nada tem a ver com o que acreditamos ver ao nosso redor.

Sequer nos ensinaram nas escolas que há um gigante trabalhando em silêncio nos porões da nossa psiquê, e por fim, acabamos acreditando que o que percebemos das relações entre homens e mulheres é verdade.

Não é, são projeções inconscientes!

Estes equívocos de interpretação começam a produzir seus efeitos na tomada de decisão frente as escolhas da sexualidade, parceiros e comportamentos.

A primeira coisa que podemos observar diretamente são as negações da adolescência com relação ao convencional estabelecido, a chamada “normalidade”.

A ignorância sobre a imagem da mulher no homem e sobre a imagem do homem na mulher começa a se manifestar em condutas baseadas apenas na identificação dos comportamentos dos pais.

Até mais ou menos 6 anos o cérebro trabalha com ondas de hipnose (Alfa e Theta) e é assim que os pais hipnotizam seus filhos sem saber que estão hipnotizando.

Sem informação e hipnotizados nossas escolhas não são tomadas livremente, nos tornamos reféns de crenças alheias.

“Cada homem sempre carregou dentro de si a imagem da mulher; não a imagem de uma determinada mulher, mas sim uma imagem de mulher.

Essa imagem, examinada a fundo, é uma massa hereditária inconsciente, gravada no sistema vital e proveniente de eras remotíssimas; é um “tipo” (“arquétipo”) de todas as experiências que nossos antepassados tiveram com o ser feminino, é um precipitado que se formou de todas as impressões causadas pela mulher, é um sistema de adaptação transmitido por hereditariedade.

Se já não existissem mulheres, ainda assim seria possível aos homens, a qualquer tempo, indicar como uma mulher deveria ser dotada do ponto de vista psíquico, tomando como ponto de partida essa imagem inconsciente.

O contrário é igualmente válido pois as mulheres também carregam igualmente dentro de si uma imagem inata do homem.

Visto que estas imagens são inconscientes, serão sempre projetadas inconscientemente nos parceiros que a vida nos traz. Se não estivermos atentos a isto jamais poderemos usar nossos parceiros como referência das distorções a serem corrigidas em nós mesmos pois nossos parceiros são verdadeiros monumentos ao autoconhecimento.

Quando reconhecemos nos nossos parceiros estas projeções de homens e mulheres como forma de solucionar velhas feridas familiares e não mais como fonte de conflito, assumimos a responsabilidade pelo que estamos interpretando do nosso entorno e deixamos de cair nas armadilhas da culpa e do vitimismo.

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